Nossa
vida voltara ao normal , e simplesmente eu esquecera toda aquela
aflição, pois depois de tudo consumado,
percebera que todo aquele aparente mal,
fora apenas para nos fazer bem, e podermos sentir o quanto nos amáramos,
o quanto nossa família fora unida.
Quando
eu sentira, que com minha empatia,eu pudera controlar minha vida, de um jeito
bem meu, e particular, nenhuma interferência nociva de fora, pudera me atacar.
O
ataque venenoso, as vezes, chegara nas mensagens doces de Celina, que
reclamando dores e doenças, quisera simplesmente saber algo mais, eu, na
verdade, amara Celina, não como troca do amor que ela colocara em minha vida,
com um ódio disfarçado, quando destruíra meu relacionamento, mesmo assim,eu a
amara, mas era um misto de amor e pena também.
Imaginara
o quão deveria ser difícil para uma pessoa, não conseguir viver a própria vida,
sentir a felicidade que eu sentira, mesmo quando Michel estivera ausente, isso
para ela, certamente surtira um certo despeito, gerara uma infelicidade sem
nexo, sem valor algum, que jamais tivera ou terá cura.
Embora
eu convivera com sofrimento, devido ás circunstância a que fora eu atravessando
no dia a dia,porém,sofrimento jamais fora infelicidade.
A
infelicidade, nasce sem nenhum sofrimento aparente, mas sim, dentro de um corpo
oco,esmerilado pelo sorriso sem alma, sem veridicidade.
Conversáramos
a respeito disso, numa certa noite,eu e Michel, ele me dissera, que estivera
tão arrependido pela atitude que tomara comigo,mas teríamos que passar pela tal
prova.
Seria
muito pior, se ele ficasse comigo,desconfiando sempre...
O meu
filho e Andreia resolveram formalizar a união na igreja, fora uma cerimônia
simples com alguns amigos nossos, ex colegas de trabalho que se tornaram
amigos também.
Meu
filho mandara convite para Eduardo e Celina, eles vieram á cerimônia, dormiram
na minha casa e de manhã foram para Botucatu.
Procuramos
tratá-los bem,mas mantendo uma certa distância, Michel procurara desviar os
assuntos de Eduardo, no tange a vidas de outrem, quando ele tentara abordar
meus pais num assunto.
A nós
interessava apenas nossa vida, contato zero, sem no entanto sentir qualquer
ressentimento, o empata consegue tranquilamente administrar tudo isso, com
sinceridade.
Sempre
soubera, pelo seu brilho, que Michel era um empata também, por isso, formáramos
um casal perfeito, embora fôssemos os dois atacados ,por possuir o que
incomodava personalidades narcísicas.
A
felicidade sempre fora, complementos vitais de nossas existência sem nos
ampararmos em subterfúgios, sem buscarmos suprimentos.
Tivéramos
em nós e na verdade de nossas existências, uma luz clara e evidente em nosso
caminhos, mesmo estando nós na mira de ataques,agora,mais do que nunca, nos
sentíramos seguros.
Pagáramos
a promessa feita a nosso filho e providenciamos as passagens e estadias durante
duas semana em
Rocamadour .
Sabíamos,
que eles iriam adorar, e ficáramos felizes porque tudo houvera entrado em
harmonia entre nós.
Eu e
Michel aproveitamos esses quinze dias em que nossos filhos viajaram e fomos
conhecer a praia de Itapoã.
Esta
está entre as melhores de Salvador.
Reverenciando um mar
aberto e não a Baía de Todos os Santos, e Itapuã se encaixa nesse perfil,
assim como outras próximas e renomadas, Stella Maris e Flamengo.
Sentíramos
uma sensação reconfortante, mediante uma praia, onde á tarde o sol boceja
letargicamente, piscando lentamente, e
fingindo ir e voltar num espetáculo
estonteante.