Eu lembrara, das inseguranças, que me permearam, na época em que eu conhecera Jorge, tentara me libertar, do desejo de felicidade, o qual tal situação me apresentara. Pois ,o medo da felicidade tomara conta de mim.
Entretanto, aos poucos, eu fora me acostumando com tal complexidade, e ao mesmo tempo, com a plenitude, com que esta me tocara.
Eu desejara fervorosamente, que Miranda jamais herdasse tal insegurança.
Jorge houvera recebido uma grande encomenda de peças, que seriam expostas na França, levariam seu nome claro, mas exposto por um grupo envolvido com o “Meio Ambiente”.
O lucro que o grupo herdasse, seria investido em grandes promoções e grandes eventos, estimulando a ideia, para outras milhares de pessoas, inclusive desempregados, que olhassem para tal com carinho, e como “meio” de vida também.
Tendo em mente, de que nosso planeta estivera há muito já, esgotando suas reservas, e que matéria prima jamais pudéramos produzir, passara da hora, de olharmos o nosso habitat, com mais amor.
O ateliê ficara maravilhosamente, superlotado de peças incríveis, e eu aposentada o ajudara, e aprendera também.
Jorge estivera numa fase maravilhosa e eu pudera ver o brilho em seus olhos, quando mirava as peças.
As tais, sempre fora sua vida, e deixando a modéstia de lado, meu amor era talentosíssimo, seria impossível, se optasse por uma profissão mais rentável, e deixasse tal talento passar em brancas nuvens.
Fora já, finalzinho de tarde, e sentáramos os dois, apreciando aquela maravilha toda pronta, eu sentira Jorge muito emocionado, pois jamais imaginara, receber tamanha encomenda, e também tão rentável.
Certamente, jamais teríamos dificuldades financeiras, e até pensáramos em comprar um imóvel.
Ele se aproximara de mim e segurara minha mão, e eu pudera sentir, como da primeira vez, o calor exalado por ele, também chegara a sentir ,as emanações de seu amor.
Imaginar que vivera uma parte de minha existência desacreditando dessa forma de amor.
Fugira do contato de Jorge, por medo de sofrer, e me cercara de toda proteção do mundo, quando meu coração simplesmente me revelara o contrário.
E eu fora completamente arrastada, como pétala descolada, em vento de outono, como uma flor meio murcha tocada pelas mãos de um jardineiro.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha