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segunda-feira, 15 de junho de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_ÚLTIMA PALAVRA


Vira grande possibilidade, em um mundo liquefeito que, segundo  Zygmunt Bauman, os contrastes  se misturaram, e ainda fôramos levados e distorcidos completamente, caso não nos cuidáramos.
Realmente eu vivenciara um mundo, onde já não houvera separação entre a verdade e a mentira que segundo a psicologia espiritualizada também discernira como uma guerra espiritual entre a mentira e a verdade,pela posse de almas.
Começara a perceber que muitas pessoas,realmente vivera fora de suas realidades, camuflando o mundo real com o virtual.
Segundo pensamento de Zygmunt Bauman, nos tempos atuais, as relações entre os indivíduos nas sociedades tendem a ser menos frequentes e menos duradouras.
 Asseverando que "as relações escorrem pelo vão dos dedos". Segundo o seu conceito de "relações líquidas", formulado, por exemplo, em Amor Líquido, onde as relações amorosas deixam de ter aparência de adesão, e passam a ser acúmulo de experiências.
Este também discorre sobre os medos, onde a insegurança seria parte estrutural da constituição do sujeito pós-moderno, conforme escreve em Medo Líquido.
 Bauman fora frequentemente interpretado como um pessimista, por alguns críticos pós-modernistas.
 Pois, enquanto muitos cientistas, muitos poetas e artistas empenharam-se na exaltação das virtudes do capitalismo, ele comunista, se insere na contracorrente, procurando expor a face desumana do capital.
Dissera  Bauman, uma retomada de consciência, a curto prazo, pudera fazer tudo voltar nos eixos, passáramos ainda acreditar, que nosso cérebro não estava preparado, para tamanhas mudanças em bem pouco tempo.
Mudanças estas, que por coisas insignificantes, e praticamente irreais, nos punham inseguros e competitivos.
 Concluindo ainda Bauman nos relatara, muito solitários, sentira isso, quando nós dois, não conseguíramos convivermos conosco, no meio da multidão.
Quando o simples fato de estarmos expostos fisicamente, ou virtualmente no meio de outras pessoas ,nos exigiram uma demonstração de uma felicidade inatingível.
 Tão excêntrico, que grandes pensadores acharam, que as pessoas rindo o tempo todo, jamais mostraram felicidades, mas sim, muitas vezes se sabotando.
Por isso, nosso cão Dunga, nos punha á vontade e de frente com a integridade.
O tempo passara para nós,  acabara minha faculdade, e eu arrumara um emprego numa indústria, de engenharia alimentícia, muito perto do emprego do Eduardo, em São Paulo
Passáramos a morarmos juntos, cuidando de nossa saúde ,fazendo nos finais de semana, nossas marmitas, com comidas saudáveis para a semana inteira.
Isso virara quase uma neurose e eu me sentira totalmente impregnada, mas por outro lado precisáramos fazer economia, portanto, esse processo também, nos saia mais em conta.
Tínhamos o costume, de nos organizarmos nos finais de semana, apenas ainda ,não tínhamos legalizado nossa situação, mas éramos muito parecidos em tudo, coisa incrível como nos completáramos, morando juntos.
O ciúme sempre ficava longe de nós, mesmo porque, eu descobrira uma maneira de não alimentar seu ciúme, mas conviver com Eduardo de maneira tal, e sincera que ele por si só,viera a entender, que não fizera o menor sentido, ciúme entre nós. 
Íamos ao parque do Ibirapuera para caminharmos, também assistir algumas peças teatrais.