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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

FRAGMENTO DO LIVRO_COMEÇO DE PRIMAVERA


Incrivelmente eu vira as atitudes, do Edson meu marido em minha filha, os olhos claros, a tranquilidade, e também o sorriso fácil.
Eu sentia por ele uma gratidão imensa, um presente do céu em minha vida ,e na vida das pessoas que eu tanto amava.
Meu irmão também ,já tinha um filho ruivinho, com sete anos de idade chamado Leonel, filho dele com Estela que era uma criança encantadora.
Eduarda já soubera sobre o pai de sangue, mas amava o Edson como pai verdadeiro.
Meus pais estavam mais tranquilos e aposentados, podiam viajar sem preocupações, enquanto vivíamos felizes com nossos filhos eu e meu irmão também.
Ás vezes eu tinha algumas discussões com Edson, por causa da Eduarda, ele a mimava muito fazendo-lhe todos os gostos, e como eu fora criada de maneira diferente, estranhava muito.
Eduarda já era uma mulher linda e encantadora, tinha um montão de pretendentes, mas parecia focada nos estudos.
 Dizia que ia cursar medicina numa faculdade federal, e que precisava estar focada nos estudos.
Depois de casados eu e Edson pensamos em ter outro filho, mas eu nunca engravidara.
 Num dado momento Edson me dissera que era estéril, e nunca mais tocamos no assunto.
Em todas as férias viajávamos muito, conhecendo lugares incríveis do Brasil o Edson adorava me apresentar praias maravilhosas, hotéis ,cidades dizendo que depois de explorado bem o Brasil, começaríamos pela Europa e desvendaríamos o mundo.
Eu,que sempre fora de família humilde, ficava estarrecida ,e quando estava junto de minha amiga Janaína, relatava isso á ela.
 Ela também viajava muito, tinha um filho adolescente de doze anos chamado Augusto que frequentava minha casa e sempre a Eduarda estudava matemática com ele para melhorar nas notas.
Um dia caminhando pela rua,eu vira o irmão mais velho de Eduardo, reconhecera, não sei como, mas tinha certeza absoluta que era ele.
Na época eu achava que ele sentia uma certa antipatia gratuita por mim,mas nunca me preocupei com isso.
Ao vê-lo, apressei o passo ,como se estivesse fugindo de alguma coisa, fiz isso inconsciente, acreditando que Eduardo já não representava nada em minha vida e que o pai de minha filha era o Edson.
De repente ouvi ele me chamando pelo nome, voltei-me e ele insistiu, que precisava conversar comigo, meio sem ação titubeei um pouco, mas quando dei por mim,estava eu a ouvir o que ele tinha a me dizer.
Então,me primeiro lugar, perguntou como eu estava e se tudo estava em ordem.

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Izildinha