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segunda-feira, 15 de junho de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_VOZ DE TROVÃO


Eu agradecera Sílvio pela insistência e começara a tomar os medicamentos, no começo era muita sonolência e parecera até efeito adverso, porém o médico me advertira que o remédio começaria a surtir efeito, uma ou duas semanas depois...
Sílvio passara a ser um grande amigo, e quando dera por mim,ele era meu grande confidente, sempre ouvira dizer que os grandes confidentes se tornam grandes amores, daí também ocorrerem as transferências neurológicas, entre os pacientes e seus terapeutas também.
 Contudo soubera que a tal  transferência, sempre fora normal ocorrer, entre médico e paciente, mas entre amigos, isso poderia virar amor, mas eu nunca me preocupara com isso, acredito que nem ele.
Sentira na amizade dele um ponto de referência, e que nem tudo estivera perdido, que existem amizades sinceras, e pessoas assim igualmente.
Como houvera mudado de seção no emprego, estava ganhando mais e isso me proporcionava uma vida mais tranquila, e todas as quintas feiras, saíamos da faculdade e íamos a um rodízio de pizzas e rachávamos um jarro de vinho.
Depois com a entrada dos medicamentos, era meio jarro,eu não pudera mais acompanhá-lo.
Esse momento reservávamos, para rirmos muito e nos divertirmos, ele era também um bom contador de anedotas, não sei de onde ele tirava tantas situações engraçadas, sem ao menos resvalar sequer, no preconceito ou coisas desse tipo...
Ríamos bastante quando o vinho, nos deixava bem relaxados e zonzos.
Um dia voltando para casa ele literalmente me puxou e começamos nos beijar em frente a república, então ele me arrastou sem esforço algum para o seu apartamento.
Minha cabeça rodava, mas eu me vira deliciosamente envolvida nos braços de Sílvio,me perguntando, porque nós houvéramos perdido tanto tempo.
Naquele dia acordamos com o sol entrando pela fresta da janela, olhamos um para o outro e sorrimos muito.
Quando eu fora dizer para esquecermos tudo, ele beijou-me longamente e rumamos para o trabalho.
E não paramos mais de nos beijarmos.
Estava eu novamente apaixonada e feliz, apesar do diagnóstico e das tarjas pretas.
Procurara me informar o que seria perturbação de estresse pós-traumático, ou como citara também o medico, transtorno de estresse pós-traumático.
E vira que  tratara de uma perturbação mental, que se pode desenvolver em resposta  a um acontecimento traumático, na vida da pessoa, que causa traumas choques, ou coisa assim.
Tais como : agressão sexual, guerra, acidente de viação ou outro tipo de ameaças, em relação a vida física ou psicológica de um ser.
 Os sintomas mais comuns são pensamentos, sentimentos ou sonhos perturbadores relacionados com o acontecimento traumático, estresse físico ou psicológico perante a exposição a indícios, ou recordações do trauma.
 Também a pessoa acometida faz um grande esforço para evitar situações, que recordem o trauma, alterações na forma de pensar e sentir e aumento da reação de lutar ou fugir.
 Estes sintomas devem estar presentes durante mais de um mês, depois do evento traumático.
 A probabilidade de uma criança mostrar sintomas de estresse é menor, do que de um adulto, podendo expressar as suas memórias ao brincar.
 A pessoa com esse transtorno pode apresentar um risco acrescido de cometer suicídio e automutilação.
A probabilidade de vir a desenvolver a doença ou condição, é maior em pessoas que vivenciam traumas interpessoais, como por exemplo violação ou abuso infantil, em comparação com as pessoas, que vivenciam traumas sem agressão, como acidentes de viação e desastres naturais.
 Cerca de metade das vítimas de violação desenvolvem o tal transtorno.
 A probabilidade das crianças desenvolverem a condição, na sequência de um trauma é menor, que a dos adultos, sobretudo em idade inferior a dez anos.
 O diagnóstico baseia-se na presença de sintomas específicos na sequência de um evento traumático.
Fora tudo, que eu pudera ler, então percebera, que a medicina caminha em passos lentos para tratar esse tipo de anomalia, que mata tanto quanto outra doença.