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sábado, 13 de junho de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_VOZ DE TROVÃO

Voltando da viagem, as aulas na faculdade e meu novo trabalho,eu esperando o momento certo para relatar meu segredo ao Leo, então fora buscar forças na  minha difícil infância tentando me animar, pois soubera, que minha criança fora uma guerreira, no meu passado e suportara tudo, fora essa minha herança, ser forte e jamais fraquejar.
Então logo num dia da primeira semana, quando ele fora me buscar na faculdade eu dissera:
Leo preciso te contar um segredo meu e tem que ser agora.
Ele para de caminhar, segura minhas mãos e diz:
Tem que ser agora?
Eu
Sim, não pode passar de agora.
Então começo a relatar tudo a ele...
Ele me responde:
Mas eu supunha ter sido teu primeiro homem!
Como assim?
E alterando a voz:
Então você me enganou esse tempo todo?
Eu tentando explicar que não encontrara forças até então para contar , ele:
Mariana!
Eu te daria apoio!
Tem noção do que me fez?
E fora esbravejando até chegarmos em minha casa.
Chegando em frente minha casa ele disse estar tudo terminado, pois não tinha mais cabeça para continuar.
Eu entrara chorando e desesperada, me sentindo pior ainda, estava zonza sem conseguir pensar em coisa alguma, estava tudo terminado do jeito que meu medo pressentira.
Sozinha e abandonada, sentira de repente a vida virar uma fumaça e se esvair por algum lugar e apenas um corpo me sobrara então.
Fui na cozinha peguei um copo e tomei algumas bebidas que aquele monstro acumulara sempre no armário, para que ninguém percebesse juntei um pouco de cada até que o copo ficasse cheio e tomei tudo de uma vez.
Joguei o copo no lixo e tateando as paredes fui para meu quarto e caí na cama.
Os dias começaram a transcorrerem indiferentes, quando nem chorar a falta de Leo em minha vida eu conseguira, quão magoada e injustiçada também por ele me sentira.
Custava pelo menos se certificar dos fatos comigo?
Mas a vida, por outro lado, costuma escrever estranheza, para que interpretemos da melhor maneira, sem tanto sofrimento...
Naquele dia fora trabalhar transtornada, não conseguira me concentrar direito no trabalho, tremia muito e sentia vontade de chorar,porém,não tinha com quem me desabafar mesmo, me concentrei no trabalho.
Mas mil coisas, rondavam minha cabeça, revestidas de uma revolta incontrolável,eu já nem soubera direito, quem eu fora, pois houvera, mediante tanto sofrimento  perdido minha identidade.
Chegara a hora do almoço e o celular do Leo, continuara desligado,eu estava a ponto de enlouquecer, porque se o perdesse, perderia com certeza a única pessoa que me amava no mundo, e parece que era isso mesmo que meu padrasto queria.
Eu pensei comigo em arranjar um lugar para eu morar, dera uma revirada na internet para ver repúblicas de estudantes e eu vira uma delas que me interessava, eram quatro meninas em cada quarto, e pagavam metade do que eu ganhara no novo trabalho, portanto eu fora acostumada, a viver com quase nada, jamais teria dificuldades.
 Aproveitando a hora do almoço então, liguei para lá e tinha uma vaga, a qual reservaram para mim,eu precisava só pegar minhas coisas e me dirigir para lá, assinar um contrato e começar a morar.
Apesar de tudo, restara um apego, ao meu irmão, e minha mãe.
Mesmo assim, diante do desespero, vira uma luz fosca no fim do tunel,era o desconhecido e saltar para o desconhecido exige duas coisas, ou muita coragem, ou desespero,eu devera ter as duas.
O período da tarde já me foi mais animador, parecera que uma força estranha e clara começara adentrar em meu coração.
A vida é feita de ciclos, que vão abrindo e fechando, pensara eu,só precisara ter firmeza, pois chegara o tal momento.