Fora
um anjo, que
perpassara os
silêncios dos corredores desertados, trazendo
as mãos de luzes ornamentadas, tocando num ponto vital
de cada um, na essência, onde
só Deus, ousara
tocar.
Fora designado, para apenas servir, não importando, se a vida fora constituída de
dia, ou
noites, porém, tal anjo jamais pudera
assim discernir,
quando uma vida em risco, pedira vigilância.
Portanto, anjo
querido, quanta saudade tua ausência
proporcionara, quando abrira mão da felicidade,
e fora socorrer vidas, fora estender tuas mãos leves como a brisa, quando
adormecem as dores mais agudas, quando acordam os sorrisos mais aguardados, ou então, quase
impossíveis.
Como anjo, carregando
o peso do dia, as dores do mundo, as sensações inusitadas, quando a cura fora
uma festa, e o abortivo fora sentido e vivenciado de maneira tal, e sempre,
quando no âmago de teu silêncio,
somente tu
pudera avaliar.
Preceituar
uma liberdade vital, implica
num compartilhamento de felicidade indescritível,mas asseverar
ao íntimo querido, que o tempo se cumprira, o
mesmo requer ampla bravura, e estímulo intelectual.
Enquanto
tua presença, mostrara toda afeição perpetuada, em longa caminhada
incansável,eu vivera as sensações mais volatilizes, mediante tuas doces
palavras, que me ocasionaram grande felicidade.
Enquanto
aguardara tua doce presença, em meu silêncio,
perpetuara um grande arrebatamento, pelo
que tu sempre fora.
Porém,
deixaste meu coração na expectativa,minhas dores incuráveis á deriva, quando de
tua mansidão, carecendo
tanto degustar.
Acreditara
eu, que
fora um anjo voador, que simplesmente aparecera, que logo depois
transluzira em meu espaço.
Eu ficara
tão desertada sem
tua presença angelical, sem tuas asseverações sinceras e apaixonantes.
E o
deserto no meio de uma gigantesca cidade, que dorme e acorda no sonho de cada
um, onde caminha uma massa imensa,porém,cada qual resguardado numa imagem bem
distante, num ponto singular onde somente atua, no vozerio do monólogo dos
celulares.
Tu
eras uma comunhão com meus relatos, um encanto a ser aos poucos desvendado,
porém tirastes de minha contemplação tua estimulante presença.
Anjos
aprendem também a flexionar a indulgência,tu soubera de tal, tanto quanto eu,ou
muito mais, pois escrevera em tuas páginas diárias, belas asseverações, onde o
perdão era afortunado a complacência, a elevação da alma.
Minha
janela permanece, ante o tom cinza, tendo
tais diversidades de cores, todas amortecidas, tendo recolhido a
compleição que as mantinham.
Imaginara
e vira, tua efígie sincera transitando os corredores de meu pensamento, as
escadarias de minha saudade, cerrando as portas de minha esperança.
Andarei
doravante, desertada do amor novamente, visitarei tal amor em meus pensamentos,
em minhas saudades, em nossas distâncias vulneráveis.
Porém,
pintar como Van Gogh, um céu estrelado em minha vida, salpicar de estrelas ,e
depois esculpir uma escada brilhante e noturna, apenas tu, tal fato
improvisara.
Meu
coração insistira, em assentar tua representação, dentro de mim, para que
jamais eu te esqueça, enquanto aguardo as estrelas anunciarem a noite.
Para que um sono denso, me carregue para
ti, assim meu coração sossegue enquanto durmo, alimentando um romantismo
profundo e único, que me fale somente de amor.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha