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terça-feira, 2 de julho de 2019

RÓSEO_PROSA DO LIVRO INTERNALIZANDO

Fôramos o presente e o passado quando entardecêramos na vida, porém o futuro, sempre fora o incerto para tudo, e para todos.
Formidável, nos concentráramos, no que agora estivéramos realizando, porque simplesmente, somos só o agora.
Os dias condensaram lembranças, que estivéramos vivendo agora, no entanto, o tempo, um vento livre vazando pela fresta, pelo vão, e lá se vai, e lá se vão...
Entardecera minha vida,eu pensara que o sol da existência, beijara o último horizonte, ocre claro no espigão, contudo, apareceras tão brejeiro, tão estrangeiro, e conhecido, dentre minha alma, quase tristonha.
Ao te reconhecer de longínquos tempos, beijara teus olhos castanhos, afagara teu rosto sereno, e tão sério, que não me esboçara um sorriso sequer...
Fôramos andando, por um corredor, onde uma claridade fosca nos mostrara, as mesmas coisas, os mesmos fatos, em nossos relatos.
Relatara beijar as mãos de quem te amara por toda vida,porém,a solidão fora apagando teu beijo, mediante mãos inexistentes.
Mas o meu amor, mostrara minhas mãos, meu coração, e toda minha ternura, se dobrando mediante encantamento, quase pueril.
Fora um menino, que viera de muito distante, por isso adentrara num demore, meus compartimentos, tão organizados, aguardando o teu advento meu amor, como quem aguardara, rósea penca em botão, desabrochar num jardim.
E num róseo tom, desabrocharas tu, todo encanto possível, de admiração, de encantamento, e nos reconhecêramos no mesmo instante, deixando que a distração, gritasse nossas aspirações, em nossos dias, em nossas noites, em nossas palavras.
Quase perdêramos o encantamento, por entre alamedas, por entre nossas sobras de dúvidas, mediante o amor romanesco e comparte, que tanto esquadrinháramos, ao longo da vida.
Porém, este chegara, como as crinas de um corcel ligeiro, chispando entre as montanhas, como a revoada das gaivotas na tarde triscando o mar, como os respingos na areia gelada de invernia.
Saíramos contornando a orla, com nossas mãos entrelaçadas, e tuas mãos maravilhosas, quão maravilhosa flor rosada, me apresentara, em nome do amor, que nos unira.
Eu sonhara contigo doravante, saindo conscientemente, levemente, cortando os ares da noite, e te encontrara tão lindo com encanto rosado nas mãos, com luzes de felicidade no olhar, e nossos corações pulsaram numa mesma sintonia.
Então, quando nos descobríramos, víramos que nossa vida tomara uma direção diferente, mediante róseo tom, asseverando com veracidade o habitante do amor.
Doravante, contempláramos um ponto em comum, e soubéramos, que lá estamos nós, juntos definitivamente, juntos livremente como as nuances, que levemente ruborizam a rósea tarde.

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Izildinha