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segunda-feira, 15 de junho de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_VOZ DE TROVÃO

Começara a me concentrar em minha própria  vida, e para desenvolver meus pensamentos, começara a ler muitos livros que me iluminassem, para um caminho melhor, jamais buscara auto ajuda, mas sim me concentrara em grandes pensadores tais como Platão,  Zygmunt Bauman, Friedrich Wilhelm Nietzsche e outros também, assistindo vídeo aulas, pois havia um computador no quarto, e quando sozinha poderia ver.
Esse meu novo amigo, tinha umas conclusões inteligentes, uma linha de pensamento equilibrada, e o que  era mais interessante ,que estava sempre alheio á vida de todos, porém sempre muito ligado aos sofrimentos, que estes viessem a ter...
Eu jamais poderia usar desta amizade para despencar meus segredos, pois ele me parecia tão leve e sutil em tudo, que me fizera acreditar, ser pesado demais o meu fardo em relação, à delicadeza que o mantinha.
Delicadeza de sentimentos,respeitos,porém ostentava uma fortaleza como pessoa, como ser humano, embora fosse muito cedo para fechar minhas conclusões.
Ele sempre procurara estar de meu lado, abordando desde os assuntos mais banais até ideias e pensamentos mais profundos.
Ao lado dele, sentira que não precisaria ostentar uma falsa felicidade, embora suas verdades pesassem sobre mim ás vezes, porém, ele aceitara minha estrangeirice, como um ponto de minha sinceridade, sem nunca me perguntar, coisas qualquer.
No final do ano, ofereceram um curso gratuito abordando filosofia, comportamento e também psicologia e aconselhada por ele, fizéramos, perdendo ou ganhando assim, uma semana de nossas férias, depois passamos a estudar idiomas juntos.
Sílvio me cativara com seu jeito especial.
Até que um dia lhe contei minha história, ele me ordenara de maneira dura e irredutível que eu procurasse uma terapia,eu dissera que não tinha condições, então ele me orientara para passar por uma avaliação, pelo menos.
Indicou o pai de um amigo dele, e marquei então a primeira consulta.
Logo depois de longa conversa viera a conclusão
Estresse Pós Traumático dissera:
Depois me elucidara:
O Transtorno de Estresse Pós-traumático, ou melhor, uma doença causada por um ou mais eventos traumáticos, ou seja, onde essa patologia só pode ser desenvolvida 
Esse conceito contemporâneo de trauma, tem uma origem em um percurso histórico. 
As atuais conclusões, advêm de um estudo sobre a origem,a evolução histórica e construção teórica da ideia de trauma, mais especificamente, da ideia de trauma psíquico, mais do que trauma corporal.
 Este trabalho também apresenta um conceito bem contemporâneo desse termo através do fenômeno da criação diagnóstica (contextualização história e características diagnósticas apresentadas por esse transtorno).
 Frisa-se a importância de estudos a respeito dessa temática a fim de que aumente a produção científica sobre esse transtorno que acomete uma parcela significativa da população mundial; indivíduos estes que são afetados por inúmeras implicações clínicas, econômicas e sociais.
 O transtorno do estresse pós-traumático, é uma anomalia da ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais em decorrência do portador ter sido vítima, ou testemunha de atos violentos, ou de situações traumáticas que, em geral, representaram ameaça à sua vida ou à vida de terceiros.
Quando se recorda do fato, ele revive o episódio, como se estivesse ocorrendo naquele momento, e com a mesma sensação de dor e sofrimento, que o agente estressor provocou.
Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais.
Perto de quinze a vinte por cento, das pessoas que, de alguma forma, estiveram envolvidas em casos de violência urbana, agressão física, abuso sexual, terrorismo, tortura, assalto, sequestro, acidentes, guerra, catástrofes naturais ou provocadas, desenvolvem esse tipo de transtorno.
Contudo, a maioria só procura ajuda, dois anos depois das primeiras crises.
Ele entrou com ante depressivos e também pediu-me para retornar antes que os medicamentos terminassem.
E lá estava eu,condenada a tomar remédios controlados a vida inteira, pelas feridas causadas desde a infância como ele me esclarecera muito bem.
Cheia de culpas, fobias oscilando com desmotivação, tremedeira,sudorese,era esse o meu diagnóstico e fora bem claro, de difícil recuperação.mediante a experiência de um “trauma”.