Eu
agradecera Sílvio pela insistência e começara a tomar os medicamentos, no
começo era muita sonolência e parecera até efeito adverso, porém o médico me
advertira que o remédio começaria a surtir efeito, uma ou duas semanas
depois...
Sílvio
passara a ser um grande amigo, e quando dera por mim,ele era meu grande
confidente, sempre ouvira dizer que os grandes confidentes se tornam grandes
amores, daí também ocorrerem as transferências neurológicas, entre os pacientes
e seus terapeutas também.
Contudo soubera que a tal transferência, sempre fora normal ocorrer,
entre médico e paciente, mas entre amigos, isso poderia virar amor, mas eu
nunca me preocupara com isso, acredito que nem ele.
Sentira
na amizade dele um ponto de referência, e que nem tudo estivera perdido, que
existem amizades sinceras, e pessoas assim igualmente.
Como
houvera mudado de seção no emprego, estava ganhando mais e isso me
proporcionava uma vida mais tranquila, e todas as quintas feiras, saíamos da
faculdade e íamos a um rodízio de pizzas e rachávamos um jarro de vinho.
Depois
com a entrada dos medicamentos, era meio jarro,eu não pudera mais acompanhá-lo.
Esse
momento reservávamos, para rirmos muito e nos divertirmos, ele era também um
bom contador de anedotas, não sei de onde ele tirava tantas situações
engraçadas, sem ao menos resvalar sequer, no preconceito ou coisas desse
tipo...
Ríamos
bastante quando o vinho, nos deixava bem relaxados e zonzos.
Um
dia voltando para casa ele literalmente me puxou e começamos nos beijar em
frente a república, então ele me arrastou sem esforço algum para o seu
apartamento.
Minha
cabeça rodava, mas eu me vira deliciosamente envolvida nos braços de Sílvio,me
perguntando, porque nós houvéramos perdido tanto tempo.
Naquele
dia acordamos com o sol entrando pela fresta da janela, olhamos um para o outro
e sorrimos muito.
Quando
eu fora dizer para esquecermos tudo, ele beijou-me longamente e rumamos para o
trabalho.
E não
paramos mais de nos beijarmos.
Estava
eu novamente apaixonada e feliz, apesar do diagnóstico e das tarjas pretas.
Procurara
me informar o que seria perturbação de estresse pós-traumático, ou como
citara também o medico, transtorno de
estresse pós-traumático.
E
vira que tratara
de uma perturbação
mental, que
se pode desenvolver em resposta a um acontecimento traumático, na vida da
pessoa, que causa traumas choques, ou coisa assim.
Tais
como : agressão sexual,
guerra, acidente de viação ou outro tipo de ameaças,
em relação a vida física ou psicológica de um ser.
Os
sintomas mais comuns são pensamentos, sentimentos ou sonhos perturbadores
relacionados com o acontecimento
traumático, estresse
físico ou psicológico perante a exposição
a indícios, ou
recordações do trauma.
Também
a pessoa acometida faz um grande esforço
para evitar situações, que
recordem o trauma, alterações na forma de pensar e sentir e aumento da reação
de lutar ou fugir.
Estes
sintomas devem estar presentes durante mais de um mês, depois do evento traumático.
A
probabilidade de uma criança mostrar sintomas de estresse
é menor,
do que de um adulto, podendo
expressar as suas memórias ao brincar.
A
pessoa com esse transtorno pode apresentar um
risco acrescido de cometer suicídio e automutilação.
A probabilidade de vir a desenvolver a doença ou condição, é maior em pessoas que vivenciam traumas
interpessoais, como por exemplo violação ou abuso infantil, em comparação com
as pessoas, que
vivenciam traumas sem agressão, como acidentes de viação e desastres naturais.
Cerca
de metade das vítimas de violação desenvolvem
o tal transtorno.
A
probabilidade das crianças desenvolverem a condição,
na sequência de um trauma é menor, que
a dos adultos, sobretudo em idade inferior a dez anos.
O
diagnóstico baseia-se na presença de sintomas específicos na sequência de um
evento traumático.
Fora
tudo, que eu pudera ler, então percebera, que a medicina caminha em passos
lentos para tratar esse tipo de anomalia, que mata tanto quanto outra doença.