Agora
quando sozinhos então, sentíramos o quanta falta,
Rafaela estivera fazendo em nossas vidas, mesmo depois do tempo ter fluído, e um medo estranho tomara conta de nós,
medo de nos perdermos, mediante a falta,
de nosso norte querido.
Sentindo-nos,
mais apegados um ao outro doravante então, precisáramos de nossa força para
acertarmos nosso caminho e também das sábias palavras, que nos trouxeram os nossos livros,
que em determinados momentos, sempre entraram em
nossa mente, como amigos silenciosos,
ensinando-nos a pensar, e pensando melhor, tentáramos fazer de nós, pessoas
melhores, pois nos devíamos essa condição.
Eram
anjos, eram uma consciência
nos tocando, como
uma brisa suave.
Começara inverno rigoroso,
fizera muito frio,eu parecera uma andorinha, longe do bando, quando a noite caia carrancuda e silenciosa para
mim.
Marcos
e sua família, houveram mudado para
Tocantins, ele me ligara,
escrevera, enquanto pode, mas nunca fora a
mesma coisa, nem para mim, nem para ele.
Á
medida que o tempo passara,eu fora esquecendo de seu rosto, mesmo porque as nossas
conversas rápidas no no celular, nunca foram confidenciais, sempre cheias de cerimônias para não nos preocuparmos mutuamente.
A distância e a tela fria,nos eram cortantes, quanta falta fizéramos então, um para o outro, no calor das mãos, no toque, no olhar livre, vendo o mundo como numa janela, ou vidraça.
A distância e a tela fria,nos eram cortantes, quanta falta fizéramos então, um para o outro, no calor das mãos, no toque, no olhar livre, vendo o mundo como numa janela, ou vidraça.
Estávamos
quase no Ensino Médio, mas nosso amor nascera como um amparo, uma surpresa para um tempo certo, que tivera seu vencimento, eles tinham todos os parentes e familiares lá e
certamente,ele não voltaria mais.
Eu já
não era mais aquela Augusta paciente e observadora, fora ficando mais triste e
apagada, houveram dias, em que eu mal tivera vontade de sair da
cama.
Mas a
vida me aguardava lá fora, então, eu me rastejara durante os dias longos e
desertos, enquanto conversara com a vida, pois fora a única confidente que me
restara.
Éramos
dois adolescentes quase jovens, esquecidos pelo resto do mundo, pelo menos um
estando perto do outro, mesmo sem dona Rafaela, nos segurávamos firmes na vida.
Agora
longe um do outro, sem promessa de nada,
decidíramos que procuraríamos alguém para que não ficássemos só, mas o amor
entre nós, pudera ficar apenas adormecido.
Marcos
me dissera que, Tocantins era uma das vinte
sete unidades federativas do Brasil, que se tornara o mais novo estado,
localizado a sudeste da Região Norte e
tem como limites Goiás a sul, Mato Grosso .
A oeste e sudoeste, Pará a oeste e
noroeste, Maranhão a norte, nordeste e leste, Piauí a leste e Bahia a leste e
sudeste.
Tocantins
tem como capital, a cidade
planejada de Palmas que, dentre as capitais estaduais brasileiras, é a menos
populosa.
É um
estado pouco maior que o Equador e a Nova
Zelândia, sendo a décima maior unidade federativa em área territorial no
Brasil.
Marcos fora
muito tempo, meu amigo confidente, saíamos juntos á tardes, íamos conversar na
sorveteria da esquina.
Fôramos
perdendo a vontade de nos comunicarmos, porque a esperança fora varrida de
nossas vidas.
Fora
quando depois de seis meses, Leo que viera do Rio de Janeiro, estudar em
minha sala , trocáramos olhares e eu começara a sentir uma paixão por Leo,ele era de uma beleza
extrema, e as meninas do colégio,
ficaram encantadas com a
beleza dele,alto,esguio,olhos e cabelos castanhos,
e levemente crespos.
Era
tranquilo, quase tímido,
porém de uma inteligência singular, os
professores perceberam isso logo nos primeiros dias,
depois de sua chegada, e nascera um flerte entre nós, era impossível ,não
me envolver com ele.
O
rosto de Marcos desaparecera totalmente de minha memória, e a cada contato com Leo, mais
aumentava minha paixão,me pegara pensando nele o tempo todo, fora quando
ele me pedira em
namoro e eu aceitei.
Percebera
também, ele muito ligado em mim, pela paixão, ao contrário de Marcos, era inteligente e
sábio, eu não me sentira insegura ao seu lado, pois
ele sabia muito bem conduzir a vida,
com uma certa elegância, regada
de simplicidade.
Minha
vida mudara completamente, sentira saudade de
Marcos e dona Rafaela, mas como pessoas
especiais, desvinculada de tal dependência.
Nossos
beijos e abraços aconteciam nas praças, nos jardins, nas esquinas e calçadas da
cercania.
Quando
nos víamos, o mundo ao redor parecia parar, ou caminhar em câmera lenta,
tínhamos um controle louco sobre nós, enquanto a paixão sempre nos roubara um
pouco desse controle e nossos beijos eram incididos em quaisquer lugares, sem
que nos déssemos conta. A
tal paixão fora ostentada por onde
passávamos, sem que déssemos a menor importância.