Quando
entrava Novembro, uma sensação de acomodação pairava no ar,os pássaros pareciam
ficarem até mais felizes,eu ficava encantada, com o reflorescer dos arvoredos,
dos arbustos, as borboletas esvoaçavam cortando os ares, lembro bem, e em voos
muito altos.
Haviam
naquela região, borboletas das mais variadas cores e estilos, eram uns seres
que me encantavam muito, pois me passavam uma sensação de leveza e de pureza
também.
E num
regato, perto de minha casa, ás vezes, permaneciam por muito tempo, um montão
delas, e de todas as cores, pareciam bailarinas, vagarosamente abrindo as asas
e fechando.
Até
hoje, não sei porque faziam isso, mas era extremamente encantador!
Tudo
era perfeito para mim,enfim,eu era uma criança feliz
Manoela
de Albuquerque, ouvi alguém chamando meu nome, naquela manhã, quando eu me
mantinha muito nervosa, porque fui á escola me matricular.
Senti
firmeza e segurança, ao ver que meu pai estava ali do meu lado, assinou minha
matrícula, isso indicaria, que em fevereiro do próximo ano, começaria uma fase
maravilhosa para mim.
Além
de todas aquelas maravilhas, que eu tinha para me encantar, seriam outras
maravilhas.
O
mundo encantado das letras, entrando em minha vida!
Feliz
voltei para casa, ao lado de meu pai, Manoel de Albuquerque, reiterando,eu
tinha minhas duas lindas irmãs, uma mais velha Lúcia e outra mais nova Mariana.
Quando
eu me levantava de manhã, depois
de tomar o café, ia brincar com minha árvore querida, e nessa época, ela se enchia de florezinhas amarelas,
lindas e cheirosas, e também minha amiga árvore ficava cheia de abelhas.
Elas
zuniam, indo e voltando,eu ficava olhando aquilo, sabia que as abelhas iam
tirar o mel das flores, porém ainda não havia aprendido nada sobre polinização.
Eu
ouvia meu pai dizer, à minha mãe Laura ,
que era época da florada, e do mel, as vezes ele esfregava um capim
cidreira cheiroso, em um caixote
para atrair as abelhas a uma nova moradia.
Precisava ser novinho, não ter cheiro de nada, apenas capim
cidreira, depois ele
fazia uma fumaça para saírem do lugar de onde estavam.
E elas
formavam uma pelota negra no caixote novo.
Era
assim que meu pai extraia os favos
de mel, hoje tanto adoro, mas naquela época,
lembro ,não gostar
muito de mel.
Voltando
aos bambuzais ,á noite eles rangiam muito, e ás vezes, á noite toda, devido ao
forte vento batido no descampado, pois morávamos, numa fazenda de grande porte
de terras.
Eu
ficava observando o que meu pai dizia, e ás vezes depois de adulta,eu, em
determinadas situações, me deparava com as mesmas frases.
E pasma
e dizia:
Olha
aí meu pai me dizendo tudo de novo!
Ele
era um agricultor,simples,magrinho alto e rosto bem afilado e moreno do sol,
era um amante e observador da Natureza era diplomado por ela.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha