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terça-feira, 23 de junho de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_ÚLTIMA PALAVRA


Entraram e algemaram Eduardo, em nossa frente ,eu me sentira arrasada, e zonza.
   Sentira muita compaixão, porque eu soubera, que vivera muito tempo na dependência de Eduardo, talvez até houvessem resquícios ainda, na porção dele acrescentada em meu filho.
 Não na parte afetiva, mas a tal porção era latente , na constituição, na presença de meu filho.
E quando saíram, eu caí num choro compulsivo e não conseguira me conter, Michel me amparara e não soubéramos, naquele momento, como contarmos para Levi.
Percebera, nessa hora, não me desvencilhar totalmente dos resquícios, de abusos psicológicos.
Achei que estivesse curada, mas ainda, muita coisa em mim restara, e começara a me visitar profundamente, para poder dar força ao meu filho.
Fora um momento aterrorizante, e me sentira tão impotente , quando Eduardo como vingança talvez, tenha dado sua última palavra.
 Que seria empurrar Celina do quinto andar ,durante uma briga, ou ela mesma se suicidar.
Eu jamais cultivara ódio em meu coração, apesar de minha intempestividade, com o pai de meu filho, sempre nutri uma forma de amor por ele.
Mas agora, sentia pena de Celina, que fora mais fraca que eu,mediante os abusos, e se tornara como ele.
Depois do término da relação, eu pudera respirar e ver melhor.
Livre do ódio, pudera vê-lo ,não como meu homem, mas sim, como alguém que me dera o motivo maior de viver, meu filho.
Em muitos momentos angustiantes, aos quais sobrevivera, fora meu filho, que sem perceber, dera essa força.
E uma pergunta pairando no ar: Onde foi, que eu errara tanto?
Porém, muitas  mães  sempre se encontram nos filhos, razões  para poderem dar sentido ás suas  vidas e tocarem adiante, enquanto tudo que sofreram, foram invalidações.
Precisaria eu,nesse momento, afundar em meu interior e explicar seu pai, para meu filho, agora de novo.
E seria de novo a maternidade, que me daria essa determinação, pois além disso, precisaria neutralizar o coração machucado de meu filho.
Michel fora um excelente coadjuvante, nessa jornada, são fatos,ocorrências,que ás vezes, olhados de longe até superáveis.
 Portanto, muitíssimo difícil, quando estivera mergulhada dentro desse interior, no calor de tais emoções.
Para vencer a mim mesma, e as crueldades que acordaram de outrem, necessitara de muita fé, e força para não sucumbir.
Pois bem,era novamente natal, um ano havia se passado, visitáramos Eduardo no presídio um dia antes, juntamente com Mariana.
Ela morava conosco, agora era nossa filha, uma doce menina que dormira no quarto que fora de Levi.
E ela conhecera um rapaz espetacular em sua vida, que se chamava  Edson, ele fazia residência num hospital, onde Levi clinicava.
A vida seguira seu curso, impossível não ficarmos marcados  por isso, justamente no dia de Natal.
Eduardo tinha um desvio de caráter, um sociopata, que só era evidente em suas vitimas.
Eu fora vítima de seus abusos, durante muito tempo, portanto precisara me afastar, porém Celina, pelas forças das circunstâncias, acabara se suicidando, ou sendo empurrada do quinto andar do prédio onde moravam. psicologia jurídica, ou forense, uma vertente de estudo da psicologia, que consiste na aplicação dos conhecimentos psicológicos, aos assuntos relacionados ao direito, dera o diagnóstico.