Incrivelmente
eu vira as atitudes, do Edson meu marido em minha filha, os olhos claros, a
tranquilidade, e também o sorriso fácil.
Eu
sentia por ele uma gratidão imensa, um presente do céu em minha vida ,e na vida
das pessoas que eu tanto amava.
Meu
irmão também ,já tinha um filho ruivinho, com sete anos de idade chamado
Leonel, filho dele com Estela que era uma criança encantadora.
Eduarda
já soubera sobre o pai de sangue, mas amava o Edson como pai verdadeiro.
Meus
pais estavam mais tranquilos e aposentados, podiam viajar sem preocupações,
enquanto vivíamos felizes com nossos filhos eu e meu irmão também.
Ás
vezes eu tinha algumas discussões com Edson, por causa da Eduarda, ele a mimava
muito fazendo-lhe todos os gostos, e como eu fora criada de maneira diferente,
estranhava muito.
Eduarda
já era uma mulher linda e encantadora, tinha um montão de pretendentes, mas
parecia focada nos estudos.
Dizia que ia cursar medicina numa
faculdade federal, e que precisava estar focada nos estudos.
Depois
de casados eu e Edson pensamos em ter outro filho, mas eu nunca engravidara.
Num dado momento Edson me dissera que era estéril, e nunca mais tocamos no assunto.
Em
todas as férias viajávamos muito, conhecendo lugares incríveis do Brasil o
Edson adorava me apresentar praias maravilhosas, hotéis ,cidades dizendo que
depois de explorado bem o Brasil, começaríamos pela Europa e desvendaríamos o
mundo.
Eu,que
sempre fora de família humilde, ficava estarrecida ,e quando estava junto de
minha amiga Janaína, relatava isso á ela.
Ela também viajava muito, tinha um filho
adolescente de doze anos chamado Augusto que frequentava minha casa e sempre a
Eduarda estudava matemática com ele para melhorar nas notas.
Um
dia caminhando pela rua,eu vira o irmão mais velho de Eduardo, reconhecera, não
sei como, mas tinha certeza absoluta que era ele.
Na época eu achava que ele sentia uma
certa antipatia gratuita por mim,mas nunca me preocupei com isso.
Ao
vê-lo, apressei o passo ,como se estivesse fugindo de alguma coisa, fiz isso
inconsciente, acreditando que Eduardo já não representava nada em minha vida e
que o pai de minha filha era o Edson.
De
repente ouvi ele me chamando pelo nome, voltei-me e ele insistiu, que precisava
conversar comigo, meio sem ação titubeei um pouco, mas quando dei por
mim,estava eu a ouvir o que ele tinha a me dizer.
Então,me
primeiro lugar, perguntou como eu estava e se tudo estava em ordem.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha