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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

FRAGMENTO_VOZ DE TROVÃO

Quantas vezes, eu fora até a janela, quando sozinha em meu quarto, e ficara observando a imensidão, que me fizera lembrar de uma força maior, então eu pensara comigo:
Não estou sozinha.
Meus sonhos eram sempre, muito reais, parecendo, que eu saíra de onde estava, e fora para bem longe, conversando com pessoas, mas eu nunca lembrara a conversa, apenas recordara a sensação de paz, que eu sentira nesse lugar.
 Também, sentira uma sensação indescritível, de ser amada, as estrelas pareciam estarem ao alcance de minhas mãos, e eu as tocara levemente sentindo uma presença muito forte perto de mim.
Aquelas luzes exalavam perfumes e também executavam uma melodia, que me deixava encantada.
Então virara para outro lado e vira, que eram as flores cantando.
Acordara sempre feliz, depois desses sonhos...
Eu sempre imaginara, ser o céu um lugar muito lindo, cheio de anjos, e também de pessoas boas e sinceras, onde jamais houvera sofrimentos, e também discórdias entre as pessoas.
Eu já era uma adolescente quase, e já passara para a quinta série, meu irmãozinho até cinco anos, não frequentara nenhuma escola, e nem creche também, como minha mãe não trabalhava fora, ela optara, por não colocá-lo em escolas, antes do tempo.
O que era bom, ele pudera dormir até mais tarde, vira televisão, brincara, enfim curtira bastante a sua infância.
Quando meu padrasto ficava de férias, eles viajavam e eu ficava na casa de uma vizinha nossa a dona Rafaela.
Eu até gostava, ela era muito boa para mim, deixava eu colocar meus vestidos bonitos depois do banho, e também deixava eu ir brincar á tardinha, sempre me aconselhando para tomar cuidado, e marcava um horário para eu voltar.
Eu me sentira amada mediante suas recomendações, adorava os jantares simples e deliciosos que ela sempre preparava, depois ela colocava café na caneca de ágata e me servia, pois ela sabia que eu adorava café.

Rafaela sempre fora o lado bom de minha história, a fada ,o encanto, um vento refrescante em pleno e causticante verão.
O tempo comumente passando e minha adolescência começara a fazer de mim uma pessoa em conflitos, tinha uma nítida sensação de que adolescer,literalmente seria adoecer, quando uma pequena espinha na ponta do nariz, me deixara arrasada.
Depois quando somos adultos, as espinhas nos passam uma sensação até de jovialidade, mas o grande terror da adolescência, sempre foram as espinhas.
Gostara de andar sozinha pelos calçadões e apreciar as roupas e os calçados nas lojas,a primavera não passava despercebida, mas outros atrativos houveram entrado em minha vida sem pedir licença.
Os meninos todos eram notados por mim, quando antes eram apenas amiguinhos nas brincadeiras de amarelinhas e pular corda, na adolescência conversávamos sobre filmes e livros também.
Gostava de por batom, e colocar um discreto perfume, cuidava dos cabelos e gostava de ficar horas em frente ao espelho procurando os defeitos citados pela minha mãe.
Ás vezes, eles eram gritantes, e em outras,eu não conseguia identificá-los.
Tinha um menino muito lindo em minha classe que se chamava Marcelo, mas eu soubera por altos que ele tinha uma namorada que estudava em outra escola, então sempre me limitara a amizade, e sentira nela uma pessoa muito legal.
Meu irmãozinho agora com cinco anos, entrara ano do parquinho, mas já sabia ler bastante coisa,eu ficara feliz porque o ensinara em casa brincando de escolinha.
Ele já não dava grandes trabalhos em casa, então sobrara mais tempo para eu estudar, fazer minhas lições depois dos afazeres domésticos.
As brigas entre minha mãe e meu padrasto eram mais constantes, pois ele saia para beber quase todos os dias, uma vez ouvira uma amiga de minha mãe aconselhá-la, a frequentar o A.A, Alcoólicos Anônimos.
Uma comunidade internacional de mulheres e homens de todas os coeficientes da sociedade que se ajuntam para impetrar e sustentara sobriedade diuturna juntos.
Existem grupos de A.A. em muitos países disse ela á minha mãe.
Alcoólicos Anônimos, é uma Confraria de homens e mulheres que partilham, entre si, suas conhecimentos, forças e esperanças afim de resolver seu problema comum, e ajudar os outros a se recuperarem do alcoolismo.
Quando se tem um problema sozinho, tão diferente, mas quando dividido com outrem, torna-se mais fácil superá-lo