Marcadores

terça-feira, 9 de março de 2021

FRAGMENTO DO LIVRO_A CURA

Viera como uma centelha no despertar da consciência.
Que baila no tempo, como uma temporada, que promete flores, depois das ventanias entardecidas e melancólicas, que vão arrastando esperanças ressequidas, para que estas estando desconstruídas, se ,juntem a todos os átomos, de um novo amanhecer.
As tardes, nos darão passagem, para a noite, que vem desertada, ás vezes, porém sempre cintila uma opaca estrela no firmamento.
E quando as estrelas empalidecem, mostram uma beleza diferente, mesmo estrangeira mas linda, dentro de uma simetria quase perfeita, mas nem ás estrelas é permitido esse feitio único.
O brilho lustro, jamais é condizente com o tempo inteiro, assim como nós, em sintonia com o Universo, que caminha ao nosso lado, podemos e somos passíveis, de sentir as sensações de declínio, ou ascensão, em conivência com as mudanças ocorridas conosco.
A poesia, sempre encontrara tais artifícios dentro da imperfeição, dentro dos mutantes tão fenecidos, caso contrário, teríamos um único parâmetro, para nos narcotizar eternamente até, mesmo a vida tendo seu ambiente,  mais  acanhado possível.
A cura da alma provém do tempo, do conhecimento e também do auto amor, quando nos escoramos apenas em gratidão, a tudo que temos ,ou somos, sem o olhar comparativo rodeando as cercanias.
Sentir em cada momento tristonho, prenuncia um novo ponto de prometida ascensão, quando são estes nutrientes, que movimentam a nossa vida, calçando os nossos pés, segurando as nossas mãos, para que tracemos os mais delicados esboços de contentamento e alegria, mediante a simplicidade, de simplesmente poder discernir, uma paz ao nosso redor.
Porém, jamais podemos deixar de sentir a dor alheia, ou simplesmente fecharmos os olhos, para os pequenos seres, que nos representam, mediante ao mundo, mediante à vida, e mediante Deus.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pelo carinho!
Izildinha