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sábado, 5 de setembro de 2020

FRAGMENTO DO LIVRO_EXEMPLARES

Eu começara trabalhar como atendente numa padaria e fizera o Ensino Médio á noite também.

Logo depois do início do ano, sentira Renato triste aborrecido muito contrariamente do que eu esperava.

Ele sempre alegara que estivera bem,mas ele houvera perdido a vontade de sair de casa, por isso saíamos bem menos do que o normal logo a priori, eu ficara pensando que tudo entre nós houvera acabado, mas ele vivera me pedindo que o entendesse, que era apenas um momento de adaptação ao trabalho e que tudo iria passar.

Numa sexta feira, depois das aulas, estávamos numa sorveteria e ele começara a me relatar que estava desesperado, alegando não poder atingir as metas estipuladas pela empresa.

O consumo houvera caído devido a crise econômica e em suma ,vinha atingindo todas as empresas, inclusive os supermercados e que produtos mais caros, não considerados de primeira necessidade, acabavam tendo prazos de validades vencidos e por outro lado houvera a pressão dos vendedores querendo colocar mais mercadorias nas prateleiras.

Sentira-se robotizado no meio daquela confusão toda, tendo mensalidades da faculdade para pagar, portanto jamais poderia pensar em desistir.

Estivera abatido, quieto , e eu sentira que a empresa o consumira na totalidade, não conseguindo relaxar e esquecer a tal situação.

Dissera ele ter encerrado contrato com pequenas empresas que necessitavam colocar seus produtos no mercado, mas os grandes empresários as engoliram, talvez não as cobrindo com qualidade, mas sim com preço.

A comida houvera se tornado algo muito caro e as pessoas de classe média empobreciam e os pobres estavam ficando na miséria.

Renato sempre fora um rapaz inteligente e logo de imediato ele conseguira sentir  tal agravante.

Reuniões todas as semanas alegando que precisavam vender mais, estimular os funcionários a fazer os clientes levarem tais mercadorias mesmo sem ansiar, pois as mercadorias precisavam ir embora antes que o prazo de validade fosse vencido.

Renato embora fosse um rapaz muito alegre e criativo, andara silencioso e deprimido.

Eu tentara ajudá-lo, mas poucas ou quase nada de opções eu tivera, para amenizar sua angústia, sua ansiedade.

Desde que o mundo fora mundo, sempre houvera por parte da população, uma certa pressão entre os vendedores e os compradores.

Quem nunca acabou comprando alguma coisa sem necessidade, por não aguentar mais tantas pressões?

.Eu tivera uma vendedora de produtos de beleza, que todos os meses levara uma quantia do dinheiro que ganhara como vendedora na padaria em que eu trabalhara, por não saber dizer não.

Fora eu comprar um produto pela primeira vez, e nunca mais me libertara.

Ela viera entregar o produto, na época em que eu recebera, lá no meu emprego mesmo, na hora do meu almoço, e ao entregar, já entregara um catálogo em minha mão.

Eu ficara como tonta foleando o catálogo sem coragem de dizer a ela que não quisera mais nada e todo mês eu comprara alguma coisa que ás vezes nem usava para ajudá-la, mas ela tinha um número infinito de clientes o próprio carro, então tratava-se de uma excelente vendedora ou manipuladora.

Ela exercia uma certa persuasão sobre mim, e eu para me livrar logo apontara um produto  e assim ela saíra.

Começara a perceber o quanto somos manipulados pelas grandes empresas que vão engolindo as pequenas e dominando o mundo.

As pessoas que precisam trabalhar porque são pobres, sentem-se afetadas por tal sistema sempre insatisfeito e querendo mais.

Como se fossem viver eternamente, estão sempre insatisfeitos, querendo mais e mais, nutrindo-se da manipulação, colocando seus funcionários feitos robôs humanos, cuja atividade na vida consiste em vender, vender e vender.

Renato dissera, que pressentira tudo caminhando, para um lugar onde os consumidores estavam cada vez mais se endividando para atenderem a pendência de compra.

Outros porém, sendo jogados fora do consumo, pela miséria e pobreza cada vez mais crescentes.

Simplesmente, eu entendera tudo, porém jamais conseguira compreender, qual seria a intenção dos biliardários, pois apenas um só corpo uma só família, jamais conseguiria consumir tanto luxo e riqueza, mas por outro lado, sentíramos um mundo de pessoas mais complexas, um mundo de pessoas muito bizarras.

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Izildinha