Embora,
aparentemente piegas, porém eu continuara acreditando no amor, pois quando amar
vale a pena, como uma flor plantada num vaso, convém amparar,regar ,remexer a
terra ressequida ,para que este refloresça cada vez mais.
E meu
coração poético, sempre me ensinara algo a mais sobre esse sentimento, também
meu coração poético, intempestivo, impaciente desembestara na frente, mediante
quaisquer circunstâncias, ignorando totalmente a voz da razão.
Este
meu coração secular, que me fizera errar muito, e amar muito também, judiara de
mim o equivalente a séculos de existência, em apenas um dia.
Judiara
pela intempestividade, e também pelo remorso, que esta causa depois.
Quem
me dera, pudera eu, controlar mais meu coração, impedindo quando este saíra
pela voz, pelo pensamento, pela emoção.
Simplesmente
este estranho tão conhecido, quisera chegar a um consenso, a uma conclusão, mas
antes, disparara em direção aos caminhos mais cheios de pedregulhos,se jogando
entre os espinhos, se ferindo e me machucando inteira.
Um
coração que arrasta consigo tudo que pode e deve, e tudo que não pode e nem
deve também, acumulando dentro de meus compartimentos, uma multidão de
sentimentos para eu transformá-los em saudade, e tudo fora virando saudade, e
tudo vira saudade.
As
ruas, as esquinas, as pessoas que simplesmente deixam algum resquício dentro
deste coração exagerado, ocupam sempre um grande espaço, onde eu ficara em dias
imaginando, até quando arranjara espaço para tal.
Ás
vezes ele sumira, e me largara a sua procura dentro de mim,escondido,amuado nem
se manifestara, e ainda, com muita propriedade o faz.
Então,
um silêncio profundo, vai se apoderando dos meus espaços, enquanto este palpita
fingindo ser indolentemente, dentre meu peito, que quase partira, por milhões
de vezes.
Depois
como um anjo benevolente se achega, envolvendo minha alma de amores tantos,
assim, este tal me assegurara milhões de vezes , “como é doce amar.”
E
continua no mesmo ritmo,ora tão lento e calmo,ora desenfreadamente esbaforido,
buscando as respostas que a essência ainda ignora, que a vida ainda recusara.
E
dentre este emaranhado,eu vivera e revivera meus momentos, minhas confusões, minhas
arrumações perfeitas ventilando a consciência, enchendo-me de alegria.
Quanto
aos questionamentos, jamais eu contara com este, pois sempre me levara, pelos
caminhos mais difíceis, alegando que eu precisara de crescimento espiritual,
alegando um carecer de complacência total.
A
minha vida caminha ante as sístoles milenares, que me proporcionaram uma
vida,ora agitada,ora calmaria demais, mas entrar em sintonia com a voz
silenciosa do mesmo, implica numa extremada gratificação.
Coração
que se estarrecera tantas vezes mediante as belezas da vida, e as tristezas
também, e geralmente, quisera sempre, carregar o que nunca pudera.
Entretanto,
tivera comigo a sensação, de que a razão de fato, sofrera muito mediante as
determinações deste doce acintoso, e juntamente com ela, todo meu ser, toda
minha constituição, que sempre parecera ser formada apenas de coração.
Um
dia este coração acintoso, se manterá calado, e para sempre, e juntamente com o
pensamento, estipulará á consciência seguir seu curso.
Acredito
então, que mediante tantos mistérios que a vida oferece, pairará sobre
quaisquer circunstâncias, que a voz muda de um coração doce, terá o poder
decisivo em minha caminhada.
E
todo sofrimento,aparentemente,causado pelo mesmo, se transformará numa sombra
fresca sob a proteção das nuvens, sob os ciprestes do caminho, agitados pelo
vento, sob todas as saudades que ainda poderão vingar em reencontros, numa
ciranda de abraços, igualmente feitos do mais puro dos sentimentos carregado
simplesmente e unicamente pela doce teimosia das tardes aglomeradas dentro da
alma.
Ás noites, mil estrelas conversarão entre
si,em luzes oscilantes, bruxuleantes, plagiando um coração que então dormira,
transportando consigo um corpo ,uma história e naturalmente, um grande amor,
improvisado de todos os amores, que a vida confrontara, porém o coração,
acelerado, apressado, carregara consigo.
Uma
retomada, num misto entre a consternação e a alacridade, mas de formosura
tamanha arrebanhada pelo coração.