Quando
me encontrava com Michel,me sentia feliz, e sem transferir nenhuma
responsabilidade a ele, mas sim, o fato de me redescobrir, em um prisma bem melhor.
Assim,eu
fora me
amparando interiormente, deixando as culpas todas de lado, e
me perdoando aos poucos.
Podendo assim novamente
me reinventar, e me entender como uma pessoa com direito
á felicidade.
Muitas
vezes, vamos nos confidenciar com outras pessoas, as quais podem nos ajudar.
Contudo também
,corremos o risco de termos nossos caminhos
deturpados, não por culpa de outrem, mas por despreparo dos mesmos.
O
melhor conselheiro,
mora dentro de nós, quando nos enveredamos, para o caminho da retidão, dos
verdadeiros valores.
Só quando
estamos aptos,
a nos colocarmos no lugar do outro,
podemos assumir uma relação afetiva com alguém, caso contrário, vamos causar
uma catástrofe na vida dessa pessoa.
Portanto o auto conhecimento ,e o
amor próprio são imprescindíveis.
O
amor assenta vida e graça, em tudo que temos e fazemos, as vezes, quando nossa
alma se ausenta, sentimos a grande falta
do amor.
Da
compreensão também, precisamos de paciência, e as vezes, nem esta conseguimos
captar mediante irritadiça circunstância.
Michel
aos poucos foi se acomodando dentro de meu coração, acostumando a minha vida á dele, de
maneira mais tranquila, então percebemos,
que a fase da paixão havia passado, e o amor entre nós estava se
estabelecendo.
Como
já tínhamos idade suficiente, passamos a morar
juntos, depois
de estabelecermos um controle de nossas finanças.
Ele trabalhava
num banco, e tudo foi elaborado tranquilamente,
a fim de podermos confiar um no
outro e nos ajudarmos mutuamente.
Levi
estava no terceiro ano do Ensino Médio e á noite fazia um cursinho para prestar
medicina, ele era bastante esforçado e amava a companhia de Michel.
Mesmo se
encontrando com o pai de vez em quando, sentia meio distante da figura paterna,
mas com Michel em casa, as coisas foram se equilibrando na cabeça e no coração
de meu filho.
Eu
recomeçara uma nova vida então, tudo estava perfeitamente equilibrado conosco,
parece que a presença de Michel havia preenchido, não somente minha vida, mas a
vida de meu filho também.
Ás
vezes,eu me perguntava porque o Eduardo tinha tanta insegurança, era tão irritado.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha