Marcadores

domingo, 30 de agosto de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_ÚLTIMA PALAVRA

Depois que nosso neto nascera, fora um tempo de encanto para todos nós, Eduardo era uma doçura, um poema ,uma luz de felicidade em nossas vidas , Michel tinha verdadeira paixão, e eu também mantivera um encanto, até então desconhecido por mim, pois jamais houvera imaginado, o quanto uma avó pudera amar e se encantar.
Esquecêramos todas as desavenças do passado, enfim, a vida recomeçara entre nós na figura de nosso neto.
Eduardo viera com Celina visitá-lo, e eu para ser sincera, e sentira nesse momento um certo carinho por eles.
Trouxeram presentes e Levi ficara muito feliz ,enfim, todos nós, e nesse tempo pensáramos eu e Michel:
Porque existem seres no mundo capazes de fazer da vida dos outros um inferno,quando esta vida, vivida simplesmente em paz, fora maravilhosa.
Levi e Andreia estavam felizes vivenciando a experiência de pais, pareciam esquecerem tudo e se mantiveram voltados para Eduardo a nossa linda criança.
Á medida que o tempo fora passando, dia após dia, percebêramos as mudanças em Eduardo.
Nos primeiros dias, a Andreia fora sua extensão de mundo, então o calor de Andreia tinha a propriedade de calar seu choro, desperta-lhe o sono, alimentar-lhe também.
Lamentara muito quando tivera Levi, não observara mais nitidamente essa maravilha toda no fato de ser mãe também, talvez o fato de ser avó, não fora mais encantador do que ser mãe, mas quando me tornara mãe, carregara o estresse da gravidez, da espera, e depois quase uma adolescente, sentira toda responsabilidade de cuidar sozinha de um ser, o qual eu amara com tamanha dedicação.
Meu filho, como pai exemplar, ajudara Andreia nas trocas do bebê e também revezara á noite com ela.
Outro fato, que me encantara neles, como pais, fora a maneira pela qual, eles iam apresentando o mundo ao nosso neto.
Quem dera todos os pais soubessem o quanto é importante para a saúde física e mental da criança, a presença deles, enquanto a criança vai desvendando o mundo ao seu redor.
O bebê não precisa de mais nada, a não ser os pais presentes, apresentando-lhe o mundo, e estando do lado deste, colocando –se no mesmo patamar em determinados momentos.
O meu neto, por volta do quarto ou quinto mês, já fora á praia com os pais, claro, que tudo feito com muita responsabilidade, mas era um aprendizado para mim, ver Levi brincar com  Eduardo de pular ondas, enquanto Andreia é claro, registrava tudo.
Eu quisera ter sido tratada assim pelos meus pais,claro,mesmo dentro da simplicidade em que vivíamos, mas um toque ,um carinho, uma atenção fora toda diferença para uma vida inteira.
Eu descobrira sendo avó, uma parte importante, a qual não dera mais tempo para eu consertar, porque sabedoria,infelizmente,só vem com o tempo.
Para que uma criança, tenha saúde física e mental, não existira jamais ,uma fórmula mágica, entendera eu,mas sim, um sentimento nobre, o qual ,não é todo ser que tenha a capacidade, de carregá-lo, “o amor”.
Uma criança regada com amor, em contato com a natureza, em idade tenra, florescerá tranquila, feliz e em paz.
Jamais importara a condição socioeconômica, importara sim, a capacidade dos pais, em doar suas presenças, ajudando o filho ou filha, desvendarem seu mundo, obviamente essa criança crescerá mais tranquila, mais segura e livre de doenças físicas também.
Pois uma criança, que cresce sem o amor dos pais, torna-se insegura, desenvolve várias condições que trará desconfortos na vida adulta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pelo carinho!
Izildinha