Sentindo
que Artur,
meu padrasto, houvera levado uma parte importante de
minha vida, quando na verdade, sonhara muito com o tão sonhado dia, juntamente
com Leo que eu tanto amara.
Começara
a sentir nojo de mim mesma!
E a vida,fintara transcorrer normalmente naquele
ano, quando mal percebera, mediante tanta correria o ano houvera terminado,.
Léu fora para o segundo ano de engenharia e eu,para o terceiro do Ensino Médio, já estava sonhando, em conseguir um bom emprego e melhorar minha condição de vida para poder morar sozinha, assim deixaria tantos aborrecimentos para trás, embora marcada para sempre.
Léu fora para o segundo ano de engenharia e eu,para o terceiro do Ensino Médio, já estava sonhando, em conseguir um bom emprego e melhorar minha condição de vida para poder morar sozinha, assim deixaria tantos aborrecimentos para trás, embora marcada para sempre.
Muitas
vezes, eu
tentara contar para o meu namorado sobre o estupro, mas nunca tivera coragem,
também sentira medo,
que ao saber,
ele pudera
me abandonar.
Depois
desse fato,eu ficara muito mais insegura em relação ao Leo, e ele também, me vira chorando por qualquer coisa.
Nosso
relacionamento, mesmo eu não querendo, ficara de certa forma, um pouco
abalado,eu não pudera contar para minha mãe, mesmo porque percebera, que ela
parecera me culpar, pela infelicidade, de ter uma filha, de um relacionamento
fracassado.
Porém,
o mais agravante fora nunca termos desenvolvido um relacionamento de
confidências, nos faláramos apenas o obvio, mesmo porque, ela assim determinara
desde minha tenra idade.
Sabendo
também, que ela poderia ter seu relacionamento abalado, mas que jamais deixaria
aquele canalha,no final das contas,eu seria a culpada.
Mesmo
com a constante presença de Leo em minha vida, sentira-me sozinha no mundo, sem
ter com quem dividir esse fardo, essa culpa que tanto me esmagara a
consciência.
Muitas
vezes,me sentira suja e mesquinha, por isso...
Passei
a odiar o meu padrasto, mas de vez em quando, ele olhava para mim, sem que
minha mãe visse, com um certo olhar de sarcasmo e vitória, ele sabia que havia
me destruído interiormente, e
totalmente.
Quando
eu estava com meu namorado procurara esquecer, e havia planejado uma terapia
quando eu tivesse condições ,para ver se aliviava essa dor interna.
Eu precisara de uma força tamanha para
atravessar essa fase tão dolorida, e muitas vezes, mesmo mediante a fé,
contemplara suicídio.
Meu
irmão Rodrigo ,estava com onze anos, entrando na adolescência já,eu pensara
muito em dona Rafaela nesse tempo todo, pois seria minha confidente, e também
eu poderia ir morar com ela.
Rezava
muito, e em minhas orações, pedira para que ela me desse forças, para vencer os
pensamentos mais absurdos, que me ocorriam até então...
Na
minha sala do terceiro ano, haviam muitas meninas legais, algumas que vieram de
outras salas ,ou mesmo de outras escolas.
Eu
acreditara, que minhas colegas sempre me acharam
esquisita talvez, pois era um pouco
tímida e fechada também, porém nunca tivera divergências com nenhuma delas.
Isso
também, se devia aos meus namoros, em tenra idade ainda, primeiro o Marcos e
com o tal distanciamento,viera a namorar o Leo.
Na
verdade,eu sempre precisara do ombro de alguém para me amparar, visto que eu
crescera, sob desmandes e invalidações, o fato de ouvir alguém dizer que me
amara, fizera-me retornar á vida, ter coragem para continuar meu caminho.
Vira
a diferença em meu irmão, pôr ter sido amado, era mais tranquilo, talvez me
entendendo menos, mas me compreendendo mais.
Eu
estava desesperada sem saber que norte tomar, mesmo que houvessem mil soluções,
mediante ao desespero em que eu me encontrara, era difícil encontrar sequer uma
saída.
Pois
tudo estivera impregnando em mim de forma violenta e constante, quando fora
ceifado o meu lado mulher, tão preservado, tão íntimo e tão meu.
Jamais
alguém pudera avaliar a sensação de angústia e o desespero, que me cerceava,
meu namorado passara a ser um caso á parte, quando já nem me sentira digna de
seu amor.
Ele passara a reclamar de minha frieza diante de seus carinhos,eu não conseguira mais corresponder, e comumente o empurrava e dava uma desculpa qualquer.
Nosso namoro fora ficando, cada vez mais complicado, e eu o amava, mas vira tudo se esvaindo diante daquela situação, da qual eu precisara de ajuda para poder contornar.
Ele passara a reclamar de minha frieza diante de seus carinhos,eu não conseguira mais corresponder, e comumente o empurrava e dava uma desculpa qualquer.
Nosso namoro fora ficando, cada vez mais complicado, e eu o amava, mas vira tudo se esvaindo diante daquela situação, da qual eu precisara de ajuda para poder contornar.
As
noites se tornaram longas, é eu acordando sobressaltada várias vezes...
Eu me
sentira um lixo no momento, usada por um monstro e ainda invalidada como se eu
fosse a pior das mulheres, a mais rasteira e mesquinha,
que pudesse existir. Sentira-me culpada por tudo, deveria ter ido para um
orfanato,denunciado,fugido de casa, mas mediante a ameaça eu me calara e
covardemente, por medo de perder Leo,não
lhe pedira ajuda.