Muitas vezes, ouvira o termo “pessoa mal amada”, eu me questionara, por se referirem a alguém com um certo desdém,um certo desprezo.
E desde idade muito tenra percebera, que tal frase advinha de uma pessoal cruel, que jamais tivera reservas de amor para oferecer a alguém.
Então a pessoa mal amada, jamais tivera culpa de não receber amor, jamais tivera culpa de não haver essa troca, mesmo assim, insistira em ser aceita.
A pessoa mal amada era tida como um subsídio para abrandar problemas, ser requisitada nas horas de necessidade, fora disto, fora uma pessoa cheia de defeitos e que ninguém amara.
Uma pessoa pode ser mal amada sim, quando nasce num reduto narcísico, a priori faz de tudo para ser amada, validada , respeitada, e aceita, mas com o tempo vai percebendo que o amor estivera em outro lugar.
Lembrara de um trecho do evangelho que diz:
"Não deem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão e os mesmos, voltando-se contra vocês, os despedaçarão.
Tentara sempre designar as parábolas usadas nos livros sagrados deixados por Jesus, então tudo fizera sentido sobre tudo, inclusive o amor, que os mesmos impostores vivem pregando, mas no entanto, são incapazes de amar.
E chamam as pessoas que odeiam de mal amadas.
Aprendera também com Artur, que jamais podemos deixar que o ódio nos contamine, portanto , sempre mantivéramos distância de cinismos, que com palavras quase ingênuas, vão espalhando seus venenos lentamente.
O amor é silencioso e está impregnado nas atitudes, amor só de palavras, o vento leva.
O mundo andara repleto de amor passivo, e também de palavras convincentes, advindas até, ou inclusive, de impossibilidades.
As ventanias de meu coração estenderam, páginas e páginas para minha leitura diária, e eu fora compreendendo, que o amor, não exigira retrocedo, porque nem todas as pessoas foram mimoseadas, com a tal envergadura.
E para eu atingir a plenitude do amor, fora um tempo de consternação, antes de encontrar Artur, embora outras ampliações em minha passagem, denotara sempre uma felicidade, ora implícita,ora explícita.
Depois adviera, um outro tempo de consternação, após a ausência corpórea de Artur em minha vida, logo no início grande insegurança, ás vezes me tocaram, mas eu fora desconstruindo certos momentos, para construir outros.
Eu já não fora a Sabrina, que tivera Artur ao seu lado, como um ponto de referência, mas, tivera que encontrar um jeito de caminhar sozinha.
E foram as experiências destemidas, que me tornaram uma mulher mais forte, mais crente e mais dócil com a vida.
Tal fortaleza abrangera meu ser, estimulara minhas vontades e realizações, pois que estas terminarão quando minha consciência, fora entregar minha constituição.
Soubera sempre de antemão, que obviamente, eu sentiria muita saudade do meu semblante feliz, do cabelo que tanto cuidara, de minha pele que resistira bravamente aos efeitos do tempo.
Sentira gratidão, por este meu corpo sempre, procurara tratá-lo com respeito e quando vira uma possibilidade deste ser desrespeitado, fugira com ele juntamente.
E quanto ao meu coração querido, tenho imensa gratidão pela felicidade que me dera sempre, sabendo amar.
Eu estivera na fase da delicadeza da vida, fase do crepúsculo.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha