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segunda-feira, 1 de julho de 2019

INVERNIA_PROSA DO LIVRO INTERNALIZANDO

A primavera da coragem reflorescera dentro de meu coração, quando vira dentre tuas asseverações, uma alma febril, um rosto sincero e sentira então, teu coração amoroso.
Minhas dálias com seus perfumes discretos, direcionaram seus olhares florais, para onde o amor certamente houvera renascido, feito cravo num canteiro.
Em cada entardecer eu te aguardara, como a noite aguarda as estrelas, em estações de luar ausente, como o mar que abraçara a areia, quando no silêncio da noite a sós.
Os dedos disseram sentimentos tantos ,que foram abrolhando de uma essência verdadeira e leal, então surpreendida, descobrira que te amava.
Logo nos tempos de invernia, quando nem esperara a primavera, porém, esta tão temporânea viera,aquecendo os dias com um sol límpido clareando toda a cidade, compondo dias encantadores.
Bem que eu pudera, chorar as dores de tantas pessoas angustiadas, mas por mim, passara a sorrir.
E deveras, meu coração continuara o mesmo, porém em suas batidas descompassadas, renasceram músicas orquestradas em ritmo clássico e único, trocando as sístoles, por um dedilhado de piano.
Fora assim então, que tocaras meu coração, como quem compõe uma sinfonia, como quem rega os canteiros, como quem feito anjo, cuida das pessoas, que sentem as mais diversas incomodações.
Uma sensação de perigo, tentara aplacar meus sentimentos, porém o coração, forte e resoluto, já houvera determinado, um motivo maior, á razão de te amar.
Meus dias sorriram congratulando essa vitoriosa sensação de poder estender as minhas sensações, por onde eu passeara contigo no pensamento, ou também me recolhera.
O amor, sempre astuto e permissivo, conhecera bem teu rosto, tuas palavras, teu jeito, teu coração, quando batendo em tuas portas mais íntimas, suplicara para entrar.
Um leve traço esboçando um recomeço, saíra da linha leve de teu olhar, de um sorriso quase discreto, de tuas palavras tão ágeis e poderosas.
Talvez, minhas verdades magoaram um pouco, melindrando nosso amor, mas este retornara porque, já não éramos donos de tal conjuntura.
Eu te buscara, numa escuridão imensa, tateando as palavras, arguindo numa multidão alheia a qualquer coisa, que fosse amor.
Quando o pingo verde da esperança recaíra sobre nós, quanta felicidade pudéramos conferir, quando desembrulháramos nossos presentes, portando nossa presença.
E por medo ás vezes, quase deixáramos a felicidade escapulir de nossas mãos, mas quis a vida, que nos encontrássemos dessa maneira, nesse entardecer límpido, quando o sol, tão aguardado beija tranquilamente o horizonte de cores todo mesclado.

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Izildinha