Joãozinho dissera a Helena, que precisariam conversar sobre a vida dos dois,e que uma felicidade procrastinada estivera se estendendo entre eles.
Helena meio que sobressaltada,pois ela sempre quisera estar com Astor,mas desfrutar dos bens e do conforto que Joãozinho lhe oferecera ao longo da vida.
Em tom de irritação dissera:
Separar?
Pois bem,podemos sim!
Mas entenda uma coisa,nenhuma outra verá um centavo meu sequer, pois tive que te aturar por muitos anos, para conseguir tais benefícios.
Joãozinho se mantivera em silêncio ,pois houvera recebido orientações de seu advogado e pretendera fazer tudo de acordo com a lei.
Jamais deixaria Helena lesada por um centavo sequer.
Marcaram no escritório de Joãozinho e cada um saiu para um lado depois.
Joãozinho saíra a caminhar pelas ruas naquele dia e sentira algo estranho e conhecido querendo se repetir em sua vida,porém não soubera do que se tratava.
Eles sempre fora um homem correto e de bom caráter,porém, conviver com Helena fizera deste, um homem sem sonhos, sem esperanças e sua vida se tornara um tanto quanto, sem sentido.
As fotografias da família feliz,aquela encenação toda,sempre acabara o deprimindo,pois intimamente sempre fora uma pessoa boa, ciente do quanto batalhara para chegar onde chegou.
No entanto,percebera que fora muito mais feliz,quando ainda jovem e pobre,entregando leite de madrugada nas casas.
Conhecera bem poucas garotas naquela época,pois desde os dezessete anos fora abafado e sufocado por Helena que com vinte anos,quatro anos mais que ele,não lhe dera opções de escolha.
A partir do início do namoro se sentira sempre cerceado e vigiado o tempo todo.
Mesmo assim,algumas vezes conseguira dar o grito de liberdade, mas este, apenas momentâneo, sua paixão sempre fora andar de motocicleta, e tirar rachas com outros rapazes da cidade.
Um esporte perigosíssimo que mantinha como uma válvula de escape expondo a vida em risco.
O pai de Joãozinho um senhor simples, tivera a ideia, e fora quem dera o chute inicial na indústria.
A partir desta pudera contar com a garra e a determinação de Joãozinho,que ainda adolescente,praticamente assumira o comando de tudo com exímia precisão e com grande determinação.
O pensamento de Joãozinho vagava de um lado para outro,lembrara de uma menina linda que amara em silêncio em pleno comprometimento já com Helena.
Perguntara para si mesmo o que fizera da vida afetiva,pois a indústria fora um tipo de substituição,um tipo de preenchimento dos vãos vazios de sua existência.
Os filhos e netos agora eram os grandes motivos.
E quanto a namorada do chat?
Ás vezes sentira que fora apenas um passa tempo,um preenchimento de seu vazio,com uma mulher vazia também.
Entretanto,depois de tantos anos precisara conhecê-la,mas seu intento jamais fora se casar de novo depois da separação.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha