Eu
jamais pudera embasar os sentimentos de Michel baseada em mim, éramos muito
parecidos, porém eu sempre pensara o seguinte:
Como
pudera eu,interpretar os sentimentos e sensações das pessoas, embasada no que
sentira, ou pressentira, mesmo a humanidade, por mais que tente entender que
somos iguais,literalmente,pensara eu que não.
Mesmo
tendo as mesmas características, tivera comigo que ,como as digitais, teria
sempre, algo que me divergira de alguém.
Abraçara
Michel pelo celular com o coração, quando ele trilhara o caminho certo,
voltando sem resquícios de dúvidas para mim.
Conversáramos
bastante noite adentro, e quando a noite se fez mais espessa, uma leve brisa
tirara minha indisposição, e em sintonia com o homem que eu tanto amara, pudera
simplesmente, reforçar esse sentimento que pairava entre nós, sem nenhuma
pergunta ácida sequer.
Estávamos
felizes, Michel embarcaria no dia seguinte e de passagens prontas, porque me
conhecera muito bem,e soubera que eu o esperara em silêncio durante um ano.
Meu
filho ao saber que Michel estivera voltando, dera um salto no ânimo, e
desabrochara aquele Levi alegre e feliz de sempre, obviamente que Andreia
também.
Ao
voltar para casa Michel simplesmente parecera que houvera saído para ir até a
padaria e voltado, e um ano houvera passado, mas as nossas emoções estiveram
mantidas no mesmo lugar, nossas conversas e confidência deram continuidade de
onde pararam.
Eu
não fizera nenhuma festa para esperá-lo, nenhum jantar especial, pois apenas
preferira colocá-lo numa situação reconfortante de novo e também combináramos
que não falaríamos mais no assunto, pois poderíamos magoar nosso filho que
gostara muito de Michel, mas que tanto amara o pai. E a nossa vida voltara ao normal, essa
fora uma prova pela qual, o nosso amor passara e resistira.
Levi
voltara a frequentar mais nossa casa por causa de Michel, eles se davam muito
bem,conversavam muito sobre assuntos dos quais eu não tinha interesse,
principalmente esportes, inclusive futebol.
Eles
assistiam jogos juntos, depois viam os melhores momentos também, isso sempre me
impressionara.
Michel
trouxera umas receitas simples, mas diferentes da França, então ele ia para
cozinha, e sempre fazia pratos
simples como croque
monsieur, sanduíche francês de queijo e presunto.
Este
nascera em Boulevard
des Capucines
uma espécie de misto quente arrogante e delicioso, que nascera em mil novecentos e dez, como o almoço
perfeito: quente, crocante, feito com queijo e presunto.
Se o Michel adicionasse molho béchamel, então, ficava também luxuoso.
Se o Michel adicionasse molho béchamel, então, ficava também luxuoso.
Uma
receita que fora criada de um
acidente: o sanduíche de presunto e queijo do trabalhador francês foi esquecido
em lugar muito quente na fábrica e o pão murcho ficou crocante, o queijo
derreteu e voilà,
então nascia um clássico.
Não
se sabe ao certo, se é verídico o fato, porém por volta de mil novecentos e
dez, ele começou a aparecer nos cafés
parisienses.
Ganhou
sabores até chegar à fórmula atual, tostado e com molho béchamel.
Trouxera
também a receita do clássico
omelete francês, guarda
segredos para conquistar a textura cremosa perfeita.
Eu
vira Michel fazer uma receita, de
apenas três ingredientes, que tem o ovo como grande estrela, pudera parecer
super simples.
Mas
eu tentara fazer o omelete francês em casa ,e acabara sempre naquela tortilha
chapada.
Michel
fizera um omelete francês perfeito, uma
arte. Atingira a
textura cremosa por dentro e lisinha por fora, sem queimados como
mandara a tradição, jantáramos muito
tempo com Michel na cozinha.