Assim
tão artificiais, para compactuar, com um padrão de beleza torturador, para quem tenta viver embolado dentro
desse esquema.
Para
que jamais haja mérito da natureza,
da inteligência, e suas descobertas ao longo da vida.
Isso fizemos
como diálogo e promessa dentro da
tentativa, do cultivo
de um amor mais puro,
menos excêntrico.
Uma
rotina bem elaborada, fazia parte de nosso calendário semanal, sem jamais estarmos numa zona de conforto , mas
sim, fazermos o que o momento demandara,
desde que fosse salutar.
Muitas
vezes sofremos, por
adotar padrões comportamentais copiados, quando na verdade somos todos muito diferentes, e com gostos diferentes também.
Termos
um leve traço narcísico do cuidado com o corpo,
e com a alimentação,
talvez seja extremamente normal, quando narciso era apaixonado pela própria
imagem, traços que deliberadamente jamais quis aludir características
narcísicas, que obviamente, são desvios de caráter.
Cuidados
pessoais, porém com a noção certa, no ponto
certo, sem
exageros doentios.
Quando
estamos felizes, a vida nos incentiva a viver, então temos vontade de realizar
mil coisas ao mesmo tempo,
então fora a fase que eu mais me cuidara, e também me realizara, em tudo que
fizera, com muito mais humanidade.
Mas quando nossas pétalas existenciais
murcham, ficara um
bom tempo encolhida dentro
de uma bolha imaginária,
esperando que tal resposta emergira, e me trouxera de volta.
Acreditara
então, que durante uma fase mais tenra de minha idade ,tentara fazer mil pessoas felizes,
argumento este, que jamais coubera dentro de mim, como minha própria receita.
Achara também, que mesmo não sendo amada por
Eduardo como eu desejara, era tudo que eu pudera ter.
Somos
todos muito parecidos, contudo também extremamente diferentes, assim somos
constituídos, sem saber ao certo, como outra pessoa se sente dentro de seu universo.
E por
mais que a Ciência atente e apresse para
isso, jamais provará sensações parecidas,
para todos os seres.
Mas,enfim,vamos
pulando as incertezas, igualando as necessidades,
e rebuscando a vida dentro de parâmetros
existenciais identificáveis.
Em
alguns dias, que
se sucedem, somos estranhos a nós mesmos, porque nem sempre estamos suscetíveis
á mesmas sensações.
Estas
mesmas que, oscilando nos emociona, nos causa enternecimento tocado ao nosso
coração, nos fazendo vir ás lágrimas até.
Por exemplo,
o ciúme nos cai como um sentimento,
abraçado ao amor, de maneira sintetizada e explicável,
pois o ciúme velado sempre acreditara eu,ser uma forma de amor e carinho para
com a outra pessoa, enquanto que o ciúme possessivo sempre se distanciara do
amor.
Existem
dias, em que nos sentimos tão
indiferentes ao tal sentimento,
que pode cercear nossa compreensão, limitando nossos espaços.
Assim,
deixando nosso entendimento, aquém da benevolência,
que usualmente este mesmo acarreta.
Enfim,
somos nós esses seres,
e tanto
necessitamos vivermos em comunidades, mas
os mesmos ,
que também precisam se ausentarem para que, muitas
vezes quando pela metade, possamos estarmos inteiros.
Uma
multidão tanto me fizera sentir acompanhada, quando também sozinha, dentro de
meu deserto.
Eduardo
e eu, fôramos com o decorrer do tempo, uma companhia constante e ausente um
para o outro, íamos a um restaurante ou barzinho e ficávamos tateando algum
assunto meio sem nexo, pois havíamos perdido a capacidade de dialogarmos com
uma certa franqueza.