Entraram
e algemaram Eduardo, em nossa frente ,eu me sentira arrasada, e zonza.
Sentira muita compaixão, porque eu
soubera, que vivera
muito tempo na dependência de Eduardo, talvez até houvessem resquícios
ainda, na porção dele acrescentada em meu filho.
Não na parte afetiva, mas a tal porção era latente , na constituição, na presença de meu
filho.
E
quando saíram, eu caí num choro compulsivo e não conseguira
me conter, Michel
me amparara e não soubéramos, naquele momento, como contarmos para Levi.
Percebera,
nessa hora, não me desvencilhar
totalmente dos resquícios, de abusos psicológicos.
Achei
que estivesse curada, mas
ainda, muita
coisa em mim restara, e começara
a me visitar profundamente, para poder dar força ao meu filho.
Fora
um momento aterrorizante, e me
sentira tão impotente , quando Eduardo como vingança talvez,
tenha dado sua última palavra.
Que seria
empurrar Celina do quinto andar ,durante
uma briga, ou ela mesma se suicidar.
Eu
jamais cultivara ódio em meu coração, apesar de minha intempestividade, com o
pai de meu filho, sempre nutri uma forma de amor por ele.
Mas
agora, sentia pena de Celina, que fora mais fraca que eu,mediante os abusos, e
se tornara como ele.
Depois do término da relação, eu pudera
respirar e ver melhor.
Livre
do ódio, pudera vê-lo ,não como meu homem, mas sim, como alguém que me dera o
motivo maior de viver, meu filho.
Em
muitos momentos angustiantes, aos quais sobrevivera, fora meu filho, que sem
perceber, dera essa força.
E uma
pergunta pairando no ar: Onde foi, que eu errara tanto?
Porém,
muitas mães
sempre se encontram nos filhos, razões para
poderem dar sentido ás
suas vidas e tocarem adiante, enquanto tudo
que sofreram, foram invalidações.
Precisaria
eu,nesse momento, afundar
em meu interior e explicar seu pai, para
meu filho, agora
de novo.
E seria de novo a maternidade, que me daria essa determinação, pois além
disso, precisaria neutralizar o coração machucado de meu filho.
Michel
fora um
excelente coadjuvante, nessa jornada, são fatos,ocorrências,que
ás vezes, olhados de longe até superáveis.
Portanto, muitíssimo difícil, quando estivera mergulhada dentro desse
interior, no calor de tais emoções.
Para
vencer a mim mesma, e as crueldades que acordaram de outrem, necessitara de muita fé,
e força para
não sucumbir.
Pois
bem,era novamente natal, um
ano havia se passado, visitáramos
Eduardo no presídio um dia antes, juntamente
com Mariana.
Ela morava conosco,
agora era nossa filha, uma doce menina que dormira no quarto que fora de Levi.
E ela
conhecera um rapaz espetacular
em sua vida, que
se chamava Edson, ele fazia
residência num hospital,
onde Levi clinicava.
A
vida seguira seu
curso, impossível não ficarmos marcados por isso, justamente
no dia de Natal.
Eduardo
tinha um desvio de caráter, um sociopata, que só era evidente em suas vitimas.
Eu
fora vítima de seus abusos, durante muito tempo, portanto precisara me afastar,
porém Celina, pelas forças das circunstâncias, acabara se suicidando, ou sendo
empurrada do quinto andar do prédio onde moravam.
A psicologia
jurídica, ou forense, uma vertente de estudo da psicologia, que consiste na aplicação dos conhecimentos psicológicos, aos assuntos relacionados ao direito, dera o diagnóstico.