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sábado, 6 de julho de 2019

FRAGMENTO DO LIVRO_ETERNA POSSIBILIDADE

Pois bem, naquela manhã  bastante fria, meio confusa, olhei no relógio, e era hora de sair da cama, dei uma espreguiçada e percebi o quanto era aconchegante minha cama, a ponto de me fazer, querer ficar mais um pouco.
Mas também ,fazendo parte de meu temperamento, vi a possibilidade um grande motivo, para me colocar em ordem, e receber o novo dia, bem disposta.
Eu obedecia  uma rotina, que era, me por em ordem, tomar um bom banho, um bom café ,me vestir e antes de sair para o trabalho, por a casa em ordem também.
Tudo ao meu redor precisava ser cuidado,reciclado,isso me punha em satisfação mediante a vida.
 Aprendera em idade tenra, uma série de coisas, que ficaram enraizadas em mim,como se fossem um tipo de obsessão, ao qual eu nunca vencera.
Sempre estava cumprindo, com a maior lisura e devoção, mesmo porque, depois me punha em paz comigo e com o meio, em que eu vivia.
Eu havia completado vinte anos, trabalhava como vendedora numa loja de eletro domésticos, cumpria um horário árduo e bastante vigiado, minha chefa dona Magali.
Sempre mal humorada, dominava o espaço, quase controlando e regulando até o ar que respirávamos.
Ela,notavelmente,precisara fazer jus ao cargo e encargo que tinha nas mãos.
Enquanto nós os vendedores, e vendedoras comissionados, trabalhávamos mais livres e soltos.
Eu houvera terminado o curso de nutrição, e também já estavam pagas ,toda mobília que comprei, para meu apartamento.
Eu me saíra bem como vendedora comissionada e nunca pensei, que ganharia logo de início tanto assim.
O orfanato, percebera eu,que fora um lugar para eu aprender muito cedo como ser determinada e realmente acreditar nas possibilidades.
Agora já não vira tanto a Eleonora, nos falávamos por telefone, e ela dizia estar muito feliz por mim,e que agora ela estava mais tranquila também.
Comecei a conhecer pessoas diferentes, e também a flertar muitos rapazes, porém ainda ninguém me encantara.
Saia á noite mas sem exageros, colocara minha vida em ordem, e tudo para mim era realização.
Eu aprendera a valorizar cada cantinho de meu espaço, cada peça de roupa que eu comprara.
E quando chegava nos finais de semana, andava livremente pelo meu bairro, olhando vitrines sem pressa e isso sempre me fizera bem, em detrimento do tempo em que eu passara enclausurada sem poder sair.
Embora já estivesse com vinte anos, sentira como renascendo, para uma vida nova a cada dia.
Passara a observar as árvores das avenidas, gostava dos outonos acolhedores ,e no inverno sentia um aquecimento no coração, pois nenhum agasalho me faltara.

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Izildinha