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segunda-feira, 15 de junho de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_VOZ DE TROVÃO

 O tempo passara e concluíramos a faculdade de Educação Física, Sílvio bem pouco falara a mim  de sua família, dissera que morara com uma tia solteira, que nunca casara desde bebê, e que a tinha como mãe , pois não conhecera seu pai ,sua mãe e familiares.
Sua tia ligava sempre, porém nunca íamos visitá-la, ela morava em Vila Velha, município brasileiro centrado no litoral do estado do Espírito Santo, na Região Sudeste do país.
Concerne à Região Metropolitana de Vitória, em perímetro urbano, o que faz do município o segundo mais populoso do Espírito Santo, atrás apenas da Serra.
A sede tem uma temperatura média anual vinte quatro graus centígrados, na vegetação original do município predomina a Mata Atlântica, tendo atualmente alguns trechos de restinga.
O município foi fundado pelo português Vasco Fernandes Coutinho, donatário da Capitania do Espírito Santo, que mais tarde a capital foi transferida para Vitória. Figura-se então como a cidade mais antiga do estado, possuindo várias construções históricas, como a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, o Forte de São Francisco Xavier de Piratininga, o Farol de Santa Luzia e o Convento da Penha, sendo este último um dos principais pontos turísticos do Espírito Santo, construído entre os séculos dezesseis e dezessete, e tombado como patrimônio histórico cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional entre os anos mil e quatrocentos e mil e quinhentos.
Tem um grande porte industrial, sendo o segundo maior centro comercial do estado, depois da capital, Vitória.
Possui muitos quilômetros de litoral, sendo praticamente todo recortado por praias, as quais constituem importantes ícones turísticos e paisagísticos, como a Praia da Costa, de Itapoã e de Itaparica, onde realizam-se diversos eventos que fortalecem ainda mais a presença de turistas, como a Festa da Penha, em homenagem a Nossa Senhora da Penha, considerado o terceiro maior evento religioso do Brasil; o Festival do Chocolate, em que a Chocolates Garoto, uma das maiores e mais antigas indústrias de Vila Velha, expõe seus trabalhos; além do Jesus Vida Verão.
Fizéramos essa viagem de carro e fora muito cansativa, porém quando estávamos chegando Sílvio alegara, que precisara me contar um segredo, e sem mais rodeios, me disse ser casado com família constituída.
Eu vira minha história se repetindo, só que desta vez,eu vivenciando o lado oposto.
Recobrando o sentido,eu perguntara, se ele fora separado ou divorciado pelo menos, ele dissera que não, que houvera mandado dinheiro todos os meses á esposa sem que eu percebesse, pois eles tinham uma filha de seis anos de idade.
Eu ficara aturdida, desolada com vontade de saltar do carro em movimento, tinha construído uma vida, adquirido bens com um homem casado, que me pedira em namoro e nunca houvera me contado nada.
Eu perguntei a ele o que achara que eu deveria fazer.
Ele respondeu:
Vamos dizer que somos amigos, mas prometo que resolvo essa situação com Cristina minha esposa, dou amparo a nossa filha Manoela e tudo ficará bem.
Eu sentira vontade de partir para cima dele e esganá-lo, porém tinha que ter muita calma naquela hora,afinal,eu fora feita de pedra, pensara eu,para suportar tantas tempestades.
Na verdade vivêramos como marido e mulher e nem sequer legalizamos nossa situação,eu sempre esperando que partisse dele, no entanto, ele nunca sequer tocara no assunto.
Também sequer, eu notara vestígios de outra mulher na vida dele, mesmo antes de morarmos juntos, ele me disse não ser casado com Cristina, pois na época era muito jovem e viera a São Paulo para estudar e trabalhar.
Mas, dissera ele:
Eu prometi levá-la comigo juntamente com minha filha quando minha vida melhorasse...
Mas que ele me amava, e que pretendia ajudá-las, mas continuar comigo, como se isso me fosse um prêmio de consolação...
Eu disse a ele, que tudo estava terminantemente terminado entre nós, que entrasse na próxima cidade, e que eu voltaria, quanto ao patrimônio que havíamos juntado, não era lá essas coisas, mediante estrago psicológico, mas ele me disse ter feito suas reservas, sem que eu soubesse.
Também me viera a cabeça como fora bom eu não ter contado meu segredo ao Leo durante a viagem .
Eu sentira que ele me usara o tempo todo, explorara financeiramente, enquanto  eu bancara as nossas despesas, o  ajudara juntar dinheiro para se casar com outra.
Quanto ao carro ,sugeri que comprasse minha parte,eu não sei onde ele encontrara tanta perversidade.