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quarta-feira, 25 de julho de 2012

FRAGMENTO DO LIVRO_VENTOS NOTURNOS


Quando entrava Novembro, uma sensação de acomodação pairava no ar,os pássaros pareciam ficarem até mais felizes,eu ficava encantada, com o reflorescer dos arvoredos, dos arbustos, as borboletas esvoaçavam cortando os ares, lembro bem, e em voos muito altos.
Haviam naquela região, borboletas das mais variadas cores e estilos, eram uns seres que me encantavam muito, pois me passavam uma sensação de leveza e de pureza também.
E num regato, perto de minha casa, ás vezes, permaneciam por muito tempo, um montão delas, e de todas as cores, pareciam bailarinas, vagarosamente abrindo as asas e fechando.
Até hoje, não sei porque faziam isso, mas era extremamente encantador!
Tudo era perfeito para mim,enfim,eu era uma criança feliz
Manoela de Albuquerque, ouvi alguém chamando meu nome, naquela manhã, quando eu me mantinha muito nervosa, porque fui á escola me matricular.
 Senti firmeza e segurança, ao ver que meu pai estava ali do meu lado, assinou minha matrícula, isso indicaria, que em fevereiro do próximo ano, começaria uma fase maravilhosa para mim.
Além de todas aquelas maravilhas, que eu tinha para me encantar, seriam outras maravilhas.
 O mundo encantado das letras, entrando em minha vida!
Feliz voltei para casa, ao lado de meu pai, Manoel de Albuquerque, reiterando,eu tinha minhas duas lindas irmãs, uma mais velha Lúcia e outra mais nova Mariana.
Quando eu me levantava de manhã,  depois de tomar o café, ia brincar com minha árvore querida, e nessa época, ela se enchia de florezinhas amarelas, lindas e cheirosas, e também minha amiga árvore ficava cheia de abelhas.
Elas zuniam, indo e voltando,eu ficava olhando aquilo, sabia que as abelhas iam tirar o mel das flores, porém ainda não havia aprendido nada sobre polinização.
Eu ouvia meu pai dizer, à minha mãe Laura , que era época da florada, e do mel, as vezes ele esfregava um capim cidreira cheiroso, em um caixote para atrair as abelhas a uma nova moradia.
Precisava ser novinho, não ter cheiro de nada, apenas capim cidreira, depois ele fazia uma fumaça para saírem do lugar de onde estavam.
E elas formavam uma pelota negra no caixote novo.
Era assim que meu pai extraia os favos de mel, hoje tanto adoro, mas naquela época, lembro ,não gostar muito de mel.
Voltando aos bambuzais ,á noite eles rangiam muito, e ás vezes, á noite toda, devido ao forte vento batido no descampado, pois morávamos, numa fazenda de grande porte de terras.
Eu ficava observando o que meu pai dizia, e ás vezes depois de adulta,eu, em determinadas situações, me deparava com as mesmas frases.
E pasma e dizia:
Olha aí meu pai me dizendo tudo de novo!
Ele era um agricultor,simples,magrinho alto e rosto bem afilado e moreno do sol, era um amante e observador da Natureza era diplomado por ela.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha