Ele
logo aprendera a sugar o leite direitinho, e eu olhava encantada para aquela
criança linda em meu colo.
A
Janaína e o Marcos também ficavam boquiabertos, enfim era nossa vida tocando em
frente, João seria nosso seguidor, e sentíamos uma responsabilidade imensa, tão
imensa, quanto o amor que nos envolvia.
Janaína
e Marcos estavam em horário de almoço e Marcos deu uma carona a ela.
Aquela
tarde o bebê ficou no quarto e os pais de Marcos quando vieram nos visitar,
puderam vê-lo.
Era
o primeiro neto, pois a Léia e o Breno ainda não tinham filhos.
Eles ficaram extasiados pareciam duas crianças
diante de um lindo brinquedo, emocionados com os olhos cheios de lágrimas
também, a vida em si, significa todo encanto do mundo desde quando inicia, até
quando termina.
Eu pensara muito em minha mãe, nos posteriores
dias, devia ter sido muito difícil para ela entregar um bebê ao orfanato,
também pensei no meu pai.
Onde andaria?
Quem
seria ele?
Agora
vivendo a grande experiência de ser mãe, pudera avaliar tanta coisa, mesmo
porque, o fato de ser mãe era tão gratificante quanto assustador, ainda bem que
tinha o Marcos junto.
O
pai!
Eleonora
viera me visitar trazendo presentes, olhando demoradamente para o bebê, depois
conversou comigo bastante e quando ela se fora ,já era tarde.
João
ficara o tempo todo no colo dela.
Nosso
bebê crescera forte, e a medida que o tempo passava ele ficava mais parecido
com o Marcos, era uma miniatura de meu marido,
esperto, brincalhão, e cada dia nos encantara mais.
A
Janaína tinha uma menina linda, que se chamava Mirela, era um encanto de
criança, de vez em quando saíamos com nossas crianças para darmos um passeio.
E
aos domingos e feriados, andávamos os quatro no parque e nossas crianças
corriam, brincavam felizes.
Meu
filho já estava com sete anos, e voltei a receber os antigos trotes, isso
começou me deixar apavorada, não por mim,mas temia pelo meu filho e lhe pedi
que não desse atenção á nenhuma pessoa
desconhecida.
Um
sábado á tarde ,o interfone tocou e era a mesma voz, fiquei apavorada, falei
com o Marcos ele sugeriu chamar a polícia.
Mas
como o condomínio era seguro, disse que desceria para falar com a pessoa.
Quando
desci, estava uma senhora com ares de bem cuidada, e cumprimentou e me, dizendo
que conhecera minha mãe, e que nesses anos todos, ela tanto desejara falar
comigo, e que ela me conhecia.
Eu
fiquei meio descontrolada, pois a aquela altura de minha vida, não tivera
certeza se quisera ou não, mexer numa história que poderia trazer-me, emoções desnecessárias, mas por
outro lado, agora não tivera como regredir, pois despertara em mim
curiosidades, ou outros sentimentos.
Disse
a ela, que eu precisara de um tempo para pensar.
De
imediato não me ocorrera nada...
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha