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domingo, 5 de agosto de 2012

FRAGMENTO DO LIVRO_A ÚLTIMA PALAVRA

Quando me encontrava com Michel,me sentia feliz, e sem transferir nenhuma responsabilidade a ele, mas sim, o fato de me redescobrir, em um prisma bem melhor.
Assim,eu fora me amparando interiormente, deixando as culpas todas de lado, e me perdoando aos poucos.
Podendo assim novamente me reinventar, e me entender como uma pessoa com direito á felicidade.
Muitas vezes, vamos nos confidenciar com outras pessoas, as quais podem nos ajudar.
 Contudo também ,corremos o risco de termos nossos caminhos deturpados, não por culpa de outrem, mas por despreparo dos mesmos.
O melhor conselheiro, mora dentro de nós, quando nos enveredamos, para o caminho da retidão, dos verdadeiros valores.
Só quando estamos aptos, a nos colocarmos no lugar do outro, podemos assumir uma relação afetiva com alguém, caso contrário, vamos causar uma catástrofe na vida dessa pessoa.
Portanto o auto conhecimento ,e o amor próprio são imprescindíveis.
O amor assenta vida e graça, em tudo que temos e fazemos, as vezes, quando nossa alma se ausenta, sentimos  a grande falta do amor.
Da compreensão também, precisamos de paciência, e as vezes, nem esta conseguimos captar mediante irritadiça circunstância.
Michel aos poucos foi se acomodando dentro de meu coração, acostumando a minha vida á dele, de maneira mais tranquila, então percebemos, que a fase da paixão havia passado, e o amor entre nós estava se estabelecendo.
Como já tínhamos idade suficiente, passamos a morar juntos, depois de estabelecermos um controle de nossas finanças.
Ele trabalhava num banco, e tudo foi elaborado tranquilamente, a fim de podermos confiar um no outro e nos ajudarmos mutuamente.
Levi estava no terceiro ano do Ensino Médio e á noite fazia um cursinho para prestar medicina, ele era bastante esforçado e amava a companhia de Michel.
 Mesmo se encontrando com o pai de vez em quando, sentia meio distante da figura paterna, mas com Michel em casa, as coisas foram se equilibrando na cabeça e no coração de meu filho.
Eu recomeçara uma nova vida então, tudo estava perfeitamente equilibrado conosco, parece que a presença de Michel havia preenchido, não somente minha vida, mas a vida de meu filho também.
Ás vezes,eu me perguntava porque o Eduardo tinha tanta insegurança, era tão irritado.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha