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sábado, 29 de dezembro de 2012

FRAGMENTO DO ROMANCE_ETERNA POSSIBILIDADE


Ele logo aprendera a sugar o leite direitinho, e eu olhava encantada para aquela criança linda em meu colo.
A Janaína e o Marcos também ficavam boquiabertos, enfim era nossa vida tocando em frente, João seria nosso seguidor, e sentíamos uma responsabilidade imensa, tão imensa, quanto o amor que nos envolvia.
Janaína e Marcos estavam em horário de almoço e Marcos deu uma carona a ela.
Aquela tarde o bebê ficou no quarto e os pais de Marcos quando vieram nos visitar, puderam vê-lo.
Era o primeiro neto, pois a Léia e o Breno ainda não tinham filhos.
 Eles ficaram extasiados pareciam duas crianças diante de um lindo brinquedo, emocionados com os olhos cheios de lágrimas também, a vida em si, significa todo encanto do mundo desde quando inicia, até quando termina.
 Eu pensara muito em minha mãe, nos posteriores dias, devia ter sido muito difícil para ela entregar um bebê ao orfanato, também pensei no meu pai.
Onde andaria?
Quem seria ele?
Agora vivendo a grande experiência de ser mãe, pudera avaliar tanta coisa, mesmo porque, o fato de ser mãe era tão gratificante quanto assustador, ainda bem que tinha o Marcos junto.
O pai!
Eleonora viera me visitar trazendo presentes, olhando demoradamente para o bebê, depois conversou comigo bastante e quando ela se fora ,já era  tarde.
João ficara o tempo todo no colo dela.
Nosso bebê crescera forte, e a medida que o tempo passava ele ficava mais parecido com o Marcos, era uma miniatura de meu marido,  esperto, brincalhão, e cada dia nos encantara mais.
A Janaína tinha uma menina linda, que se chamava Mirela, era um encanto de criança, de vez em quando saíamos com nossas crianças para darmos um passeio.
E aos domingos e feriados, andávamos os quatro no parque e nossas crianças corriam, brincavam felizes.
Meu filho já estava com sete anos, e voltei a receber os antigos trotes, isso começou me deixar apavorada, não por mim,mas temia pelo meu filho e lhe pedi que não desse atenção  á nenhuma pessoa desconhecida.
Um sábado á tarde ,o interfone tocou e era a mesma voz, fiquei apavorada, falei com o Marcos ele sugeriu chamar a polícia.
Mas como o condomínio era seguro, disse que desceria para falar com a pessoa.
Quando desci, estava uma senhora com ares de bem cuidada, e cumprimentou e me, dizendo que conhecera minha mãe, e que nesses anos todos, ela tanto desejara falar comigo, e que ela me conhecia.
Eu fiquei meio descontrolada, pois a aquela altura de minha vida, não tivera certeza se quisera ou não, mexer numa história que poderia  trazer-me, emoções desnecessárias, mas por outro lado, agora não tivera como regredir, pois despertara em mim curiosidades, ou outros sentimentos.
Disse a ela, que eu precisara de um tempo para pensar.
De imediato não me ocorrera nada...

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Izildinha