Voltando
da viagem, as aulas na faculdade e meu novo trabalho,eu esperando o momento
certo para relatar meu segredo ao Leo, então fora buscar forças na minha difícil infância tentando me
animar, pois soubera,
que minha criança fora uma guerreira, no meu passado e suportara tudo, fora essa minha
herança, ser forte e jamais fraquejar.
Então
logo num dia da primeira semana, quando ele fora me buscar na faculdade eu dissera:
Leo
preciso te contar um segredo meu e tem que ser agora.
Ele
para de caminhar, segura minhas mãos e diz:
Tem
que ser agora?
Eu
Sim,
não pode passar de agora.
Então
começo a relatar tudo a ele...
Ele
me responde:
Mas
eu supunha ter sido teu primeiro homem!
Como
assim?
E
alterando a voz:
Então
você me enganou esse tempo todo?
Eu
tentando explicar que não encontrara forças até então para contar , ele:
Mariana!
Eu te
daria apoio!
Tem
noção do que me fez?
E
fora esbravejando até chegarmos em minha casa.
Chegando
em frente minha casa ele disse estar tudo terminado, pois não tinha mais cabeça
para continuar.
Eu
entrara chorando e desesperada, me sentindo pior ainda, estava zonza sem
conseguir pensar em coisa alguma, estava tudo terminado do jeito que meu medo
pressentira.
Sozinha
e abandonada, sentira de repente a vida virar uma fumaça e se esvair por algum
lugar e apenas um corpo me sobrara então.
Fui
na cozinha peguei um copo e tomei algumas bebidas que aquele monstro acumulara
sempre no armário, para que ninguém percebesse juntei um pouco de cada até que
o copo ficasse cheio e tomei tudo de uma vez.
Joguei
o copo no lixo e tateando as paredes fui para meu quarto e caí na cama.
Os
dias começaram a transcorrerem indiferentes, quando nem chorar a falta de Leo
em minha vida eu conseguira, quão magoada e injustiçada também por ele me
sentira.
Custava
pelo menos se certificar dos fatos comigo?
Mas a
vida, por outro lado, costuma escrever estranheza, para que interpretemos da
melhor maneira, sem tanto sofrimento...
Naquele
dia fora trabalhar transtornada, não conseguira me concentrar direito no
trabalho, tremia muito e sentia vontade de chorar,porém,não tinha com quem me desabafar mesmo, me concentrei no
trabalho.
Mas
mil coisas, rondavam minha
cabeça, revestidas de uma revolta incontrolável,eu já nem soubera direito, quem
eu fora, pois houvera, mediante
tanto sofrimento perdido
minha identidade.
Chegara
a hora do almoço e o celular do Leo, continuara desligado,eu estava a ponto de enlouquecer, porque se o perdesse, perderia com
certeza a única pessoa que me amava no mundo, e parece que era isso mesmo que
meu padrasto queria.
Eu
pensei comigo em arranjar um lugar para eu morar,
dera uma revirada na internet para ver
repúblicas de estudantes e eu vira uma delas que me interessava, eram quatro
meninas em cada quarto,
e pagavam metade do que eu ganhara no
novo trabalho, portanto eu fora acostumada, a viver
com quase nada,
jamais teria dificuldades.
Aproveitando a hora do almoço então, liguei
para lá e tinha uma vaga, a qual reservaram para mim,eu precisava só pegar
minhas coisas e me dirigir para lá, assinar um contrato e começar a morar.
Apesar
de tudo, restara um apego, ao meu irmão, e minha mãe.
Mesmo
assim, diante do desespero, vira uma luz fosca no fim do tunel,era o
desconhecido e saltar para o desconhecido exige duas coisas, ou muita coragem,
ou desespero,eu devera ter as duas.
O
período da tarde já me foi mais animador, parecera que uma força estranha e
clara começara adentrar em meu coração.
A
vida é feita de ciclos, que vão abrindo e fechando, pensara eu,só precisara ter
firmeza, pois chegara o tal momento.