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quarta-feira, 7 de março de 2012

ANJO_PROSA DO LIVRO INTERNALIZANDO


Fora um anjo, que perpassara os silêncios dos corredores desertados, trazendo as mãos de luzes ornamentadas, tocando num ponto vital de cada um, na essência, onde só Deus, ousara tocar.
Fora designado, para apenas servir, não importando, se a vida fora constituída de dia, ou noites, porém, tal anjo jamais pudera assim discernir, quando uma vida em risco, pedira vigilância.
Portanto, anjo querido, quanta saudade tua ausência proporcionara, quando abrira mão da felicidade, e fora socorrer vidas, fora estender tuas mãos leves como a brisa, quando adormecem as dores mais agudas, quando acordam os sorrisos mais aguardados, ou então, quase impossíveis.
Como anjo, carregando o peso do dia, as dores do mundo, as sensações inusitadas, quando a cura fora uma festa, e o abortivo fora sentido e vivenciado de maneira tal, e sempre, quando no âmago de teu silêncio, somente tu pudera avaliar.
Preceituar uma liberdade vital, implica num compartilhamento de felicidade indescritível,mas asseverar ao íntimo querido, que o tempo se cumprira, o mesmo requer ampla bravura, e estímulo intelectual.
Enquanto tua presença, mostrara toda afeição perpetuada, em longa caminhada incansável,eu vivera as sensações mais volatilizes, mediante tuas doces palavras, que me ocasionaram grande felicidade.
Enquanto aguardara tua doce presença, em meu silêncio, perpetuara um grande arrebatamento, pelo que tu sempre fora.
Porém, deixaste meu coração na expectativa,minhas dores incuráveis á deriva, quando de tua mansidão, carecendo tanto degustar.
Acreditara eu, que fora um anjo voador, que simplesmente aparecera, que logo depois transluzira em meu espaço.
Eu ficara tão desertada sem tua presença angelical, sem tuas asseverações sinceras e apaixonantes.
E o deserto no meio de uma gigantesca cidade, que dorme e acorda no sonho de cada um, onde caminha uma massa imensa,porém,cada qual resguardado numa imagem bem distante, num ponto singular onde somente atua, no vozerio do monólogo dos celulares.
Tu eras uma comunhão com meus relatos, um encanto a ser aos poucos desvendado, porém tirastes de minha contemplação tua estimulante presença.
Anjos aprendem também a flexionar a indulgência,tu soubera de tal, tanto quanto eu,ou muito mais, pois escrevera em tuas páginas diárias, belas asseverações, onde o perdão era afortunado a complacência, a elevação da alma.
Minha janela permanece, ante o tom cinza, tendo  tais diversidades de cores, todas amortecidas, tendo recolhido a compleição que as mantinham.
Imaginara e vira, tua efígie sincera transitando os corredores de meu pensamento, as escadarias de minha saudade, cerrando as portas de minha esperança.
Andarei doravante, desertada do amor novamente, visitarei tal amor em meus pensamentos, em minhas saudades, em nossas distâncias vulneráveis.
Porém, pintar como Van Gogh, um céu estrelado em minha vida, salpicar de estrelas ,e depois esculpir uma escada brilhante e noturna, apenas tu, tal fato improvisara.
Meu coração insistira, em assentar tua representação, dentro de mim, para que jamais eu te esqueça, enquanto aguardo as estrelas anunciarem a noite.
 Para que um sono denso, me carregue para ti, assim meu coração sossegue enquanto durmo, alimentando um romantismo profundo e único, que me fale somente de amor.

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Izildinha