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terça-feira, 11 de agosto de 2020

FRAGMENTO DO LIVRO_CENÁRIO

Mesmo entendendo que um mundo paralelo e descompensado, fizera parte de minha existência sem que eu sequer me abreviasse tentar mudá-lo de alguma forma, mesmo assim, a paz serena de poder me encontrar comigo,quando me buscara em outro plano, fizera de mim uma pessoa plenamente feliz.

Então me perguntara:

 Como pudera eu Sabrina, ter acirrada certeza?

A resposta sempre me viera,quando num encaixe perfeito dentro de meu corpo, sentira minha essência,minha nítida e leve consciência.

Artur fora em minha vida, a concepção de um entendimento maior, de um crescimento quase arrebatador, quando ás vezes, em sintonia com ele, confundira-me entre o corpo e a essência.

Jamais alguém discorre com tanta propriedade sobre os deleites da vida, sem ter ao menos vivenciado o oposto.

Jamais alguém valorizara e agradecera a endorfina, ao Grande Cientista de nosso Universo, sem vivenciar uma dor ferrenha.

A endorfina colocada na essência, esta então, me fizera sublimar, pois um coração partido em dores, arrastando suas disformes sístoles, quando conseguira atravessar, tão ressequido caminho, vivenciara o amor em sua plenitude maior.

Fora vivendo aparentemente só, sem a presença de Artur, que pudera em gratidão reconhecer, o quanto eu fora feliz.

Uma primavera somada, se aproximara de mim, todo dia ao entardecer, mesmo que a estação paralelamente, estivera apresentando a mais forte invernia, pois eu pressentira e esperara por ela.

Todos os meus aguçados sentidos fizera sentido nesse momento, onde uma sensação de prazer inexplicável, atravessara meus exemplares todos e os unificara numa beleza significativa e indescritível, beleza esta lapidada pelo tempo em sintonia com descobrimentos incríveis.

Fora disto que eu precisara para armazenar em minha constituição os elementos necessários para que esta me conduzisse até a entrega final.

Quase jamais vira, transformada em imagens concretas a felicidade intensa que oscilantemente me abordara.

Chegara quase a implorar para que esta jamais me deixasse, mas por motivos, que ainda minha essência desconhecera, esta me visitara por longa temporada e depois carecera me deixar a sós.

Talvez fosse para que eu novamente me buscasse e reconhecesse em mim, a necessidade de aprimoramento, pois após isto novas descobertas recompensadoras sempre abrira suas portas, mediante meus discernimentos.

Eu carecera superar mais e mais, alguma coisa a mais, fora ás duras penas que entendera, também sofrera pela minha impotência, pelas minhas limitações, mas isto me fizera entender Deus velando por seu mundo ao qual,eu tanto aspirara, e pelos seus, os quais eu nunca pudera auxiliar.

Minha família fora caminhando e traçando as mais nobres atitudes e tudo refletira em mim com grande luminescência.

A vida sempre me protegera de maneira incrível, levando-me para longe dos possíveis perigos á minha consciência, quando ainda pouco entendera, diante do que se abrira aos que saindo da constituição corpórea atingem a consciência.

As minhas imperfeições humanas, sempre foram um trampolim, para que eu me requisitasse ao lado divino.

Para que minha consciência, na maioria das vezes silenciosa, procurasse a remissão divina.

E esta, vagarosamente, sempre se aproximara, a me assentar de maneira tal, acelerando os limites do inexplicável.

Tocando com ainda a existência, a amenidade do célico, onde ocorrera um almejar de permanência.

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Izildinha