O amor, fora
nos tocando devagar,
como se fosse o vento beirando o mar, em tardes de verão, como o amanhecer
depois de uma noite bem dormida, ouvindo o cântico dos passarinhos.
Como
o sol depois de uma noite chuvosa, colocando brilho e tonalidade nas gotículas
das florinhas silvestres de
nosso caminho.
Assim,
tivera encontrado
tantos motivos ,para
suportar os desconfortos e desarranjos internos, pondo
a emoção nos eixos
.
Então
depois de recolocada em seu lugar,eu tocara meu paraíso, com o meu
coração, com as sensações mais incríveis, me reconstruindo
devagar.
Então,
eu olhara
para trás, e verificara que
todo sacrifício, de alguma forma, valera
e muito, quando o retorno viera, com
juros e correções.
Quando entrara nessa
relação, sentira um medo, uma insegurança de novo, não pelo jeito de
Michel,mas,pelas marcas, que aquela outra relação houvera deixado em mim.
Aos
poucos, fora me soltando ,e me conhecendo também.
Mesmo porque ,quando estamos conhecendo
uma nova pessoa, sempre ficamos ávidos a desvendar tudo da
mesma.
Porém, ás
vezes , eu errara redondamente, quando não dera um
mergulho dentro de mim
mesma para me resgatar.
O
importante, em primeiro lugar fora entender mais de mim mesma, o que seria
realmente doravante, Michel para mim.
Eu
esperara dele apenas a verdade e a honestidade, jamais quisera nada além disso,
pois já houvera gostado de seu corpo ,de seus olhos, de suas conversas tão
sinceras e informais.
Sentira
nele também, uma felicidade brilhando no olhar, na entonação da voz, no sorriso
largo e espirituoso.
Aos
sábados á tarde saíamos para irmos no centro de São Paulo visitarmos exposições
de artes, ou simplesmente andarmos de mãos dadas.
E
cada vez que eu me encontrava com Michel, sentira-me feliz,
e sem transferir nenhuma responsabilidade a ele, mas sim, o fato de me redescobrir, em um prisma bem melhor.
Assim,eu
fora me amparando interiormente, deixando as
culpas todas de lado,
e me perdoando aos poucos.
E
paulatinamente, novamente me reinventara, e me entendera,
como uma pessoa,
com direito á felicidade.
Em
meus momentos angustiantes com Eduardo, eu nuca
confidenciara com
outras pessoas, mesmo
porque soubera que ninguém pudera me entender, mas sim, buscara alguma resposta
dentro de mim mesma.
Ao
confidenciar com alguém, pudera correr o risco de ter
os meus caminhos
deturpados, não por culpa de outrem, mas
por despreparo dos mesmos.
Eu me
livrara dos meus erros, e pudera respirar fundo o ar da liberdade de viver uma
vida em paz.
Constatara
que o melhor
conselheiro, morara dentro
de mim, quando me
enveredara, para o caminho da retidão, dos meus verdadeiros valores.
Sentira que precisara estar aptos,
a me colocar no
lugar de outra pessoa, para poder assumir uma relação afetiva com alguém,
caso contrário, iria causar
uma catástrofe na vida de
Michel também
Portanto,
eu primara pelo auto conhecimento, pelo amor próprio,
que me eram imprescindíveis.
O
amor assentara vida
e graça, em tudo que tivera
e fizera,
as vezes, quando minha alma se ausentara,
sentira eu, a grande
falta do amor.
Para
maior compreensão
também, precisara da paciência, e as vezes, com Eduardo, jamais esta, conseguira
captar, mediante irritadiça circunstância.
A
vida nos sorrira num largo e esplendoroso sorriso, estávamos cientes de que era
tudo que precisáramos, e eu já sentira os efeitos de um relacionamento toxico
desaparecendo completamente.