Compramos
um ursinho de pelúcia, pois Fábio dissera que ela amava e fazia coleção, e ele lhe dera uma
mochila nova para escola.
Á
noite, eu fora também na festa, conhecera a ex
esposa de Fábio, que por sinal muito simpática.
Fora
uma festa simples, porém muito animada com músicas, e a criançada toda dançando.
Num momento, em meu pensamento surgira a inventada partida de Hugo, e sentira ainda meu coração
apertado pela mágoa.
E eu,
tão empreendedora, aprendendo tudo sobre economia financeira, agora imaginara,
como ficara perdida em tal reviravolta.
Simplesmente
me concentrara, numa procura inútil e também rezara, para que o bom Jesus, junto
da Virgem Maria,me conduzissem..
Sentira
saudade do que fora, naqueles dez anos, das nossas conversas, das coisas que
juntos aprendêramos..
Quando
caminhara , pelas ruas, qualquer
senhorzinho de cabelos prateados, ainda me faziam chorar.
Porém,
ele nunca merecera minhas lágrimas.
Ficara
feliz por ele estar vivo, sem se importar como eu viveria, pois embasado em si,
jamais imaginara eu sofrer.
E sabendo de meu sofrimento,pouco se importaria.
E sabendo de meu sofrimento,pouco se importaria.
Encontrara
com Fábio, num final de tarde numa quinta feira, e ele me convidara para ir ao
cinema, e eu aceitara.
Fábio
tivera toda paciência do mundo, e nunca desistira, enquanto eu tentara me livrar
dos ventos noturnos, que recolheram meus sonhos, aniquilaram esperanças, como as folhas
secas.
Era
um filme romântico “Matrimônio á Italiana” com Sofia Loren, e durante o filme comêramos
pipoca e recordamos o tal clássico com muita saudade.
Eu
precisara contar meu segredo a ele.
Depois
do filme, fôramos a uma sorveteria, sentáramos um na frente do outro e começáramos
conversar.
Era
meio tarde, e no outro dia trabalháramos, e eu tinha que acordar cedo porque a
Fernanda estudara de manhã.
Fabio
me disse:
Eu
sei que existe uma história meio estranha em tua vida, por isso ainda não te
decidira em nosso namoro.
Poderia
me contar?
Eu
lhe dissera, que era uma longa história, pois já estava meio tarde, mas
prometera a Fábio que no final de semana contaria.
Pedimos
sorvete de chocolate com baunilha, que era uma da estrelas da casa, embora
aquela sorveteria oferecesse poucos sabores, porém era famosíssima, pois nunca
houvéramos provado sorvete melhor.
Eu
queria dividir a conta ,mas Fábio elegantemente, antes que eu percebesse pagara,
nos levantamos e fôramos para casa.
O
ponto de ônibus dele era pertinho de minha casa e eu fizera companhia a ele até
o ônibus chegar.
Quando
o ônibus se aproximara ele dera-me um selinho e saíra rapidamente.
Eu
fora passando a mão em minha boca, e sentira em meus lábios, a temperatura de
sua boca .Fora
dormir embalada por aquele beijo e acordara no outro dia quase perdendo a hora,
portanto, fora uma correria para preparar o café, servir o leite da Fernanda e
preparar seu lanche.
Ela
me perguntara:
Mãe, você e o pai da Fabiana estão namorando?
Eu revisei a mochila,coloquei o lanche, a ajeitei nas costas dela, e dei-lhe um beijo.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha