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terça-feira, 4 de maio de 2021

FRAGMENTO DO LIVRO_SEM RESPOSTAS

Rafaela nunca quisera saber quem fora sua mãe biológica, e sempre me dissera, que além de mãe, eu fora para ela uma escolha do coração, assim como ela para mim,que independentemente da genética, tínhamos almas afins.
Além do lado artístico da fotografia, ela mantivera também sempre um lado poético, quando redigira um texto explicando algo sobre a fotografia exposta.
Nós éramos a prova, de que a vida continuara mantendo seu clássico costume, de conhecermos sempre o melhor, ao nosso entorno, não precisáramos nos adequar a culturas e costumes excêntricos para adquirirmos conhecimentos.
A inteligência de Rafaela jamais competira com sua sensibilidade.
Marcos fizera com capricho, molduras maravilhosas, para emoldurar as fotografias de Rafaela, e nossa casa estivera virando um museu de artes.
Ela gostara muito de ir ao centro de São Paulo aos domingos á tarde, e fotografar a arquitetura maravilhosa que nossa querida São Paulo possui, quando esta, jamais deixara nada a desejar para qualquer cidade do mundo.
E  mesmo nos inanimados, Rafaela conseguira acrescentar vida em quaisquer fotos, um foco de luz,um resto de sol, eram os ingredientes básicos, que sempre fizeram nestas, a grande diferença.
Conseguira ela, captar a essência letárgica, ou mesmo açodada de determinados lugares, com câmera e olhar clínico de verdadeira artista.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha