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terça-feira, 31 de março de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_VOZ DE TROVÃO

O tempo fora passando, e acredito que não existe mal que não tenha o bem como resultado, então eu buscara aprender com o tempo, com a vida, sem me importunar tanto com o lado oposto, a que o adolescer remete.
Procurara absorver cada palavra de sabedoria dirigida a mim, tanto nos livros, como de minha professora e Rafaela também
Depois que alguém, me carregara pela mão, e me ensinara o caminho certo, tudo ficara mais claro, então, após descobrir esse grande segredo, pudera administrar apenas minha vida, sem me perder tanto, com sentimentos que não me levara a nada.
Não que me tornasse insensível, mas as agressões dirigidas a mim, já não me afetavam ,em determinados momentos.
Mas, eu tivera muitos atalhos, dentro de meu decoro, quando num exato momento  decidira  por um deles, correndo o risco de errar mais uma vez, e entre tantas, e isso sucessivamente, pela vida afora, até o último instante.
E eu muito errara, porque também tanto acertara, jamais tivera receio de ousar, e se algo não dera certo, uma teimosia chamada insistência, jamais me permitira desistir.
Eu sempre fora uma empata bastante perceptiva, e algumas percepções, me punham frio na barriga e eu tentara deslembrar, mas esse grito constante, ficara sempre amofinando.
Conviver com percepções, nem sempre é fácil, pois toda pessoa perceptiva, odeia mentira.
Jamais quisera dizer, que com isso, fora um modelo de generosidade, pois sempre passara longe de ser aquela alma encantadora de Rafaela, mas sempre relutara para dentre meus melindres, poder ser melhor a cada dia.
Em muitos momentos , eu pecara por supressão, porque deixara de lado, depois da primeira tentativa, ou mesmo de nenhuma, quando nada de bom ou ruim, entrara em minha vida, e viera á luz de meu conhecimento, por acaso.
Sempre fora doutrinada para mudar e não esperar mudanças,porém,dentre tantas frases, que fora lendo ao longo da caminhada, algumas nem sempre foram tanto exímias.
 Fora depois de muito tempo alertada, e depois  da vida ter caminhado muito, tendendo ao entardecer, que encontrara em mim o inusitado.
 Encontrara muitos motivos, que passaram despercebidos, quando eu me jogara no abandono, a que me fora atribuído, sem que me conhecessem ou avaliassem honestamente, dentro do contexto humano, onde um mundo indiferente, vestido de felicidade, perpassara muitas famílias.
Enquanto me preparara para encarar o que me fora designado, pelo menos temporariamente, sentira que outras pedras foram colocadas em meu caminho, e novamente recaíra, quando alguma palavra esdruxula,viera em minha direção para me atacar.
Sentira eu, em determinados dias como uma fortaleza, uma rocha inatingível, porém em outros, apesar de todos os preparos a que me dedicara,me sentira vulnerável e também acessível ao que não me era conveniente.
Então, delicadamente juntara meus pedaços, e me reconstruíra de novo...
Fora então, quando resolvera regredir e voltar de novo ao mesmo caminho consertando os vales e depressões, retirando novos espinhos incinerando, e preparando a terra, e deitando as novas sementes
Existiram momentos, em minha adolescência, que pareceram ficarem estáticos, quando nenhuma resposta fora apresentada ás minhas perguntas.
Quando tomara um caminho, estendendo uma fragilidade, um silêncio, como uma maneira de me ausentar da culpa, fora estendendo também minha vida, as invalidações inúmeras e insensatas, que me foram arremessadas.
Eu ficara  ao longo das discussões, das circunstâncias, tentando inutilmente tapar os vãos, por onde minha desconstrução totalmente vazara, e me roubara a verdadeira identidade, anteparando assim, que eu fosse alguém.
Nesses retros então, o tempo fora passando, sem que me acrescentasse grandes conhecimentos, porém a sede de sabedoria pulsara, como uma semente germinando numa terra fértil, esperando o tempo certo, para abrolhar.
Simplesmente Augusta,eu continuara pela vida afora, que apesar de Rafaela, buscara amor, em todas as sensibilidades despertadas.
Sensibilidade esta,que eu também vira escapulir, no meio da multidão, porque me sentira sufocada, quando um mundo completamente oposto, esmagara qualquer possibilidade.
Sufocara o ar suave e ameno da harmonia e da paz...
Reviraram as intenções mais sagazes, com o intento de aquilatarem, que para ser feliz, bastara ter muito, mesmo percebendo ou vivenciando tão pouco.
Porém,eu sempre ouvira meu coração, no final das contas.