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segunda-feira, 15 de junho de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_ÚLTIMA PALAVRA


Assim tão artificiais, para compactuar, com um padrão de beleza torturador, para quem tenta viver embolado dentro desse esquema.
Para que jamais haja mérito da natureza, da inteligência, e suas descobertas ao longo da vida.
Isso fizemos como diálogo e promessa dentro da tentativa, do cultivo de um amor mais puro, menos excêntrico.
Uma rotina bem elaborada, fazia parte de nosso calendário semanal, sem jamais estarmos numa zona de conforto , mas sim, fazermos o que o momento demandara, desde que fosse salutar.
Muitas vezes sofremos, por adotar padrões comportamentais copiados, quando na verdade somos todos muito diferentes, e com gostos diferentes também.
Termos um leve traço narcísico do cuidado com o corpo, e com a alimentação, talvez seja extremamente normal, quando narciso era apaixonado pela própria imagem, traços que deliberadamente jamais quis aludir características narcísicas, que obviamente, são desvios de caráter.
Cuidados pessoais, porém com a noção certa, no ponto certo, sem exageros doentios.
Quando estamos felizes, a vida nos incentiva a viver, então temos vontade de realizar mil coisas ao mesmo tempo, então fora a fase que eu mais me cuidara, e também me realizara, em tudo que fizera, com muito mais humanidade.
 Mas quando nossas pétalas existenciais murcham, ficara um bom tempo encolhida dentro de uma bolha imaginária, esperando que tal resposta emergira, e me trouxera de volta.
Acreditara então, que durante uma fase mais tenra de minha idade ,tentara fazer mil pessoas felizes, argumento este, que jamais coubera dentro de mim, como minha própria receita.
 Achara também, que mesmo não sendo amada por Eduardo como eu desejara, era tudo que eu pudera ter.
Somos todos muito parecidos, contudo também extremamente diferentes, assim somos constituídos, sem saber ao certo, como outra pessoa se sente dentro de seu universo.
E por mais que a Ciência atente e apresse para isso, jamais provará sensações parecidas, para todos os seres.
Mas,enfim,vamos pulando as incertezas, igualando as necessidades, e rebuscando a vida dentro de parâmetros existenciais identificáveis.
Em alguns dias, que se sucedem, somos estranhos a nós mesmos, porque nem sempre estamos suscetíveis á mesmas sensações.
Estas mesmas que, oscilando nos emociona, nos causa enternecimento tocado ao nosso coração, nos fazendo vir ás lágrimas até.
Por exemplo, o ciúme nos cai como um sentimento, abraçado ao amor, de maneira sintetizada e explicável, pois o ciúme velado sempre acreditara eu,ser uma forma de amor e carinho para com a outra pessoa, enquanto que o ciúme possessivo sempre se distanciara do amor.
 Existem dias, em que nos sentimos tão indiferentes ao tal sentimento, que pode cercear nossa compreensão, limitando nossos espaços.
Assim, deixando nosso entendimento, aquém da benevolência, que usualmente este mesmo acarreta.
Enfim, somos nós esses seres, e tanto necessitamos vivermos em comunidades, mas os mesmos , que também precisam se ausentarem para que, muitas vezes quando pela metade, possamos estarmos inteiros.
Uma multidão tanto me fizera sentir acompanhada, quando também sozinha, dentro de meu deserto.
Eduardo e eu, fôramos com o decorrer do tempo, uma companhia constante e ausente um para o outro, íamos a um restaurante ou barzinho e ficávamos tateando algum assunto meio sem nexo, pois havíamos perdido a capacidade de dialogarmos com uma certa franqueza.