Judite amanhecera muito mal um dia e ligara para Flora, dizendo que precisava da presença dela urgentemente, e Flora ao chegar lá, viu a amiga em prantos, e logo foi perguntando o que ocorrera.
Ela dissera que precisara lhe pedir perdão, por ter separado ela de Augusto, tal fato estivera sempre, lhe apertando o coração.
Flora a abraçou e dissera, que na época sofrera um pouco, mas tal fato, fora o caminho para encontrar no Juca muito mais afinidade, e aprender um pouco mais com ele.
Embora ela e Augusto fossem tão parecidos, porém tanto ela como ele, precisavam de alguém diferente ao lado, para que houvesse uma complementação mais harmônica.
Uma crítica construtiva, um olhar diferente, e isso ela encontrara no Juca.
O tempo deles, dissera Flora, fora cumprido da melhor maneira possível, quando juntos trouxeram ao mundo João Paulo, que tanto lhes ensinara.
Judite cessara as lágrimas, e tomaram café com biscoitos juntas.
Conversaram sobre arte e Judite se sentira muito mais leve.
Elas conviviam sempre juntas, depois que se conheceram, porém nunca tocaram no assunto.
Foram protelando tal fato, até que chegara um dia em que Judite não aguentou mais e precisara se libertar.
Quando as pessoas aprendem a conversar, expor o que as incomoda, seja nelas ou nas outras pessoas de suas convivência, o mundo ao seu redor se torna muito mais prazeroso e leve.
Agora com as diferenças explicadas, as duas realmente poderiam se considerarem amigas de verdade.
Nenhum pensamento atravessado pudera pôr a amizade das duas em cheque, estavam esclarecidas, e eram esclarecidas.
Muitas vezes, as pessoas sofrem, por guardarem faltas de esclarecimento por todo lado, em suas vidas, até que não haja mais gavetas na memória para tanto entulho, o jeito é fazer uma boa faxina e rasgar as faltas de esclarecimento.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha