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sábado, 28 de dezembro de 2013

RETOMADA PROSA DO LIVRO_INTERNALIZANDO

Embora, aparentemente piegas, porém eu continuara acreditando no amor, pois quando amar vale a pena, como uma flor plantada num vaso, convém amparar,regar ,remexer a terra ressequida ,para que este refloresça cada vez mais.
E meu coração poético, sempre me ensinara algo a mais sobre esse sentimento, também meu coração poético, intempestivo, impaciente desembestara na frente, mediante quaisquer circunstâncias, ignorando totalmente a voz da razão.
Este meu coração secular, que me fizera errar muito, e amar muito também, judiara de mim o equivalente a séculos de existência, em apenas um dia.
Judiara pela intempestividade, e também pelo remorso, que esta causa depois.
Quem me dera, pudera eu, controlar mais meu coração, impedindo quando este saíra pela voz, pelo pensamento, pela emoção.
Simplesmente este estranho tão conhecido, quisera chegar a um consenso, a uma conclusão, mas antes, disparara em direção aos caminhos mais cheios de pedregulhos,se jogando entre os espinhos, se ferindo e me machucando inteira.
Um coração que arrasta consigo tudo que pode e deve, e tudo que não pode e nem deve também, acumulando dentro de meus compartimentos, uma multidão de sentimentos para eu transformá-los em saudade, e tudo fora virando saudade, e tudo vira saudade.
As ruas, as esquinas, as pessoas que simplesmente deixam algum resquício dentro deste coração exagerado, ocupam sempre um grande espaço, onde eu ficara em dias imaginando, até quando arranjara espaço para tal.
Ás vezes ele sumira, e me largara a sua procura dentro de mim,escondido,amuado nem se manifestara, e ainda, com muita propriedade o faz.
Então, um silêncio profundo, vai se apoderando dos meus espaços, enquanto este palpita fingindo ser indolentemente, dentre meu peito, que quase partira, por milhões de vezes.
Depois como um anjo benevolente se achega, envolvendo minha alma de amores tantos, assim, este tal me assegurara milhões de vezes , “como é doce amar.”

E continua no mesmo ritmo,ora tão lento e calmo,ora desenfreadamente esbaforido, buscando as respostas que a essência ainda ignora, que a vida ainda recusara.
E dentre este emaranhado,eu vivera e revivera meus momentos, minhas confusões, minhas arrumações perfeitas ventilando a consciência, enchendo-me de alegria.
Quanto aos questionamentos, jamais eu contara com este, pois sempre me levara, pelos caminhos mais difíceis, alegando que eu precisara de crescimento espiritual, alegando um carecer de complacência total.
A minha vida caminha ante as sístoles milenares, que me proporcionaram uma vida,ora agitada,ora calmaria demais, mas entrar em sintonia com a voz silenciosa do mesmo, implica numa extremada gratificação.
Coração que se estarrecera tantas vezes mediante as belezas da vida, e as tristezas também, e geralmente, quisera sempre, carregar o que nunca pudera.
Entretanto, tivera comigo a sensação, de que a razão de fato, sofrera muito mediante as determinações deste doce acintoso, e juntamente com ela, todo meu ser, toda minha constituição, que sempre parecera ser formada apenas de coração.
Um dia este coração acintoso, se manterá calado, e para sempre, e juntamente com o pensamento, estipulará á consciência seguir seu curso.
Acredito então, que mediante tantos mistérios que a vida oferece, pairará sobre quaisquer circunstâncias, que a voz muda de um coração doce, terá o poder decisivo em minha caminhada.
E todo sofrimento,aparentemente,causado pelo mesmo, se transformará numa sombra fresca sob a proteção das nuvens, sob os ciprestes do caminho, agitados pelo vento, sob todas as saudades que ainda poderão vingar em reencontros, numa ciranda de abraços, igualmente feitos do mais puro dos sentimentos carregado simplesmente e unicamente pela doce teimosia das tardes aglomeradas dentro da alma.
Ás noites, mil estrelas conversarão entre si,em luzes oscilantes, bruxuleantes, plagiando um coração que então dormira, transportando consigo um corpo ,uma história e naturalmente, um grande amor, improvisado de todos os amores, que a vida confrontara, porém o coração, acelerado, apressado, carregara consigo.
Uma retomada, num misto entre a consternação e a alacridade, mas de formosura tamanha arrebanhada pelo coração.