Pois
bem, naquela manhã bastante fria, meio
confusa, olhei no relógio, e era hora de sair da cama, dei uma espreguiçada e
percebi o quanto era aconchegante minha cama, a ponto de me fazer, querer ficar
mais um pouco.
Mas
também ,fazendo parte de meu temperamento, vi a possibilidade um grande motivo,
para me colocar em ordem, e receber o novo dia, bem disposta.
Eu
obedecia uma rotina, que era, me por em
ordem, tomar um bom banho, um bom café ,me vestir e antes de sair para o
trabalho, por a casa em ordem também.
Tudo
ao meu redor precisava ser cuidado,reciclado,isso me punha em satisfação
mediante a vida.
Aprendera em idade tenra, uma série de
coisas, que ficaram enraizadas em mim,como se fossem um tipo de obsessão, ao
qual eu nunca vencera.
Sempre
estava cumprindo, com a maior lisura e devoção, mesmo porque, depois me punha
em paz comigo e com o meio, em que eu vivia.
Eu
havia completado vinte anos, trabalhava como vendedora numa loja de eletro
domésticos, cumpria um horário árduo e bastante vigiado, minha chefa dona
Magali.
Sempre
mal humorada, dominava o espaço, quase controlando e regulando até o ar que
respirávamos.
Ela,notavelmente,precisara
fazer jus ao cargo e encargo que tinha nas mãos.
Enquanto
nós os vendedores, e vendedoras comissionados, trabalhávamos mais livres e
soltos.
Eu
houvera terminado o curso de nutrição, e também já estavam pagas ,toda mobília
que comprei, para meu apartamento.
Eu
me saíra bem como vendedora comissionada e nunca pensei, que ganharia logo de
início tanto assim.
O
orfanato, percebera eu,que fora um lugar para eu aprender muito cedo como ser
determinada e realmente acreditar nas possibilidades.
Agora
já não vira tanto a Eleonora, nos falávamos por telefone, e ela dizia estar
muito feliz por mim,e que agora ela estava mais tranquila também.
Comecei
a conhecer pessoas diferentes, e também a flertar muitos rapazes, porém ainda
ninguém me encantara.
Saia
á noite mas sem exageros, colocara minha vida em ordem, e tudo para mim era
realização.
Eu
aprendera a valorizar cada cantinho de meu espaço, cada peça de roupa que eu
comprara.
E
quando chegava nos finais de semana, andava livremente pelo meu bairro, olhando
vitrines sem pressa e isso sempre me fizera bem, em detrimento do tempo em que
eu passara enclausurada sem poder sair.
Embora
já estivesse com vinte anos, sentira como renascendo, para uma vida nova a cada
dia.
Passara
a observar as árvores das avenidas, gostava dos outonos acolhedores ,e no
inverno sentia um aquecimento no coração, pois nenhum agasalho me faltara.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha