Naquela
semana se beijaram todos os dias, e ficaram viciados nos beijos, um do outro.
E
como efeito colateral, os beijos trouxeram a paixão, então os dois quando
andavam pareciam flutuarem.
A
mãe de Flora percebera logo essa mudança na filha, ela até rezou para sua santa
predileta e agradecera, esperando que Flora encontrasse um tempo para lhe
contar.
E
agora, quase flutuando, a criatividade ficara desacelerada, então Flora dissera
á Beatriz:
Mamãe!
A
paixão vai me levar embora.
A
mãe assustada disse:
Como
assim minha filha?
Ela
respondeu:
Augusto,
o nome da obra de arte, que provocara paixão em mim.
Depois
continuou...
Estou
totalmente atordoada de amor!
E
tem mais...
Os
nossos beijos conseguem levar nossos corpos pelos ares!
Sua
mãe vibrara, mas disfarçou.
Naquela
tarde elas saíram juntas, coisa, que quase nunca faziam e foi uma tarde
bastante prazerosa, conversaram muito e tomaram sorvete na praça.
Claro
que Flora dera um jeitinho de compensar o passeio pintando um pequeno cenário
que vira num canto da praça e achara encantador.
Mas
o encanto da paixão fizera um efeito maravilhoso na vida da linda Flora.
Logo
depois Augusto convidou Flora para conhecer a tia Lorena.
Durante
a semana programaram o dia e tudo ficara combinado, mas enquanto isso, iam
pondo suas ideias em pratica e criando muitas coisas.
Agora
eles tinham muito que conversarem, além dos beijos e abraços, deixaram um
pequeno espaço para a criatividade.
Mas,
as vezes, a paixão era tanta, que não sobrava mais espaço para nada, eles
diziam, que a paixão fora egoísta demais com eles .
E riam muito!
O
riso também era fruto do amor e da paixão, estavam extremamente felizes, e os
olhos cinzas de Flora estavam estupidamente lindos e brilhantes, que causavam
inveja aos pirilampos e também ás estrelas, sua pele dava inveja aos pêssegos
mais aveludados do outono.
Um
vento suave soprava sobre Jambeiro, derrubando jambos á vontade no chão.
As
crianças da cidade vinham catá-los e faziam reuniões sob a copa dos mesmos, e a
passarinhada também fazia festa e se regalava de doçura.
Flora
percebera que andava mais distraída agora, nenhuma ideia saltava, roubando lhe
o tempo, que agora era todo de Augusto.
Augusto
vivendo o mesmo sentimento, deixava tia Lorena mais tranquila também, quando
até então ele vivia sem tempo para nada.
Flora
o envolvera com seu cheiro, sua graça, que seus espaços permaneciam preenchidos
por grande paixão.
Ele contara a sua tia, que a traria
para conhecê-la
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha