Então,
toda nossa
reconciliação, era cheia de paixão, abraços e beijos,
Eduardo se transformara num homem encantador e eu pensara comigo,como fora bom
eu ter pedido perdão, passáramos os finais de semana nos amando cheios de
saudade e a despedida sempre fora cheia de uma certa tristeza, por termos que
ficarmos longe um do outro durante a semana.
Mas
em meu curso de nutrição, procurara estar
sempre engajada, mantendo um bom currículo
inteirado às mudanças,
pelas quais a sociedade viera passando,
sem, contudo, deixar de priorizar a atenção dietética, tanto em nível
individual quanto coletivo, por meio de ações integradas de prevenção,
promoção, proteção e reabilitação da saúde, nas diferentes fases do ciclo-vital
e do processo saúde-doença, para atuar, de forma interdisciplinar, em equipes multiprofissionais e com prática
integrada ao sistema de saúde local.
Eu
adorara o curso, mesmo porque entendera que com o decorrer do tempo, um grande
número populacional, se voltaria para um cuidado especial com a sua
alimentação.
Sentira os médicos contemporâneos estão focados numa saúde advinda de bons hábitos
alimentares, sempre achei um curso bastante importante.
Eduardo
me ligara várias vezes na semana, depois de fazermos as pazes de longo
silêncio, e parece que nosso amor sempre renascera mais forte.
Eu
também aplicara os métodos de nutrição saudáveis em minha casa, dava
coordenadas aos meus familiares e amigos.
Como
meu pai vendia produtos de sua horta,eu sempre reforçava aos nossos fregueses e
freguesas, a importância de uma alimentação salutar.
Juca
era um velho conhecido de toda
cidade, muito divertido e quando ele passava pela
quitanda, tornava as tardes mais alegres com suas histórias engraçadas.
Meu
pai era amicíssimo do Juca e estava sempre conversando com ele, ouvindo suas
histórias.
Juca,
um senhor de uns quarenta e poucos anos, era todo desajeitado e geralmente
contava as mesmas histórias, sobre o nordeste, entre elas estava Janaína, seu
grande amor de juventude, cujos pais a deram em casamento, para um senhor idoso
muito rico,
dizendo ele, que isso acontecera
comumente, nos Estados
do Norte e Nordeste mantendo
desde muito tempo, maiores índices
de casamento infantil no país.
Mediante
o fato, contam os familiares, que ele com quinze anos, ficara com problemas,
passara a beber e perdera o gosto pela vida.
Até
então, sempre fora uma pessoa normal...
Deixaram o Nordeste e vieram morar numa periferia da cidade de Botucatu, e trabalhavam nas lavouras de soja, cana-de-açúcar, milho, café,
mandioca, arroz, laranja, feijão, algodão, banana, fumo, batata inglesa,
tomate, trigo, uva, cebola, cacau, amendoim e pimenta do reino.
Saiam
de madrugada e voltavam á noite, Juca o irmão ,embora estranho, era amado por
todos
Mediante fatos narrados por Juca,pudera eu constatar que, falta de
entrada às informações, evasão escolar,
vulnerabilidade e condição social colocam o Brasil entre os principais países
com mais casamentos infantis no mundo.
Casamento
entre crianças e jovens mulheres com homens mais velhos cria uma relação de
poder muito desigual.
As
meninas são submetidas ás ordens de seus maridos bem mais velhos e
simplesmente, jamais tendem ás aspirações, apenas obedecem, criando seus filhos
e cuidando da casa.
São
mulheres desprovidas de esperanças, com pouca ou quase nenhuma escolaridade,
submetidas aos desmandes de seus maridos.
Estas,
quando com trinta anos de idade, mediante tanto sofrimento, gerando um filho
por ano, já aparentam ser, uma senhora de idade avançada, desnutridas e
maltratadas, infelizmente,essas meninas pobres, há muito,vêm vivendo nessas condições.