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quarta-feira, 24 de junho de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_ÚLTIMA PALAVRA

Eu sentira Michel bastante chateado, assim como eu também, não seria pelo fato em si, mas em se tratando de pessoas sem caráter como Eduardo e Celina, tudo que víramos naquela noite, nos preocupara muito.
Quanto ao nome do bebê,me fora normal, mesmo porque sempre achara Eduardo um nome lindo, mas era bastante complicada a nossa situação e não tínhamos aonde recorrer, meu filho com mais de trinta anos, um homem culto e também sua esposa Andreia, se deixando levarem por um casal de pessoas sociopatas.
Para Eduardo e Celina, o mundo girara em torno deles, de suas artimanhas, e usavam qualquer pessoa para atingirem outras, eles queriam ter meu filho e sua esposa como seus macacos voadores, que com suas doces artimanhas, se passavam por pessoas boníssimas, simpáticas e bem relacionadas com todo mundo, sem saberem que no mundo existem pessoas perceptivas, que tudo sabem, tudo percebem.
Eduardo achara que apenas eu e Eduardo percebêramos o seu lado mentiroso e sem caráter, mas quando Michel estivera na França, conversara com uma pessoa evoluída, moradora da cidade de Botucatu, que relatara tudo.
Eu não precisara falar nada sobre o caráter de Eduardo a Michel, ele descobrira e depois viera arrependido pedindo perdão, então ele jamais tivera dúvidas, que aproveitando um momento delicado e muito lindo para nós, que fora a vinda de nosso neto, ele não vacilara em usar nosso filho, nossa nora.
Mas Michel, conversando comigo, me dissera, que hora ou outra, Levi perceberia, porém ele era cego de amores pelo pai .Eu supus a Levi, que fizesse especialização também em psiquiatria, ele olhara para mim e dissera que amava cuidar dos idosos, e que jamais abandonaria a geriatria.
O tempo fora passando e Andreia fora ficando imensa e cansada também, quando fora no sétimo mês, precisara de um repouso e viera ficar em nossa casa.
Eu cuidara de minha nora como se fosse um bebê, ela parecia estar tranquila, e muito sorridente, sempre falando das peripécias do bebê que sentira em sua barriga.
Muitas vezes ela mostrara e púnhamos a mão e sentíramos o quão era forte Eduardo, movimentando-se agilmente no ventre de Andreia.
Levi também passara a dormir em nossa casa, e quando encontrava Andreia fazia a maior festa, conversando com o bebê também.
Nunca tivera dúvidas,de que meu filho seria um maravilhoso pai, extremamente dedicado e cuidadoso.
Nossas noites juntos, se tornaram agradáveis e Michel desenrolara toda sua arte em cozinha natural francesa, mudando alguns percursos dentro da receita, pois os dois adoravam.
Estávamos novamente radiantes de tanta felicidade,eu me sentira grata a Deus, pois as coisas, por si só, foram engrenando dentro de um contexto de compreensão maravilhoso.
Uma noite, depois de quase dois meses em casa, vendo televisão, Andreia sentira alguma sensação diferente, fora no banheiro e vira que a bolsa houvera rompido.
Ela parara na porta ente o corredor e a sala e dissera:
Levi, vamos á maternidade, que Eduardo vai chegar.
Levi levantou depressa, assim como nós todos, ela já havia arrumado os pertences do bebê numa bolsa, e fomos todos á maternidade.
Chegando lá, rapidamente ela entrara em trabalho de parto, mas eu e Michel esperáramos numa sala de espera, porém logo ouvimos um choro forte, e também choramos de emoção, sabíamos quanta alegria e felicidade, esse Eduardo trouxera para todos nós.