Fôramos o presente e o passado quando
entardecêramos na vida, porém o futuro, sempre fora o incerto para tudo, e para
todos.
Formidável,
nos concentráramos, no que agora estivéramos realizando, porque simplesmente,
somos só o agora.
Os
dias condensaram lembranças, que estivéramos vivendo agora, no entanto, o
tempo, um vento livre vazando pela fresta, pelo vão, e lá se vai, e lá se
vão...
Entardecera
minha vida,eu pensara que o sol da existência, beijara o último horizonte, ocre
claro no espigão, contudo, apareceras tão brejeiro, tão estrangeiro, e
conhecido, dentre minha alma, quase tristonha.
Ao te
reconhecer de longínquos tempos, beijara teus olhos castanhos, afagara teu
rosto sereno, e tão sério, que não me esboçara um sorriso sequer...
Fôramos
andando, por um corredor, onde uma claridade fosca nos mostrara, as mesmas
coisas, os mesmos fatos, em nossos relatos.
Relatara
beijar as mãos de quem te amara por toda vida,porém,a solidão fora apagando teu
beijo, mediante mãos inexistentes.
Mas o
meu amor, mostrara minhas mãos, meu coração, e toda minha ternura, se dobrando
mediante encantamento, quase pueril.
Fora
um menino, que viera de muito distante, por isso adentrara num demore, meus
compartimentos, tão organizados, aguardando o teu advento meu amor, como quem aguardara, rósea penca em botão, desabrochar num jardim.
E num
róseo tom, desabrocharas tu, todo encanto possível, de admiração, de
encantamento, e nos reconhecêramos no mesmo instante, deixando que a
distração, gritasse nossas aspirações, em nossos dias, em nossas noites, em
nossas palavras.
Quase
perdêramos o encantamento, por entre alamedas, por entre nossas sobras de
dúvidas, mediante o amor romanesco e comparte, que tanto esquadrinháramos, ao
longo da vida.
Porém,
este chegara, como as crinas de um corcel ligeiro, chispando entre as
montanhas, como a revoada das gaivotas na tarde triscando o mar, como os
respingos na areia gelada de invernia.
Saíramos
contornando a orla, com nossas mãos entrelaçadas, e tuas mãos maravilhosas,
quão maravilhosa flor rosada, me apresentara, em nome do amor, que nos unira.
Eu
sonhara contigo doravante, saindo conscientemente, levemente, cortando os ares
da noite, e te encontrara tão lindo com encanto rosado nas mãos, com luzes de felicidade no olhar, e nossos
corações pulsaram numa mesma sintonia.
Então,
quando nos descobríramos, víramos que nossa vida tomara uma direção diferente,
mediante róseo tom, asseverando com veracidade o habitante
do amor.
Doravante,
contempláramos um ponto em comum, e soubéramos, que lá estamos nós, juntos
definitivamente, juntos livremente como as nuances, que levemente ruborizam a
rósea tarde.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha