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terça-feira, 25 de agosto de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_ÚLTIMA PALAVRA


O tempo parecera voar depois do nascimento de Eduardo, mal o ano começara e parecera estar findando, enquanto ele crescera, desenvolvera percepções, descobrira o mundo juntamente com os pais.
Eduardo era uma criança sorridente, vivera sorrindo e nos fazendo sorrir também, mesmo porque uma criança sorrindo, tivera sempre a magia, de fazer todos sorrirem ao seu redor.
Não conseguíramos jamais, não acompanhar os momentos de alegria de meu neto, pois ele tinha a capacidade de nos fazermos gargalharmos juntamente com ele.
Sentíramos que Eduardo nascera apto a saber tudo e desenvolver o melhor e competira ao meu filho e minha nora, mostrar-lhe o mundo de maneira positiva e acolhedora.
Nenhuma proteção castradora, também nenhuma indiferença, fora colocada, diante de quaisquer circunstâncias inusitadas, vivenciadas por Eduardo.
Ele sempre estivera como uma planta frágil, muito bem amparada, porém exposta ao sol, à chuva, para assim se nutrir e crescer fortalecida.
Observáramos nesse ínterim, como é sábia a natureza, quando a mãe leva seus filhotes para aprenderem a viver sozinhos, os primeiros passos, os primeiros alimentos depois do desmame, a primeira busca do próprio alimento.
Fôramos juntando experiências eu e Michel, até então desconhecidas por nós, vendo nosso neto crescer sob a proteção e doutrinamento do meu filho e minha nora.
O tempo me reservara surpresas tantas, até na aprendizagem, quando alegara saber bastante, descobrira então,  que pouco soubera, quando os fatos verídicos, e rotineiros, os costumes reafirmados, dentro de um ciclo  baseado no amor, no ensinamento e na confiança, fora se desenrolando diante de minhas percepções, que reafirmaram a beleza da vida.
Estávamos chegando no final do ano, Eduardo já houvera completado dois anos de vida, e havíamos combinado, que passaríamos o ano novo juntos, pois Andreia visitaria os pais em Botucatu, juntamente com Levi e Eduardo, e lá passariam o Natal.
Eu e Michel colocamos uma árvore de natal pequena, no centro da mesa da sala, e também uma guirlanda na parede, e nossa casa adquirira prontamente um clima natalino.
Fora um Natal tranquilo, eu pouco  pedira, mas tanto a agradecera, pois eu pudera me considerar uma mulher felicíssima e completa em todos os sentidos.
Passara pelas dificuldades, que me tornaram mais forte e também uma grande observadora na vida.
Quando olhara para o passado vira minhas percepções como torturas, porém, o tempo me ensinara, não só a conviver com elas, como também fizera disto, um fator positivo em minha vida.
Jamais tentara mudar pessoas, quando na verdade, tivera que ficar mais atenta comigo,pois o amor próprio fora infalível, para quaisquer circunstâncias, em minha vida.
Michel decidira preparar a ceia de natal com os pratos franceses, com os quais estivera acostumado quando morara na França, então ele fora ao supermercado e viera, com ingredientes extravagantes, porém maravilhosos. Ele fizera uma ceia em etapas bem definidas:
Primeiro, preparara um aperitivo: torradas com patê, canapés, castanhas, um bolo pequeno e alguns salgados.
Em seguida, as entradas frias: foie gras com geleia de cebolas ou figo, salmão defumado, canapés de lagosta.
Meu Deus, eu já na entrada, me deliciara!
Ainda fizera um pato assado com calda de laranja, e para finalizar uma sobremesa de torta gelada, não faltando depois o  café.

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Izildinha