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sábado, 20 de março de 2021

FRAGMENTO DO LIVRO_AMOR ETERNO

Ele Eduardo e eu Gilda, ele a praticidade da razão, e eu a emoção do amor.
Constituindo amor eterno ,dentre meu ser, fora aos poucos me envolvendo em sua teia, aparecendo e sumindo como de praxe, a uma personalidade levemente sucinta, que precisara provar uma reconquista em cada volta,me nulificando sutilmente como uma mulher simplificada.
Eu jamais entendera esse lado tétrico, mas preferira ficar com meu lado doce, que enfatizara tanta coisa semelhante a doçura 
Assim, quando percebera, nossas visões, já haviam cruzado o mesmo horizonte, o mesmo entardecer ocre e esperançoso.
Minhas sensações deixavam meu corpo mais leve, e mesmo mediante tanto labor, sentira uma suavidade me envolvendo no final de cada dia, substituindo o cansaço. Eu apenas, quisera estar vivenciando todo esse noticioso, sem sequer me dar conta, de que apenas eu houvera me afastado da busca, mas Eduardo continuara incansável, esmiuçando as mesmas palavras, por noites ,que esticavam madrugadas adentro.
Eduardo, percebera eu,que não vira nada de conveniente em minha definição ,minha vitalidade, mas me abordara regularmente bem.
E para uma sonhadora como eu,que viera de muitos pesadelos , uma considerável emoção fora apropriada em tal momento, pois já o houvera desvendado compreendendo os tais defeitos, assim como ele soubera dos meus, e de vez em quando tivera a delicadeza de me lembrar.
Eduardo vinha de um mundo imediatista, onde um homem para uma mulher soara como um galardão.
Eu sempre entendera nas entrelinhas articuladas, com uma certa acuidade acordando meus melindres.
As dúvidas encarecidamente,fizeram a mais absoluta questão de veicularem pelos meus apreços,pelos meus sentidos  sentimentos.
O amor entardecido sob uma carga de consternações, sempre previne o experimentado, porém admite, sem a menor dúvida,  até o estrangeiro.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha