O
tempo fora passando, e acredito que não existe mal que não tenha o bem como
resultado, então eu buscara aprender com o tempo, com a vida, sem me importunar
tanto com o lado oposto, a que o adolescer remete.
Procurara
absorver cada palavra de sabedoria dirigida a mim, tanto nos livros, como de
minha professora e Rafaela também
Depois
que alguém, me carregara pela mão, e me
ensinara o caminho certo, tudo ficara mais claro,
então, após descobrir esse grande segredo, pudera administrar apenas minha
vida, sem me perder tanto, com sentimentos que não me levara a nada.
Não
que me tornasse insensível, mas as agressões dirigidas a mim, já não me
afetavam ,em determinados momentos.
Mas, eu tivera muitos atalhos, dentro de meu
decoro, quando num exato momento
decidira por um deles, correndo o
risco de errar mais uma vez, e entre tantas, e isso sucessivamente, pela vida
afora, até o último instante.
E eu muito errara, porque também tanto
acertara, jamais tivera receio de ousar, e se algo não dera certo, uma teimosia
chamada insistência, jamais me permitira desistir.
Eu sempre fora uma empata bastante perceptiva, e algumas percepções,
me punham frio na barriga e eu tentara
deslembrar, mas esse grito constante, ficara sempre amofinando.
Conviver
com percepções, nem sempre é fácil, pois
toda pessoa perceptiva, odeia mentira.
Jamais
quisera dizer,
que com isso, fora um modelo de
generosidade, pois sempre passara longe de ser aquela alma encantadora de
Rafaela, mas sempre relutara para dentre meus melindres, poder ser melhor a
cada dia.
Em muitos momentos , eu pecara por
supressão, porque deixara de lado, depois da primeira tentativa, ou mesmo de
nenhuma, quando nada de bom ou ruim, entrara em minha vida, e viera á luz de
meu conhecimento, por acaso.
Sempre
fora doutrinada para mudar e não esperar
mudanças,porém,dentre tantas frases,
que fora lendo ao longo da caminhada,
algumas nem sempre foram tanto exímias.
Fora depois
de muito tempo alertada, e depois da vida ter caminhado muito, tendendo ao
entardecer, que encontrara em mim o
inusitado.
Encontrara muitos motivos, que passaram despercebidos, quando eu me jogara no abandono, a que me fora atribuído, sem que me conhecessem ou avaliassem honestamente, dentro do contexto humano, onde um mundo indiferente, vestido de felicidade, perpassara muitas famílias.
Encontrara muitos motivos, que passaram despercebidos, quando eu me jogara no abandono, a que me fora atribuído, sem que me conhecessem ou avaliassem honestamente, dentro do contexto humano, onde um mundo indiferente, vestido de felicidade, perpassara muitas famílias.
Enquanto
me preparara para encarar o que me fora designado, pelo menos temporariamente,
sentira que outras pedras foram colocadas em meu caminho, e novamente recaíra,
quando alguma palavra esdruxula,viera em minha direção para me atacar.
Sentira
eu, em determinados dias como uma fortaleza, uma rocha inatingível, porém em
outros, apesar de todos os preparos a que me dedicara,me sentira vulnerável e
também acessível ao que não me era conveniente.
Então,
delicadamente juntara meus pedaços, e me reconstruíra de novo...
Fora
então, quando resolvera regredir e voltar de
novo ao mesmo caminho consertando os vales e depressões, retirando novos
espinhos incinerando, e preparando a terra, e deitando as novas sementes
Existiram
momentos, em minha adolescência, que
pareceram ficarem estáticos, quando nenhuma resposta fora apresentada ás minhas
perguntas.
Quando
tomara um caminho, estendendo uma
fragilidade, um silêncio, como uma maneira de me ausentar da
culpa, fora estendendo também minha vida, as invalidações inúmeras e insensatas, que me foram arremessadas.
Eu ficara
ao longo das discussões, das circunstâncias, tentando inutilmente tapar
os vãos, por onde minha desconstrução totalmente vazara, e me roubara a
verdadeira identidade, anteparando assim, que eu fosse alguém.
Nesses
retros então,
o tempo
fora passando, sem que me acrescentasse
grandes conhecimentos, porém a
sede de sabedoria pulsara,
como uma semente germinando numa terra
fértil, esperando o tempo certo,
para abrolhar.
Simplesmente
Augusta,eu continuara pela vida afora,
que apesar de Rafaela, buscara amor,
em todas as sensibilidades despertadas.
Sensibilidade
esta,que eu também vira escapulir, no
meio da multidão, porque me sentira sufocada, quando um mundo completamente
oposto, esmagara qualquer possibilidade.
Sufocara
o ar suave e ameno da harmonia e da paz...
Reviraram
as intenções mais sagazes, com o intento de aquilatarem,
que para ser feliz, bastara ter muito,
mesmo percebendo ou vivenciando tão pouco.
Porém,eu
sempre ouvira meu coração, no final das
contas.