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quinta-feira, 8 de março de 2012

ASAS_PROSA POÉTICA DO LIVRO INTERNALIZANDO

Vivera sorrindo o tempo inteiro, como um disfarce, como uma história omitida, como o supra sumo da vida, porém dentro do coração carrego, uma livre e espontânea prisão.
Quando de asas aparadas, já nem conseguira voar, olhando as tardes espraiadas, imaginando o sussurro do mar.
Meu pensamento recuado, mesmo assim sou feliz, mesmo assim a vida bendiz, mas precisara arrancar esse mal pela raiz.
A vida um transitório, todos dizem, porém para mim durara tanto, durara felizmente enquanto, carregara o amor como conselheiro, entendendo o tempo inteiro, que eu oscilara entre o vilão e o santo.
Porém, a vida inacabada sempre, encontrara pelo caminho, outros pássaros fora do ninho, que vieram sanar meu pranto.
Jamais direi então, que tivera motivos, para odiar quem feliz me inventou, quem tanto comigo colaborou, enquanto fizera parte, de meus vivos.
A empatia, um prêmio, apesar do sofrimento, porque me considerara fazendo uma prova, mas precisara voltar para casa, onde certamente voarei mesmo sem asas.
A injustiça, precisa ser acordada a tempo, para que as pessoas de bem, tenham noção do que fazem agora, e retornem sem demora, carregando em si flores sem espinhos, amores e também carinhos.
Uma leve sensação de paz percorrera todo meu Universo, sendo eu uma pessoa tão passiva de erros tantos, porém customizando erros, eu promovo os meus grandes  acertos.
A vida enfim, tem seu percurso traçado a cada pessoa, e certamente jamais alguém, pudera entender, mudar o seu curso, apesar do livre arbítrio, este vem cobrado, logo depois.
E bem no fim eu conhecera, meu amor primeiro, fora um bem, que a maldade me trouxera sem perceber, sem se dar conta disso.
Se eu fora novamente sofrer por amor, pouco importa, pois quem se resguarda tanto, acaba nem vivendo, viera acreditar de novo, esse fato me põe mais feliz, porém eu preciso de minha liberdade cerceada por medos e culpas, que pretendo eliminar, pois eliminando, pudera eu assim melhor perdoar.
Soubera que não existe meio termo para o perdão, mas a mim cabe a totalidade, pelo mal que eu fizera a mim mesma, quando me deixara num canto esquecida, sufocada pela inverdade.
A poesia sempre tenta e consegue toda compensação, quando voando livre, observando de longe então, consigo viajar milhas ,sem botar os pés no chão.
Apenas uma coisa ainda não consegui, encontrar com o meu amor, a alguns minutos daqui, ele fugira tanto de mim, enquanto se declarara por mim louco, que precisara fingir um pouco.
Eu jamais camuflara o amor que sentira por ele de imediato, embora ele tenha um defeito raro, de perfeccionismo, que jamais encaro.
Nossos desentendimentos, implicara em fuga, depois em retornos tão doces açucarados, somos dois enamorados, mas eu temera ele ser narcisista.
Pois minha empatia, por mim despertada, evidência  a ser comparada, uma lâmpada toda rodeada.
Sem presumir que todos sejam, pelo menos o meu amor, que vive salvando vidas, vive plantando flor.
Então precisara somente, ter um pouco de paciência, curando assim os meu medos, libertados por excelência.
 Ele apreendera tudo e vivera me dizendo, quaisquer coisas a esse respeito, enquanto vivera me escondendo, dizendo que tudo bem,com ele me repreendendo.

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Izildinha