Eu
adiantava todos os afazeres, para
ficar com eles o tempo todo.
Mesmo
assim, falhei muito como
mãe, por falta de experiência, mediante o que sei hoje, mas mãe, jamais implica alguma coisa pronta, mas sim, uma linda
aprendizagem.
Passei
a escrever histórias infantis,
e ler para os dois, que adoravam, e
a cada dia, me pediam uma nova história.
A
partir daí, boa parte de minha infância, parece ter retornado.
Meu
filho e minha filha, adoravam minhas histórias, adoravam animais, e eu ficava
muito feliz por isso.
Quanto eu sentia saudade de minha família,
minhas irmãs já casadas e com filhos.
Então com minha filha
e meu filho já adolescentes, viajávamos para a pequena Dobrada, meu pai ,se sentindo fraco e debilitado veio a falecer, minha
mãe depois de uns tempos, se foi também.
E com
eles, parte de meus sonhos de adolescentes, quando sonhava em poder dar-lhes uma vida
maravilhosa.
Meus
filhos foram crescendo,
e eu me sentia um
pouco solitária, pois meu marido trabalhava muito e raramente estava em casa.
Nosso
relacionamento parecia frio e distante,eu me preocupava muito com isso, pois
tinha muito medo de tudo.
Medo
que meu casamento acabasse, e eu não conseguisse mais, viver dessa maneira,
apenas de aparência, enganando a mim mesma, e o pior, dar péssimo exemplo de felicidade, a meus filhos.
Mas
a Roberta e o Rodrigo eram tranquilos, pois meu relacionamento com o pai deles
nunca foi turbulento, foi acabando como os ventos noturnos, que não são vistos,
apenas pressentidos, pois vão gelando o corpo, adentrando a alma.
Voltei
a estudar e concluir a faculdade, comecei a ter
crises homéricas de depressão, resolvi também fazer terapia.
E com
a terapia,vieram á tona, minhas lembranças, até então encerradas dentro de
mim,e a grande revelação de que meu casamento estava por um triz
Lutei
por dez anos contínuos, para que este não acabasse, mas infelizmente, em comum
acordo, deixei minha casa .
Quando,
minha filha e meu filho cursando
faculdade, não os levei, para não os privar do conforto de onde
morávamos.
A
separação soava como um fracasso, perante mim,passei a gostar das coisas mais
práticas, a curtir rock, e evitar músicas românticas.
Pois
estas me faziam sofrer e ás vezes, ir ás lágrimas.
Nessa
época eu lecionava, e dobrei a carga horária, então quando saía era muito cedo
e só voltava á casa, depois da meia noite.
Fui
perdendo aos poucos, contatos com as pessoas, inclusive de minhas irmãs, que
não digeriram bem minha separação.
A
minha vida se resumia, de casa para a escola, e da escola para casa, não
sobrando tempo, nem para cuidar de minhas coisas.
Tais
como, pagar aluguel, luz ,telefone, como tinha muita amizade e confiança,
confiei ao meu ex marido, que já aposentado, se incumbiu de cuidar dessa parte
para mim.
A
vida foi passando, e eu me acostumando á
nova vida, quando mudei de escola, tinha tempo para cuidar das finanças.
Então
pegando meu ordenado na mão, comecei a organizar minha vida bem melhor.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha