Eu estava quase terminando o Ensino
Médio, porém não conversara com Leonardo á respeito, do que pretendia fazer,
queria apenas estar do seu lado.
Alguma coisa parecera avisar que tudo
passaria, pôr isso, o momento presente ,para nós fora sempre o essencial, nunca
nos perguntáramos nada, muito menos questionáramos.
Leonardo mantinha sempre, um bom humor
incrível, e tinha uma resposta hilária para tudo.
Parece que quando não ficamos muito
focados em alguma coisa, somos mais livres, e não nos escravizamos, de nossos
caprichos tolos .
Assim eu vivia minha vida, em relação ao
Leonardo, e feliz com a melhora financeira de minha família, pois meus pais
sofreram as mais terríveis agruras, e agora podiam respirar mais aliviados e
acreditara, que dentro do coração de meu pai um consolo havia adentrado, para
acariciar o amor incondicional ,que tanto doera a ponto de pô-lo vencido pela
depressão um tempo, mas depois retomara seu posto na vida, visto que todos nós
precisávamos dele e Deus entendera isso, mostrando-nos a importância que ele tinha
em nossa vida.
Meus pais já sorriam, minha mãe voltara a
usar roupas mais alegres, fizera mais amizades, saia com as amigas aos domingos
á tarde, isso era muito bom.
Nos domingos á noite eles iam á missa
juntos, depois sentavam-se na praça como era de costume,eu observara sempre
suas atitudes, porque para mim era muito importante vê-los felizes, porque
lembrara histórias contadas pelos meus parentes, e ficara muitas vezes
observando-os constrangida.
Porém, como um arco íris depois da
tempestade, suas vidas fluíam com alegria e muita paz.
Talvez, Leonardo ainda não fosse o grande
amor de minha vida, mas ele me encantava com a música ,enfim pelo gosto a arte.
Ainda não haviam entre nós beijos e
abraços, apenas alguns selinhos, mas acredito que isso viria com o tempo e
nosso desejo.
Nunca tivera vontade de apresentá-lo aos
meus pais, e muito menos de conhecer os dela.
Tudo era muito leve entre nós, assim como
nossa idade requeria, impossível o peso da responsabilidade.
Um dia, era final de ano, saíra mais cedo
do trabalho, para ir direto á escola pegar meu diploma, eu passara
na oficina e vira Leonardo sentado ao lado de uma menina, quando ele me viu,
ficou desconcertado e disse:
Mariana esta é a Viviane.
Viviane esta é a Mariana.
Apenas isso, e sem dar alguma explicação a nenhuma das duas,
e pediu-nos licença porque precisara terminar um conserto, uma vez que o dono do carro estava
para chegar.
Ficamos as duas sentadas num banquinho
feito tontas, uma olhando para a outra, enquanto ele sumiu e nos largou na
oficina.
Nesse momento ele delineou a
personalidade para mim,eu sentira quem realmente era Leonardo, um canalha
travestido de bom rapaz, pensei comigo:
Que bom que fora assim...
Porém, naquele momento, precisara criar
forças para sair mediante tanta vergonha.