Depois
que nosso neto nascera, fora um tempo de encanto para todos nós, Eduardo era
uma doçura, um poema ,uma luz de felicidade em nossas vidas , Michel tinha
verdadeira paixão, e eu também mantivera um encanto, até então desconhecido por
mim, pois jamais houvera imaginado, o quanto uma avó pudera amar e se encantar.
Esquecêramos
todas as desavenças do passado, enfim, a vida recomeçara entre nós na figura de
nosso neto.
Eduardo
viera com Celina visitá-lo, e eu para ser sincera, e sentira nesse momento um certo carinho por eles.
Trouxeram
presentes e Levi ficara muito feliz ,enfim, todos nós, e nesse tempo pensáramos
eu e Michel:
Porque
existem seres no mundo capazes de fazer da vida dos outros um inferno,quando
esta vida, vivida simplesmente em paz, fora maravilhosa.
Levi
e Andreia estavam felizes vivenciando a experiência de pais, pareciam
esquecerem tudo e se mantiveram voltados para Eduardo a nossa linda criança.
Á
medida que o tempo fora passando, dia após dia, percebêramos as mudanças em
Eduardo.
Nos
primeiros dias, a Andreia fora sua extensão de mundo, então o calor de Andreia
tinha a propriedade de calar seu choro, desperta-lhe o sono, alimentar-lhe
também.
Lamentara
muito quando tivera Levi, não observara mais nitidamente essa maravilha toda no
fato de ser mãe também, talvez o fato de ser avó, não fora mais encantador do
que ser mãe, mas quando me tornara mãe, carregara o estresse da gravidez, da
espera, e depois quase uma adolescente, sentira toda responsabilidade de cuidar
sozinha de um ser, o qual eu amara com tamanha dedicação.
Meu
filho, como pai exemplar, ajudara Andreia nas trocas do bebê e também revezara
á noite com ela.
Outro
fato, que me encantara neles, como pais, fora a maneira pela qual, eles iam
apresentando o mundo ao nosso neto.
Quem
dera todos os pais soubessem o quanto é importante para a saúde física e mental
da criança, a presença deles, enquanto a criança vai desvendando o mundo ao
seu redor.
O
bebê não precisa de mais nada, a não ser os pais presentes, apresentando-lhe o mundo, e estando do lado deste, colocando –se no mesmo patamar em determinados momentos.
O meu
neto, por volta do quarto ou quinto mês, já fora á praia com os pais, claro,
que tudo feito com muita responsabilidade, mas era um aprendizado para mim, ver
Levi brincar com Eduardo de pular ondas,
enquanto Andreia é claro, registrava tudo.
Eu
quisera ter sido tratada assim pelos meus pais,claro,mesmo dentro da
simplicidade em que vivíamos, mas um toque ,um carinho, uma atenção fora toda
diferença para uma vida inteira.
Eu
descobrira sendo avó, uma parte importante, a qual não dera mais tempo para eu
consertar, porque sabedoria,infelizmente,só vem com o tempo.
Para
que uma criança, tenha saúde física e mental, não existira jamais ,uma fórmula
mágica, entendera eu,mas sim, um sentimento nobre, o qual ,não é todo ser que
tenha a capacidade, de carregá-lo, “o amor”.
Uma
criança regada com amor, em contato com a natureza, em idade tenra, florescerá
tranquila, feliz e em paz.
Jamais
importara a condição socioeconômica, importara sim, a capacidade dos pais, em
doar suas presenças, ajudando o filho ou filha, desvendarem seu mundo,
obviamente essa criança crescerá mais tranquila, mais segura e livre de doenças
físicas também.
Pois
uma criança, que cresce sem o amor dos pais, torna-se insegura, desenvolve
várias condições que trará desconfortos na vida adulta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pelo carinho!
Izildinha