Marcadores

terça-feira, 16 de junho de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_ÚLTIMA PALAVRA


O amor, fora nos tocando devagar, como se fosse o vento beirando o mar, em tardes de verão, como o amanhecer depois de uma noite bem dormida, ouvindo o cântico dos passarinhos.
Como o sol depois de uma noite chuvosa, colocando brilho e tonalidade nas gotículas das florinhas silvestres de nosso caminho.
Assim, tivera encontrado tantos motivos ,para suportar os desconfortos e desarranjos internos, pondo a emoção nos eixos .
Então depois de recolocada em seu lugar,eu tocara meu paraíso, com o meu coração, com as sensações mais incríveis, me reconstruindo devagar.
Então, eu olhara para trás, e verificara que todo sacrifício, de alguma forma, valera e muito, quando o retorno viera, com juros e correções.
Quando entrara nessa relação, sentira um medo, uma insegurança de novo, não pelo jeito de Michel,mas,pelas marcas, que aquela outra relação houvera deixado em mim.
Aos poucos, fora me soltando ,e me conhecendo também.
Mesmo porque ,quando estamos conhecendo uma nova pessoa, sempre ficamos ávidos a desvendar tudo da mesma.
 Porém, ás vezes , eu errara redondamente, quando não dera um mergulho dentro de mim mesma para me resgatar.
O importante, em primeiro lugar fora entender mais de mim mesma, o que seria realmente doravante, Michel para mim.
Eu esperara dele apenas a verdade e a honestidade, jamais quisera nada além disso, pois já houvera gostado de seu corpo ,de seus olhos, de suas conversas tão sinceras e informais.
Sentira nele também, uma felicidade brilhando no olhar, na entonação da voz, no sorriso largo e espirituoso.
Aos sábados á tarde saíamos para irmos no centro de São Paulo visitarmos exposições de artes, ou simplesmente andarmos de mãos dadas.
E cada vez que eu me encontrava com Michel, sentira-me  feliz, e sem transferir nenhuma responsabilidade a ele, mas sim, o fato de me redescobrir, em um prisma bem melhor.
Assim,eu fora me amparando interiormente, deixando as culpas todas de lado, e me perdoando aos poucos.
E paulatinamente, novamente me reinventara, e me entendera, como uma pessoa, com direito á felicidade.
Em meus momentos angustiantes com Eduardo, eu nuca confidenciara com outras pessoas, mesmo porque soubera que ninguém pudera me entender, mas sim, buscara alguma resposta dentro de mim mesma.
 Ao confidenciar com alguém, pudera correr o risco de ter os meus caminhos deturpados, não por culpa de outrem, mas por despreparo dos mesmos.
Eu me livrara dos meus erros, e pudera respirar fundo o ar da liberdade de viver uma vida em paz.
Constatara que o melhor conselheiro, morara dentro de mim, quando me enveredara, para o caminho da retidão, dos meus verdadeiros valores.
Sentira que precisara estar aptos, a me colocar no lugar de outra pessoa, para poder assumir uma relação afetiva com alguém, caso contrário, iria causar uma catástrofe na vida de Michel também
Portanto, eu  primara pelo auto conhecimento, pelo amor próprio, que me eram imprescindíveis.
O amor assentara vida e graça, em tudo que tivera e fizera, as vezes, quando minha alma se ausentara, sentira eu, a grande falta do amor.
Para maior compreensão também, precisara da paciência, e as vezes, com Eduardo, jamais esta, conseguira captar, mediante irritadiça circunstância.
A vida nos sorrira num largo e esplendoroso sorriso, estávamos cientes de que era tudo que precisáramos, e eu já sentira os efeitos de um relacionamento toxico desaparecendo completamente.