E
mediante aos estudos
sócio jurídicos dos crimes e quanto a personalidade de Eduardo e
seus embates subjetivos
chegou-se infelizmente o que eu presumira.
Por esta razão, a psicologia forense tem se
dividido em outros ramos de estudo, de acordo com as matérias a que se
referirem.
Segundo
especialistas, sempre fora coadjuvante na avaliação
da veracidade e a validade do testemunho, produzindo diagnósticos e predizendo
condutas associadas a processos de tutela, guarda, interdição, progressão e regressão.
Ele tivera um
lado bom,mas aos poucos fora deixando uma
perversidade cruel vencê-lo.
Sempre
fora amoladíssimo no trânsito, quando estava somente comigo, e
nosso filho pequeno, mas quando tinha mais alguém, fora a pessoa mais calma do mundo para
dirigir.
Segundo
especialistas, eles não são dotados de emoção, por isso,
não se arrependem de nada.
Quando
eu o visitara,
sempre conversara com ele, pedindo que se arrependesse, e pedisse perdão aos
filhos, e a Deus.
Sempre
ouvira dizer, que a personalidade sociopata, nunca se arrepende, mas eu pedira
a Deus por seu arrependimento.
Ele
era muito inteligente, e começara a escrever dentro do presídio, e seus livros
tinham sempre uma mensagem boa, e de esperança.
Porém,
segundo seu psiquiatra, ele era um ser perigoso e irrecuperável.
Nossos
filhos estavam todas as semanas o visitando, e ás vezes eu ia com Michel
visitá-lo também.
Enfim,
a vida escrevendo sua história de maneira cruel, mas não nos prendêramos a esse fato, seguíramos em
frente, levando até ele nossa contribuição.
O
amor, pudera vencer
qualquer desarmonia.
Acreditara,
que ao sofrer abusos, de pessoas assim, apresentara um terreno fértil e
propício, que fora criado na minha infância.
Mas,
não me sentira curada, pois ainda sentira
muita pena de tudo, e acreditara, que o
pior sentimento, que possa existir dentro de nós é a pena,
que diferentemente da compaixão, vê na pessoa um motivo de libertação.
Meu
coração, vivera partido ao meio sempre, depois desse fato, pois Eduardo
conseguira um jeito de me machucar, mesmo estando distante.
Muitas
vezes, eu vira os nossos filhos tristes, porque ninguém consegue
ser completamente feliz, tendo um pai cumprindo pena na cadeia.
E Mariana, tivera que fazer terapia, um bom
tempo, para poder viver sem conflitos, mas mesmo assim, nunca fora fácil.
A
minha preocupação, sempre fora alguém de nossa família, desenvolver a
personalidade narcísica.
Procurávamos
sempre, conversar muito, esclarecer as dúvidas, rezar muito, e ter muita fé.
Também,
aos poucos fôramos descobrindo, que trilhar no caminho da
verdade, nos faz
muito felizes.
Acrescentáramos
em nossas vidas, todos os motivos para que a verdade transitasse livremente
entre nós.
Meu
filho, embora sabendo de todos os agravantes do pai, sempre soubera amá-lo
indiferentemente de tudo que pudera ter ocorrido, pois o amor, quando não
correspondido, tem seu próprio reflexo, voltando para quem ama, refletindo uma
luz clara e evidente de felicidade, mesmo este atravessando todos os espinhos
possíveis, ou caminhos feitos de pedregulhos.
A
capacidade de amar, incita flores abrolharem destes desconstruindo o desamor,
para depois erigir um castelo de possíveis sonhos, e tal sonho vivenciáramos no
novo Eduardo que se instalara entre nós.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha