Eu
sentira Michel bastante chateado, assim como eu também, não seria pelo fato em
si, mas em se tratando de pessoas sem caráter como Eduardo e Celina, tudo que
víramos naquela noite, nos preocupara muito.
Quanto
ao nome do bebê,me fora normal, mesmo porque sempre achara Eduardo um nome
lindo, mas era bastante complicada a nossa situação e não tínhamos aonde recorrer,
meu filho com mais de trinta anos, um homem culto e também sua esposa Andreia,
se deixando levarem por um casal de pessoas sociopatas.
Para
Eduardo e Celina, o mundo girara em torno deles, de suas artimanhas, e usavam
qualquer pessoa para atingirem outras, eles queriam ter meu filho e sua esposa
como seus macacos voadores, que com suas doces artimanhas, se passavam por
pessoas boníssimas, simpáticas e bem relacionadas com todo mundo, sem saberem
que no mundo existem pessoas perceptivas, que tudo sabem, tudo percebem.
Eduardo
achara que apenas eu e Eduardo percebêramos o seu lado mentiroso e sem caráter,
mas quando Michel estivera na França, conversara com uma pessoa evoluída,
moradora da cidade de Botucatu, que relatara tudo.
Eu
não precisara falar nada sobre o caráter de Eduardo a Michel, ele descobrira e
depois viera arrependido pedindo perdão, então ele jamais tivera dúvidas, que
aproveitando um momento delicado e muito lindo para nós, que fora a vinda de
nosso neto, ele não vacilara em usar nosso filho, nossa nora.
Mas Michel, conversando comigo, me
dissera, que hora ou outra, Levi perceberia, porém ele era cego de amores pelo
pai .Eu
supus a Levi, que fizesse especialização também em psiquiatria, ele olhara para
mim e dissera que amava cuidar dos idosos, e que jamais abandonaria a
geriatria.
O
tempo fora passando e Andreia fora ficando imensa e cansada também, quando fora
no sétimo mês, precisara de um repouso e viera ficar em nossa casa.
Eu
cuidara de minha nora como se fosse um bebê, ela parecia estar tranquila, e
muito sorridente, sempre falando das peripécias do bebê que sentira em sua
barriga.
Muitas
vezes ela mostrara e púnhamos a mão e sentíramos o quão era forte Eduardo,
movimentando-se agilmente no ventre de Andreia.
Levi
também passara a dormir em nossa casa, e quando encontrava Andreia fazia a
maior festa, conversando com o bebê também.
Nunca
tivera dúvidas,de que meu filho seria um maravilhoso pai, extremamente dedicado e
cuidadoso.
Nossas
noites juntos, se tornaram agradáveis e Michel desenrolara toda sua arte em
cozinha natural francesa, mudando alguns percursos dentro da receita, pois os
dois adoravam.
Estávamos
novamente radiantes de tanta felicidade,eu me sentira grata a Deus, pois as
coisas, por si só, foram engrenando dentro de um contexto de compreensão
maravilhoso.
Uma
noite, depois de quase dois meses em casa, vendo televisão, Andreia sentira
alguma sensação diferente, fora no banheiro e vira que a bolsa houvera rompido.
Ela
parara na porta ente o corredor e a sala e dissera:
Levi,
vamos á maternidade, que Eduardo vai chegar.
Levi
levantou depressa, assim como nós todos, ela já havia arrumado os pertences do
bebê numa bolsa, e fomos todos á maternidade.
Chegando
lá, rapidamente ela entrara em trabalho de parto, mas eu e Michel esperáramos
numa sala de espera, porém logo ouvimos um choro forte, e também choramos de
emoção, sabíamos quanta alegria e felicidade, esse Eduardo trouxera para todos
nós.