Houveram
passados seis meses, e as coisas pareciam se assentarem para mim, mesmo porque,
eu houvera me reencontrado na paciência e na esperança, sem atropelar o tempo.
Acreditara
na hora certa, sempre fora observadora da natureza e com ela aprendera muito,
nenhuma flor desabrochara, antes da temporada de primavera, nenhuma fruta
amadurecera também , antes do seu tempo.
Eu
estivera entrando na maturidade, e precisara estar aberta ao aprendizado,
aceitara o tempo em harmonia, e sem atropelos, também.
Percebera então, nessa fase, uma vida mais tranquila , pois quem rechaçara a maturidade, tornara azeda, tal qual fruta, que insistira, em se manter no galho, apodrecendo sem amadurecer.
Percebera então, nessa fase, uma vida mais tranquila , pois quem rechaçara a maturidade, tornara azeda, tal qual fruta, que insistira, em se manter no galho, apodrecendo sem amadurecer.
A
fruta da maturidade é doce,suave,sapiente!
Mesmo,
que o meu corpo, as vezes sentira o peso de um dia mais atribulado, houvera
tempo, para que eu repousasse ,e me recolocasse novamente em perfeito estado.
Entendera
que nessa fase, se faz necessário trabalho, mas que o descanso é essencial,
observara, que existira noites, para refazerem os corpos dos dias.
A
natureza é sábia, e tem os vestígios de Deus, também percebera o quanto fora
importante a cultura indígena que tanto amara e preservara sua religião, seu
santuário.
Ficara
olhando com o coração, a minha vida se transformar lentamente, jamais esquecera
Michel um minuto sequer, porém eu também jamais pudera impor nossa junção sem
que ele quisesse.
Jamais
insistira, para que meu filho confiasse mais em mim, pois o tempo iria dizer
muito a nós dois, o tempo nos colocaria em frente, um do outro,estivera eu onde
estivera, estivera ele onde estivera, pois a vida se complementa devagar,
quando há intento benevolente.
Deixara
de viver, como se fosse o último dia de vida, pois sempre acreditara, na
felicidade por si só, anunciada numa esfera, onde jamais pudera ser confundida
com nenhuma tristeza.
Sentira
que estar triste, jamais implicara em estar infeliz, ás vezes, minha tristeza
fora doce e reconfortante quando tivera a certeza de minhas verdades.
Mesmo
estando triste, não há nada mais reconfortante do que uma consciência leve e
bem distribuída.
Eu
nunca mais tentara ligar para Michel, e deixara que ele mesmo decidisse por sua
vida afetiva, e também naquilo que ele houvera acreditado, houvesse sempre uma
reciclagem, buscando a verdade.
E se
assim, ele jamais agira, jamais me fora conveniente voltar, pois ele escolhera
acreditar num estranho, e jogara nosso tempo de convivência no lixo.
Começara
a cuidar muito de minha pessoa, do corpo que me fora confiado para viver nesta
vida, estivera eu,numa fase de delicadeza, onde realmente, adquirira quase a
fragilidade e sabedoria de uma criança, que necessita de cuidados.
A
criança sempre necessitara, mais de cuidados externos, embora o cuidado interno
fora imprescindível para sua felicidade.
Entendera
que, maturidade e infância, quase se fundem nesse quesito, onde a vida abrira
um leque para minhas escolhas e seus atropelamentos, depois aos poucos, voltara
ao ponto de partida, onde houvera trocas entre perdas e acréscimos.
Ainda
me mantivera forte,destemida,porém, economizara minhas reservas, cuidando de
mim, a isso determinara, "amor próprio”.
A
toxidade do desamor, paira sobre as modernidades, porém o amor próprio sempre
tivera a capacidade e a autonomia de desconstruir minhas bases e refaze-las
novamente.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha