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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

FRAGMENTO DO ROMANCE_AMOR SEM ROSTO

Álvaro meu colega de trabalho, as vezes saia comigo, para dançarmos, e voltávamos para casa leves e descontraídos.
 Ele soubera de toda minha vida, pois fora sempre meu confidente, porém entre nós, fluía apenas amizade.
Uma vez ele bebeu muito, e eu o levei para casa, naquele dia havíamos saído com meu carro, de vez em quando ele  tomava todas e ficava muito mal.
Eu entendera  ninguém  perfeito, mas a bebida na vida dele era um agravante mesmo.
E quando tudo passava, ele me pedia desculpas, porém depois de algum tempo, o porre voltava a incorrer.
Aos poucos meu coração se fechara para um namorado, mas Álvaro era um amigo incrível!
E mediante a terapia, descobrira, que devido meus problemas de infância e adolescência ,eu poderia atrair relacionamentos abusivos.
Como fora o caso de Rosana.
Eu cuidava muito de minha aparência, flexionava o meu amor próprio e tentava sempre alimentar a minha fé.
Ás vezes, eu ficara observando São Paulo á noite, e dentro de mim, crescia uma inspiração, mas não conseguira me imaginar com alguém.
 Parecera que a face do amor, houvera desaparecido de meu mundo, nem do rosto de Mateus eu me lembrara mais.
Meu inconsciente,  se incumbira , de apagar o rosto de Mateus de minha lembrança, evitando sofrimento.
Depois eu comparara com as fotos das redes sociais, então pareciam outras pessoas, todas sorridentes e esbanjando felicidade, esbanjando cumplicidade e amizades também.
 Então começara a imaginar dois mundos completamente divergentes, o mundo real ,e o mundo virtual.
Ás vezes numa fila de supermercado eu conseguia conversar com alguém, outras vezes ,ficava apenas na tentativa, pois as pessoas se mantinham fechadas e em posturas intocáveis.
Eu e Álvaro, apesar de minhas contestações sobre os porres que ele tomava, nos dávamos muito bem,aos domingos eu cozinhava para ele, sua família morava no Sul e ele, assim como eu se sentia muito só.
Enquanto eu preparava o almoço ele tocava e cantava músicas para eu ouvir, contava fatos de sua infância e ríamos muito.
Depois do almoço, visitávamos as galerias no centro de São Paulo, tomávamos sorvete, enfim nos adaptamos a essa grande metrópole, da qual tanto reclamamos ,mas que nos prende o coração.
Ele gostava muito de fazer fotografias, então ficávamos tirando fotos da arquitetura magnífica de São Paulo.
Depois ele mandava colocar em portas retratos e enchia meu apartamento, que mais parecia um ateliê de fotografias espetaculares.
Pois ele tinha um olhar artístico e sabia quais eram os melhores ângulos, sem nada estudar, apenas por talento mesmo.