A
primavera da coragem reflorescera dentro de meu coração, quando vira dentre
tuas asseverações, uma alma febril, um rosto sincero e sentira então, teu
coração amoroso.
Minhas
dálias com seus perfumes discretos, direcionaram seus olhares florais, para
onde o amor certamente houvera renascido, feito cravo num canteiro.
Em cada entardecer eu te aguardara, como a noite aguarda as estrelas, em estações
de luar ausente, como o mar que abraçara a areia, quando no silêncio da noite a
sós.
Os
dedos disseram sentimentos tantos ,que foram abrolhando de uma essência verdadeira e leal, então
surpreendida, descobrira que te amava.
Logo
nos tempos de invernia, quando nem esperara a primavera, porém, esta tão
temporânea viera,aquecendo os dias com um sol límpido clareando toda a cidade,
compondo dias encantadores.
Bem
que eu pudera, chorar as dores de tantas pessoas angustiadas, mas por mim,
passara a sorrir.
E
deveras, meu coração continuara o mesmo, porém em suas batidas descompassadas,
renasceram músicas orquestradas em ritmo clássico e único, trocando as
sístoles, por um dedilhado de piano.
Fora
assim então, que tocaras meu coração, como quem compõe uma sinfonia, como quem
rega os canteiros, como quem feito anjo, cuida das pessoas, que sentem as mais
diversas incomodações.
Uma
sensação de perigo, tentara aplacar meus sentimentos, porém o coração, forte e
resoluto, já houvera determinado, um motivo maior, á razão de te amar.
Meus
dias sorriram congratulando essa vitoriosa sensação de poder estender as minhas
sensações, por onde eu passeara contigo no pensamento, ou também me recolhera.
O
amor, sempre astuto e permissivo, conhecera bem
teu rosto, tuas palavras, teu jeito, teu coração, quando batendo em tuas portas
mais íntimas, suplicara para entrar.
Um
leve traço esboçando um recomeço, saíra da linha leve de teu olhar, de um
sorriso quase discreto, de tuas palavras tão ágeis e poderosas.
Talvez,
minhas verdades magoaram um pouco, melindrando nosso amor, mas este retornara
porque, já não éramos donos de tal conjuntura.
Eu te
buscara, numa escuridão imensa, tateando as palavras, arguindo numa multidão
alheia a qualquer coisa, que fosse amor.
Quando
o pingo verde da esperança recaíra sobre nós, quanta felicidade pudéramos
conferir, quando desembrulháramos nossos presentes, portando nossa presença.
E por
medo ás vezes, quase deixáramos a felicidade escapulir de nossas mãos, mas quis
a vida, que nos encontrássemos dessa maneira, nesse entardecer límpido, quando
o sol, tão aguardado beija tranquilamente o horizonte de cores todo mesclado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pelo carinho!
Izildinha