Estávamos
no final do ano, Levi e Andreia com Eduardo estavam em nossa casa e fizéramos
uma ceia, para comemorar a chegada do ano novo também.
Michel
sempre soubera, que Levi adorava seus pratos trazidos de Rocamatour,resolvera
fazer também os pratos para o nosso réveillon.
O ano
novo na França, oferece a maioria das atrações em lugares
fechados, como restaurantes e casas de shows a
preços caríssimos.
Existe
também o tão aclamado show de fogos de
artifícios à meia noite,
mas esse não é o programa preferido de
réveillon dos parisienses.
E por
falar de ano novo na França, lembráramos o Champanhe e
também o espumante Pétillant.
E todo turista precisara saber a diferença
entre eles, alegara Michel.
O champanhe vem da região com o mesmo nome
e também é um espumante branco de ótima qualidade, mas existem outros vinhos
espumantes deliciosos como o Crémant de Loire ou Crémant
de Bourgogne.
Mais bebidas costumam também, ser apreciadas durante a virada do ano, como
o vinho quente Vin
Chaud e Cidra
da Bretanha sendo as escolhas mais
populares.
Existe
também um doce parecido com um bombom,
com uma embalagem que parece fogos de artifício ao abrir, nomeado de
papillottes e encontrados em todos os supermercados e confeitarias.
Assim
como em todas as datas comemorativas, os
franceses trocam muitos cartões nos meses de dezembro e janeiro como forma de
presentes.
Estávamos
conversando quando o interfone tocou, era Eduardo.
Ele entrou
e nos cumprimentou, então perguntamos pela esposa e filha, meio sem jeito,
então ele nos disse, que havia se separado ,e que precisara de
um lugar para ficar temporariamente.
Meu
filho prontamente oferecera nosso apartamento, provisoriamente.
Claro
que meu filho arrumara
um lugar ,onde era quarto dele, e Michel, não parecera se
aborrecer, com a presença dele, embora se mantivesse meio calado.
Depois
da ceia, nos recolhemos e fomos dormir, no outro dia logo cedo, Eduardo agradecera, e nem quisera
esperar o café,
indo embora rapidamente.
Dissera
que mudara de ideia.
Também
não perguntara á respeito do que.
Celina e Eduardo tinham uma filha mocinha, era
Mariana, mas ela, quase nunca
tivera contato
conosco.
Á
noite conversamos bastante, estávamos
contentes, mas em mim houvera
aquela tortura estranha,
que eu não soubera a razão.
Michel
depois do almoço ,ligara a televisão para ver um jogo, e no intervalo uma
notícia chocante, de uma mulher em Botucatu, se atirara de um prédio e viera a
falecer.
Por
ser Botucatu, a minha cidade, onde eu crescera, ficara bastante apreensiva,
mesmo porque uma notícia dessas, sempre choca as pessoas.
Porém,
não fora dado nome algum
O
interfone tocara, e fora
de novo o Eduardo.
Falamos
sobre o fato de Botucatu, mas ele
desconversou.
Conversara muito com Michel e dissera que
tinha planos em morar no exterior, e depois se reconciliar de novo com a
família, e levá-los para lá.
Ia
esperar os ânimos esfriarem e depois as
levaria.
Fomos
dormir tarde aquela noite, porque a conversa se esticara até muito tarde.
De
madrugada, o
interfone tocara, era a polícia em nosso apartamento, dizendo ocultarmos, o
culpado ,pela morte da mulher de Botucatu em
nossa casa.
Acordamos
todos assustados, com a polícia invadindo nosso apartamento.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha