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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_ÚLTIMA PALAVRA


Estávamos no final do ano, Levi e Andreia com Eduardo estavam em nossa casa e fizéramos uma ceia, para comemorar a chegada do ano novo também.
Michel sempre soubera, que Levi adorava seus pratos trazidos de Rocamatour,resolvera fazer também os pratos para o nosso  réveillon.
O ano novo na França, oferece a maioria das atrações em lugares fechados, como restaurantes e casas de shows a preços caríssimos.
Existe também o tão aclamado show de fogos de artifícios à meia noite, mas esse não é o programa preferido de réveillon dos parisienses.
E por falar de ano novo na França, lembráramos o Champanhe e também o espumante Pétillant.
 E todo turista precisara saber a diferença entre eles, alegara Michel.
O champanhe vem da região com o mesmo nome e também é um espumante branco de ótima qualidade, mas existem outros vinhos espumantes deliciosos como o Crémant de Loire ou Crémant de Bourgogne.
Mais bebidas costumam também, ser apreciadas durante a virada do ano, como o vinho quente Vin Chaud e Cidra da Bretanha sendo as escolhas mais populares.
Existe também um doce parecido com um bombom, com uma embalagem que parece fogos de artifício ao abrir, nomeado de papillottes e encontrados em todos os supermercados e confeitarias.
Assim como em todas as datas comemorativas, os franceses trocam muitos cartões nos meses de dezembro e janeiro como forma de presentes.
Estávamos conversando quando o interfone tocou, era Eduardo.
 Ele entrou e nos cumprimentou, então perguntamos pela esposa e filha, meio sem jeito, então ele nos disse, que havia se separado ,e que precisara de um lugar para ficar temporariamente.
Meu filho prontamente oferecera nosso apartamento, provisoriamente.
Claro que meu filho arrumara um lugar ,onde era quarto dele, e Michel, não parecera se aborrecer, com a presença dele, embora se mantivesse  meio calado.
Depois da ceia, nos recolhemos e fomos dormir, no outro dia logo cedo, Eduardo agradecera, e nem quisera esperar o café, indo embora rapidamente.
Dissera que mudara de ideia.
Também não perguntara á respeito do que.
 Celina e Eduardo tinham uma filha mocinha, era Mariana, mas ela, quase nunca tivera contato  conosco.
Á noite conversamos bastante, estávamos contentes, mas em mim houvera aquela tortura estranha, que eu não soubera a razão.
Michel depois do almoço ,ligara a televisão para ver um jogo, e no intervalo uma notícia chocante, de uma mulher em Botucatu, se atirara de um prédio e viera a falecer.
Por ser Botucatu, a minha cidade, onde eu crescera, ficara bastante apreensiva, mesmo porque uma notícia dessas, sempre choca as pessoas.
Porém, não fora dado nome algum
O interfone tocara, e fora de novo o Eduardo.
Falamos sobre o fato de Botucatu, mas ele desconversou.
Conversara muito com Michel e dissera que tinha planos em morar no exterior, e depois se reconciliar de novo com a família, e levá-los para lá.
Ia esperar  os ânimos esfriarem e depois as levaria.
Fomos dormir tarde aquela noite, porque a conversa se esticara  até muito tarde.
De madrugada, o interfone tocara, era a polícia em nosso apartamento, dizendo ocultarmos, o culpado ,pela morte da mulher de Botucatu em nossa casa.
Acordamos todos assustados, com a polícia invadindo nosso apartamento.

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Izildinha