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terça-feira, 16 de junho de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_ÚTIMA PALAVRA

E nos preparamos o tempo todo, esperando chegar aquele  grande dia,Levi estava formado,embora ainda faltasse residência e especialização.
Chegara, enchendo-nos de felicidade, mandáramos convidar o Eduardo, mas ele não apareceu, deve ter tido seus motivos
Logo no ano seguinte, Levi começou fazer residência, era extremamente cansativo para ele, pois haviam dias em que ele nem tinha condições de aparecer em casa.
Michel e eu ficávamos preocupados e procurávamos facilitar-lhe as coisas, quando ele estava em casa para poder descansar mais.
Acreditara eu,ser a residência ,o momento crucial na vida de meu filho,quando sentira imensa responsabilidade e por outro lado,sendo tratado com uma certa desvalorização, até mesmo pelo  paciente, quando passara por um residente.
O residente mesmo sendo médico ,era restringido a um anti térmico, um anti gripal,ou um sedativo para aliviar uma dor.
Buscando compreender, a herança cultural enraizada, na articulação dos residentes sobre suas relações, no mundo da saúde e da doença, em particular,juntamente com a desvalorização da profissão, ressentimento pela perda de poder do saber médico.
A percepção da medicina mais como negócio do que como ofício, incertezas pela duplicidade de papéis, também sendo aluno e profissional, e a dificuldade diante do sofrimento e da morte.
Levi voltava para casa ás vezes, irritado e abatido, fora a pior fase em sua vida, estando extremamente cansado.
A natureza estressante do exercício na "residência médica "tem sido largamente discutida na literatura médica também.
O objetivo de tal discussão sempre fora, apresentar dados sobre os principais fatores estressantes do treinamento, e os efeitos deste estresse nos residentes e na qualidade da assistência prestada aos pacientes.
A intensidade do estresse, durante o treinamento da residência médica, resulta da interação de três tipos de estresse: "profissional, situacional e pessoal." 
O estresse da residência, afetara muito a vida de meu filho, houveram dias em que ele saíra de casa, e só voltara no outro, quando faltara alguém e ele precisara suprir a vaga.
Voltara sempre muito cansado e caíra na cama dormindo.
O médico residente vivera sempre em situações conflitantes,onde uma enfermeira com um certo tempo de prática, ás vezes, tem mais habilidade em detectar uma doença pelos sintomas apresentados pelo paciente.
Pois a enfermeira estivera alavancada na prática e o residente sentira toda responsabilidade do mundo,tivera ainda a teoria,quando confrontara com a morte, sempre fora extremamente estressante.
Levi ás vezes relatara alguns fatos curiosos,mas só por altos, o que me deixara muito apreensiva.
Mas afirmara que iria fazer especialização em geriatria.
Michel se aposentara do trabalho, e começara a escrever bastante, pois fora um dos sonhos, aos quais ele sempre almejara, logo depois eu também me aposentara.
Levi estava sempre voltado para o trabalho, e também na especialização em geriatria, acho que ele cuidaria de todos nós, as vezes dizíamos a ele, em tom jocoso.
Michel sempre fora muito tranquilo, também era um pouco fechado quanto á sua vida particular.
E eu não via motivos, porque querer saber de coisas de um passado, onde eu não estivera na vida dele. Ele tinha um carinho especial pelo meu filho, isso me pusera bastante feliz, e depois de aposentado, também fazia pratos diferentes, tinha uma certa habilidade na cozinha, e confeccionava pratos incríveis. Carla a namorada de Levi, era diretora de marketing, também tinha um trabalho bastante estressante.