No
recesso, a família de Marcos fora para a praia em Bertioga, eles tinham um tio
que alugara uma
pequena casa para eles, a mãe dele se chamava dona Berenice, e o pai Bernardo e
ele tinha mais um irmão chamado Rafael,
com a idade de meu irmão, ele me convidou
para ir, dizendo que a mãe dele,
houvera achado bom que eu fosse.
Quando
eu fora perguntar
a minha mãe e ao meu padrasto,
se eu podia ir ao invés de ficar na casa
de dona Rafaela, porque eles também viajariam
no recesso,para visitar os parentes de
meu padrasto e eu nunca ia.
Fiquei
surpresa quando ela consentiu sem pestanejar,porém,quando falei para dona
Rafaela que ia viajar aquele recesso, ela ficara
preocupada, e fora conversar com a mãe de
Marcos, e me dera muitos conselhos.
Eu
simplesmente, ficara um pouco pensativa diante dessas advertências de dona
Rafaela, quando minha mãe não dera o mínimo para minha viagem, parece que ela e meu padrasto gostaram.
Foram
duas semanas maravilhosas, esquecêramos
o nosso lado adolescente e brincáramos muito na praia, como duas crianças mesmo, puláramos ondas junto com o irmão dele o tempo todo.
Mas,eu
percebera, que
o pai dele, vezes ou outra,
também bebera muito, e as brigas entre eles eram
constantes, então eu entendera porque Marcos também tinha alguns problemas, dos
quais ele já houvera
ligeiramente citado.
Um
dia antes de voltarmos, o pai de Marcos o agredira, na
minha frente, eu ficara
tão perdida e desconcertada, naquele dia e morrendo de pena do meu namorado
ter sido agredido pelo pai, na
minha frente.
O pai
dele sabia que éramos namorados, pois uns dias antes havia feito uma brincadeira, meio de mal gosto, conosco, pois
ainda éramos duas crianças, quase que se amparando um no outro, para
podermos viver.
Fora
como se eu tivesse sido agredida também, ele não só faltara com o respeito ao
filho, mas a mim também, que no momento, não soubera como agir.
Eu
ficara um longo tempo em silêncio, querendo não estar ali, vivenciando tudo
aquilo,porém,nada acontecera por acaso.
Eu
sempre observara as circunstâncias a que a vida me colocara, para me
desconstruir e juntar todas as peças de novo,eu precisara a partir de tal fato,
ouvir mais o Marcos.
Então, viera
a minha memória, que guando conhecera Marcos, ele
era relaxado e bagunceiro na escola, tinha péssimas notas, e houvera se
transformado, depois que começamos a namorar.
O
último amanhecer na praia, levantáramos
bem cedo,
e ele sempre
estivera me esperando, fôramos andando, um ao lado do outro pela orla, eu pensara, que ele fosse me dizer alguma coisa, mas
ele apenas chorara muito,
e me pedira desculpas
pelo deselegante fato.
Eu ficara com
vontade de passar a mão pelo seu rosto e conter suas lágrimas, olhara ao
nosso redor,
e apenas o mar, então eu o fizera.
Na
verdade,eu quisera tocar seu coração com um abraço, e dizer que eu estivera com
ele para sempre, e que esse fato apenas fizera eu amá-lo mais do que já amava,
meu sábio coração, embora adolescente, entendera tudo.
Marcos
tivera em mim, a partir daí, um ponto forte para se apoiar, pois entendera
também, que o sofrimento fortalece e deixa imbatível mediante circunstâncias
desagradáveis da vida.
Marcos,
a partir de tal momento, parecera confiar plenamente em mim também, assim como
eu confiara, em seu amor, então passáramos a nos apoiarmos mutuamente e nos
fortalecermos.
Eu fora deixando
a adolescência, e caminhando para a juventude, vez
ou outra convivera
com as minhas dúvidas, mesmo porque vivera, em um reduto, onde um silêncio
secular perambulara em torno da verdade.
Nada
pudera ser dito, e uma série de pessoas pareciam, querer apagarem
quaisquer palavras, quaisquer atitudes
que não fossem coniventes com seus interesses pessoais.
Também eu sentira, que ao entrar em um grau mais avançado de consciência, deixara muita gente para trás, encontrara pessoas em meu caminho, que desistiram depois, porque fora mais cômodo, viver o oposto, e se deixar levar pelos ventos, que carregam escombros, que ocultam veridicidades.
Também eu sentira, que ao entrar em um grau mais avançado de consciência, deixara muita gente para trás, encontrara pessoas em meu caminho, que desistiram depois, porque fora mais cômodo, viver o oposto, e se deixar levar pelos ventos, que carregam escombros, que ocultam veridicidades.
Eu me
sentira contudo, apoiando Marcos, tendo muita força, em muitos dias, porém em outros, precisando de seu apoio porque o mundo dos humanos ,nos fora assim.
Portanto, juntamente
com Marcos e dona Rafaela,
constituímos o nosso mundo individual, com um
sério compromisso com a verdade,
entendendo que nossa vida, só a nós pertencera.