Álvaro
meu colega de trabalho, as vezes saia comigo, para dançarmos, e voltávamos para
casa leves e descontraídos.
Ele soubera de toda minha vida, pois fora
sempre meu confidente, porém entre nós, fluía apenas amizade.
Uma
vez ele bebeu muito, e eu o levei para casa, naquele dia havíamos saído com meu
carro, de vez em quando ele tomava todas
e ficava muito mal.
Eu
entendera ninguém perfeito, mas a bebida na vida dele era um
agravante mesmo.
E quando tudo passava, ele me pedia
desculpas, porém depois de algum tempo, o porre voltava a incorrer.
Aos
poucos meu coração se fechara para um namorado, mas Álvaro era um amigo
incrível!
E mediante a terapia, descobrira, que
devido meus problemas de infância e adolescência ,eu poderia atrair
relacionamentos abusivos.
Como
fora o caso de Rosana.
Eu
cuidava muito de minha aparência, flexionava o meu amor próprio e tentava
sempre alimentar a minha fé.
Ás
vezes, eu ficara observando São Paulo á noite, e dentro de mim, crescia uma
inspiração, mas não conseguira me imaginar com alguém.
Parecera que a face do amor, houvera
desaparecido de meu mundo, nem do rosto de Mateus eu me lembrara mais.
Meu
inconsciente, se incumbira , de apagar o
rosto de Mateus de minha lembrança, evitando sofrimento.
Depois
eu comparara com as fotos das redes sociais, então pareciam outras pessoas,
todas sorridentes e esbanjando felicidade, esbanjando cumplicidade e amizades
também.
Então começara a imaginar dois mundos
completamente divergentes, o mundo real ,e o mundo virtual.
Ás
vezes numa fila de supermercado eu conseguia conversar com alguém, outras vezes
,ficava apenas na tentativa, pois as pessoas se mantinham fechadas e em
posturas intocáveis.
Eu
e Álvaro, apesar de minhas contestações sobre os porres que ele tomava, nos
dávamos muito bem,aos domingos eu cozinhava para ele, sua família morava no Sul
e ele, assim como eu se sentia muito só.
Enquanto
eu preparava o almoço ele tocava e cantava músicas para eu ouvir, contava fatos
de sua infância e ríamos muito.
Depois
do almoço, visitávamos as galerias no centro de São Paulo, tomávamos sorvete,
enfim nos adaptamos a essa grande metrópole, da qual tanto reclamamos ,mas que
nos prende o coração.
Ele
gostava muito de fazer fotografias, então ficávamos tirando fotos da
arquitetura magnífica de São Paulo.
Depois ele mandava colocar em portas
retratos e enchia meu apartamento, que mais parecia um ateliê de fotografias
espetaculares.
Pois
ele tinha um olhar artístico e sabia quais eram os melhores ângulos, sem nada
estudar, apenas por talento mesmo.