Depois
de tudo que acontecera, mesmo
assim, formáramos, uma família feliz com nossos filhos também.
Eu e
Michel sentíramos a doce sensação, de sermos avós
de uma criança alegre e inteligente feito Eduardo filho de Levi e Andreia,
enquanto todo amargor,
fora se apagando devagar.
Tínhamos
duas opções completamente opostas uma da outra.
Uma
delas seria nos lamentarmos e vivermos tristes pelo que nos
acontecera, o resto de nossas vidas.
A
outra seria, juntar o que nos restou e a partir daí, reconstruirmos nossas
vidas, no que tange a alegria e felicidade,
e fora isso que fizemos.
E
fora com bastante empenho, que nos transformamos, em uma nova família, muito
mais feliz, agora agregada a ela Mariana, que
já no final da faculdade de artes ,no
curso de pintura, se revelara uma grande intelectual do muralismo.
Uma pintura executada sobre uma parede,
diretamente na sua superfície, como num afresco, num painel montado para uma
exposição permanente.
Vivera
diluindo tintas e dando uma nova vida aos murais, Mariana por onde passara,
fora deixando aos poucos, suas artes em muros e paredes, então tombados como
patrimônios históricos.
Tivera nessa arte diferente, uma profunda
ligação à
arquitetura, podendo explorar o caráter plano de uma parede, ou
criar o efeito de uma nova área de espaço.
A
técnica que mais usara, fora a do afresco, que procedera na
aplicação de pigmentos de cores diferentes, diluídos em água, sobre argamassa
ainda úmida.
O
muralismo fora criado, nas
civilizações grega e romana, embora destes tenham restado poucos exemplares.
Entre
muralismos gregos e romanos, destacam-se , os
encontrados nas ruínas de Pompeia e Herculano.
Essa técnica
também,viera a ser muito empregada na Índia nos murais das
Grutas de Ajanta, e na China da dinastia Ming.
Mariana
era uma menina boníssima e muito amorosa, e continuara a namorar Ricardo o
amigo de Levi.
Eu
soubera, que algumas sequelas,
carregaria para sempre.
Mas,
á medida que o tempo passara,
procurara me
encontrar comigo, e ter uma conversa bastante profunda ,curando devagar todas
as minhas feridas.
Isso
também,eu houvera sugerido a Levi e também á Mariana.
Eu
sentira a vida mais leve, partindo do princípio, que resolvêramos retornar, e mudar de rumo, o nosso
caminho.
E
quanto ao Eduardo, sempre tentáramos
conscientizá-lo...
Sinceramente, não soubera até que ponto ,a palavra
conscientizar valera para ele.
Enquanto literalmente, não soubera mais, quem
era ele.
Ele
estava namorando uma moça bem jovem, Rita que era a advogada, que ele
contratara.
Eu jamais pudera me responsabilizar por
ela, quando esta soubera quem era ele, e o motivo da prisão...
Portanto,eu
sempre torcera para que ele encontrasse alguém e realmente desenvolvesse uma
convivência de amor e paz.
Embora,
as vezes, me sentira culpada por não ter avisado Celina, mas eu nunca soubera
como, então
mediante situação delicada,
ficara difícil, minha interferência.
Depois
de cumprir oito anos, ele tivera liberdade condicional, e fora morar com essa
advogada, Rita
que tinha a idade de nossos filhos.Eu
procurara focar na
pessoa maravilhosa de Michel, e
esquecer definitivamente, as complicações
de Eduardo.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha