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segunda-feira, 1 de março de 2021

FRAGMENTO DO LIVRO-A ESTÁTUA

Eu percebera que, para acessar uma paz divinamente pronunciada, eu jamais precisara frequentar lugar algum, apenas acessar meu lado melhor em atitudes, ou simplesmente me redescobrir em Deus aos poucos, pois tal dimensão pesara muito em mim, e eu sentira “necessidade” de me conectar com a leveza, que me elevara, que me conduzira mais além...
Que me estendera a mão, em dados momentos, em que eu carecera tanto de algo, que talvez, ao meu entorno, já não existira mais.
Miranda minha filha, sempre fora uma criatura maravilhosa e também Luiz, juntamente com meu neto Jorge e a esposa Rebeca, estes constituíam a minha família, a minha continuidade,talvez,mas ainda eu tivera meus momentos de sono ,de fuga, de fraqueza.
Eu sempre procurara um ponto de partida dentro de mim, para poder me reconstruir novamente, e voltar a vivenciar a “vida” ao lado de Jorge quando deixara meu corpo, durante o sono.
Eu vira, que pessoas felizes eram transportadas ás vezes muito cedo, como fora Jorge, outras porém, tinham longa tarefa a cumprir.
Importante, pressentira eu, vivenciar a cada momento e manter o pensamento em paz.
Porém, para acessar tal condição, jamais fora tão fácil, no entanto consistira em crescimento.
Então, começaram existirem noites de sono sem viagens, ou lembranças, cujos dias me eram mais tristes e pesados, porém ,começara entender a minha condição aqui e desta me fortificar.
Ficara muito isolada, num ponto de observação e tudo que eu vira, as vezes, me tornara triste e fechada, então eu precisara vasculhar algo dentro de tal condição, para me apoiar, quando viajáramos aqui neste plano, muito aquém da verdadeira vida.
Quando me comunicara com alguém muito encarcerado [a] ás condições deste plano, chegara a sentir uma certa irritação, mas momentaneamente, eu sempre fora alertada para ter calma.
Eu soubera, o quanto ainda era apoucada dentro de minhas limitações espremidas, e por tal sapiência, buscara muito estar com Jorge, com minha consciência fugindo do corpo, mas começara entender, que jamais pudera pular etapas e vivê-las fora meu legado.
E ás vezes Jorge me advertira usando um fragmento que muito aquietara o meu coração.
“Eu não estou longe,
apenas estou
 do outro lado do Caminho…
Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela 
como sempre foi.”
Santo Agostinho


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Obrigada pelo carinho!
Izildinha