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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_ÚLTIMA PALAVRA


Depois de tudo que acontecera, mesmo assim, formáramos, uma família feliz com nossos filhos também.
Eu e Michel sentíramos a doce sensação, de sermos avós de uma criança alegre e inteligente feito Eduardo filho de Levi e Andreia, enquanto todo amargor, fora se apagando devagar.
Tínhamos duas opções completamente opostas uma da outra.
Uma delas seria nos lamentarmos e vivermos tristes pelo que nos  acontecera, o resto de nossas vidas.
A outra seria, juntar o que nos restou e a partir daí, reconstruirmos nossas vidas, no que tange a alegria e felicidade, e fora isso que fizemos.
E fora com bastante empenho, que nos transformamos, em uma nova família, muito mais feliz, agora agregada a ela Mariana, que já no final  da faculdade de artes ,no curso de pintura, se revelara uma grande intelectual do muralismo.
Uma pintura executada sobre uma parede, diretamente na sua superfície, como num afresco, num painel montado para uma exposição permanente.
Vivera diluindo tintas e dando uma nova vida aos murais, Mariana por onde passara, fora deixando aos poucos, suas artes em muros e paredes, então tombados como patrimônios históricos.
 Tivera nessa arte diferente, uma profunda ligação  à arquitetura, podendo explorar o caráter plano de uma parede, ou criar o efeito de uma nova área de espaço.
A técnica que mais usara, fora  a do afresco, que procedera na aplicação de pigmentos de cores diferentes, diluídos em água, sobre argamassa ainda úmida.
O muralismo fora criado, nas civilizações grega e romana, embora destes tenham restado poucos exemplares.
Entre muralismos gregos e romanos, destacam-se , os encontrados nas ruínas de Pompeia e Herculano.
 Essa técnica também,viera a ser muito empregada na Índia nos murais das Grutas de Ajanta, e na China da dinastia Ming.
Mariana era uma menina boníssima e muito amorosa, e continuara a namorar Ricardo o amigo de Levi.
Eu soubera, que algumas sequelas, carregaria para sempre.
Mas, á medida que o tempo passara, procurara  me encontrar comigo, e ter uma conversa bastante profunda ,curando devagar todas as minhas feridas.
Isso também,eu houvera sugerido a Levi e também á Mariana.
Eu sentira a vida mais leve, partindo do princípio, que resolvêramos retornar, e mudar de rumo, o nosso caminho.
E quanto ao Eduardo, sempre tentáramos conscientizá-lo...
Sinceramente, não soubera até que ponto ,a palavra conscientizar valera para ele.
 Enquanto literalmente, não soubera mais, quem era ele.
Ele estava namorando uma moça bem jovem, Rita que era a advogada, que ele contratara.
Eu jamais pudera me responsabilizar por ela, quando esta soubera quem era ele, e o motivo da prisão...
Portanto,eu sempre torcera para que ele encontrasse alguém e realmente desenvolvesse uma convivência de amor e paz.
Embora, as vezes, me sentira culpada por não ter avisado Celina, mas eu nunca soubera como, então mediante situação delicada, ficara difícil, minha interferência.
Depois de cumprir oito anos, ele tivera liberdade condicional, e fora morar com essa advogada, Rita que tinha a idade de nossos filhos.Eu procurara focar na pessoa maravilhosa de Michel, e esquecer definitivamente, as complicações de Eduardo.

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Izildinha