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sexta-feira, 7 de junho de 2019

VESTIMENTA DO SONHO_PROSA DO LIVRO INTERNALIZANDO

Em uma conformidade com o desejo ,o sonho se veste tentando todos os dias, alcançar o desejo com a mão, a tentativa o deixa frustrado ás vezes, não exatamente o sonho, mas quem o conduz dentro do coração.
Talvez o sonho, tenha alguma coisa parecida com a saudade,porém,a saudade do que nunca existiu, do que nunca se consolidou.
És tu,uma espécie de saudade em mim, com a qual eu tanto sonho e sonhei a vida inteira, vivo revirando meu coração e num interrogatório o deixo constrangido,mas ele meio acintoso, em alguns dias, nada me redargui, então percebo que ele precisa da tua presença, dos teus sinais, dos teus vestígios calorosos, como alguém que numa era longínqua, colocara um bilhete com algumas palavras, feito antídoto curativo da alma.
Porém, o teu olhar ás vezes, mexe tanto com minha emoção, que nem preciso mais de palavras algumas.
Quando nos conhecemos, dificilmente erguias o olhar, eu te via um pouco sereno e também meio tristonho.
E nessa fusão de expressões, foste te acomodando dentro de meu coração, que rapidamente construíra um pequeno castelo, feito de pétalas, que foram juntadas á cada palavra, a cada gesto teu.
E a vestimenta de meu sonho, tem um tom iluminado, como as luzes nas imagens mais consagradas pela arte.
Assim, vestira meu sonho, num entardecer de suavidade e generosidade, que agora me ocupa os espaços, escrevendo uma história em cada página em branco ,que o sonho veste.
Um vento gelado, resvalando no rosto, sempre me revelara um segredo, isso parecera de praxe, portanto doravante o sonho domina os ventos, dobra as esquinas e reveste a manhã com as nuances do entardecer.
Eu talvez, sonhara contigo, durante os séculos, que vivera procurando o meu amado.
Ou mesmo, encontrara contigo, num antigo milênio, depois te perdera, no meio dos ventos outonais, no meio das festas representativas, onde eu me camuflara da consternação.
Uma ansiedade delicada perpassa os meus sentidos,pois ainda carecera visitar teus olhos descansados nas montanhas, nas ruas, ou numa avenida qualquer.
A poesia insistentemente, requisita teus olhos para uma ode, um sonho vestido de realidade, aquela mais pura, e mais clássica.
Onde jamais precisaremos da formalidade, pois que fundidos nas mesmas finalidades, encontraremos mil razões, para que o amor, permaneça tranquilo e convicto, de que realmente, encontrara abrigo em nossas almas e fizera de nossas sístoles, uma irremediável parecença, como a vestimenta de nossos sonhos, que fora encomendada pelo tempo e ainda a tempo, um anjo a trouxera impecavelmente para s.

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Izildinha