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domingo, 3 de fevereiro de 2013

FRAGMENTO DO ROMANCE_FLORA E O TEMPO


Naquela semana se beijaram todos os dias, e ficaram viciados nos beijos, um do outro.
E como efeito colateral, os beijos trouxeram a paixão, então os dois quando andavam pareciam flutuarem.
A mãe de Flora percebera logo essa mudança na filha, ela até rezou para sua santa predileta e agradecera, esperando que Flora encontrasse um tempo para lhe contar.
E agora, quase flutuando, a criatividade ficara desacelerada, então Flora dissera á Beatriz:
Mamãe!
A paixão vai me levar embora.
A mãe assustada disse:
Como assim minha filha?
Ela respondeu:
Augusto, o nome da obra de arte, que provocara paixão em mim.
Depois continuou...
Estou totalmente atordoada de amor!
E tem mais...
Os nossos beijos conseguem levar nossos corpos pelos ares!
Sua mãe vibrara, mas disfarçou.
Naquela tarde elas saíram juntas, coisa, que quase nunca faziam e foi uma tarde bastante prazerosa, conversaram muito e tomaram sorvete na praça.
Claro que Flora dera um jeitinho de compensar o passeio pintando um pequeno cenário que vira num canto da praça e achara encantador.
Mas o encanto da paixão fizera um efeito maravilhoso na vida da linda Flora.
Logo depois Augusto convidou Flora para conhecer a tia Lorena.
Durante a semana programaram o dia e tudo ficara combinado, mas enquanto isso, iam pondo suas ideias em pratica e criando muitas coisas.
Agora eles tinham muito que conversarem, além dos beijos e abraços, deixaram um pequeno espaço para a criatividade.
Mas, as vezes, a paixão era tanta, que não sobrava mais espaço para nada, eles diziam, que a paixão fora egoísta demais com eles .
E riam muito!
O riso também era fruto do amor e da paixão, estavam extremamente felizes, e os olhos cinzas de Flora estavam estupidamente lindos e brilhantes, que causavam inveja aos pirilampos e também ás estrelas, sua pele dava inveja aos pêssegos mais aveludados do outono.
Um vento suave soprava sobre Jambeiro, derrubando jambos á vontade no chão.
As crianças da cidade vinham catá-los e faziam reuniões sob a copa dos mesmos, e a passarinhada também fazia festa e se regalava de doçura.
Flora percebera que andava mais distraída agora, nenhuma ideia saltava, roubando lhe o tempo, que agora era todo de Augusto.
Augusto vivendo o mesmo sentimento, deixava tia Lorena mais tranquila também, quando até então ele vivia sem tempo para nada.
Flora o envolvera com seu cheiro, sua graça, que seus espaços permaneciam preenchidos por grande paixão.
Ele contara a sua tia, que a traria para conhecê-la

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Izildinha