O
tempo parecera voar depois do nascimento de Eduardo, mal o ano começara e
parecera estar findando, enquanto ele crescera, desenvolvera percepções,
descobrira o mundo juntamente com os pais.
Eduardo
era uma criança sorridente, vivera sorrindo e nos fazendo sorrir também, mesmo
porque uma criança sorrindo, tivera sempre a magia, de fazer todos sorrirem ao
seu redor.
Não
conseguíramos jamais, não acompanhar os momentos de alegria de meu neto, pois
ele tinha a capacidade de nos fazermos gargalharmos juntamente com ele.
Sentíramos
que Eduardo nascera apto a saber tudo e desenvolver o melhor e competira ao meu
filho e minha nora, mostrar-lhe o mundo de maneira positiva e acolhedora.
Nenhuma
proteção castradora, também nenhuma indiferença, fora colocada, diante de
quaisquer circunstâncias inusitadas, vivenciadas por Eduardo.
Ele
sempre estivera como uma planta frágil, muito bem amparada, porém exposta ao
sol, à chuva, para assim se nutrir e crescer fortalecida.
Observáramos
nesse ínterim, como é sábia a natureza, quando a mãe leva seus filhotes para
aprenderem a viver sozinhos, os primeiros passos, os primeiros alimentos depois
do desmame, a primeira busca do próprio alimento.
Fôramos
juntando experiências eu e Michel, até então desconhecidas por nós, vendo nosso
neto crescer sob a proteção e doutrinamento do meu filho e minha nora.
O
tempo me reservara surpresas tantas, até na aprendizagem, quando alegara saber
bastante, descobrira então, que pouco
soubera, quando os fatos verídicos, e rotineiros, os costumes reafirmados,
dentro de um ciclo baseado no amor, no
ensinamento e na confiança, fora se desenrolando diante de minhas percepções,
que reafirmaram a beleza da vida.
Estávamos
chegando no final do ano, Eduardo já houvera completado dois anos de vida, e
havíamos combinado, que passaríamos o ano novo juntos, pois Andreia visitaria
os pais em Botucatu, juntamente com Levi e Eduardo, e lá passariam o Natal.
Eu e
Michel colocamos uma árvore de natal pequena, no centro da mesa da sala, e
também uma guirlanda na parede, e nossa casa adquirira prontamente um clima
natalino.
Fora
um Natal tranquilo, eu pouco pedira, mas
tanto a agradecera, pois eu pudera me considerar uma mulher felicíssima e
completa em todos os sentidos.
Passara
pelas dificuldades, que me tornaram mais forte e também uma grande observadora
na vida.
Quando
olhara para o passado vira minhas percepções como torturas, porém, o tempo me
ensinara, não só a conviver com elas, como também fizera disto, um fator
positivo em minha vida.
Jamais
tentara mudar pessoas, quando na verdade, tivera que ficar mais atenta
comigo,pois o amor próprio fora infalível, para quaisquer circunstâncias, em
minha vida.
Michel decidira preparar a ceia de natal com os pratos franceses, com os quais estivera
acostumado quando morara na França, então ele fora ao supermercado e viera, com
ingredientes extravagantes, porém maravilhosos. Ele fizera uma ceia em etapas bem definidas:
Primeiro, preparara
um aperitivo: torradas com patê, canapés,
castanhas, um bolo pequeno e alguns salgados.
Em seguida, as entradas frias: foie gras com
geleia de
cebolas ou figo, salmão defumado, canapés de lagosta.
Meu Deus, eu já na entrada, me deliciara!
Ainda
fizera um pato assado com calda de laranja, e para finalizar uma sobremesa de
torta gelada, não faltando depois o
café.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha